O livro divide-se em sete capítulos, cada um explorando uma dimensão da aposta anateísta.
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O primeiro capítulo, “No Momento”, pergunta o que ocorre no instante decisivo em que o estranho sagrado aparece – hostilidade ou hospitalidade, medo ou confiança – e examina como as religiões abraâmicas respondem ao advento da alteridade.
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O segundo capítulo, “Na Aposta”, delineia cinco movimentos da aposta anateísta: imaginação, humor, comprometimento, discernimento e hospitalidade, extraindo implicações para o diálogo inter-religioso e para uma hermenêutica do “poder impotente” de Deus.
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O terceiro capítulo, “No Nome”, pergunta o que se quer dizer ao falar em nome de Deus – Senhor ou Servo, Soberano ou Estranho, Imperador ou Hóspede – e explora, com escritores do pós-guerra, a possibilidade de uma “fé sem religião”.
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O quarto capítulo, “Na Carne”, aborda a experiência sacramental do cotidiano a partir de filósofos como Maurice
Merleau-Ponty e Julia Kristeva, que operam em um espaço agnóstico e revisitam as estruturas sacramentais da sensação e da corporalidade humanas.
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O quinto capítulo, “No Texto”, aplica a poética sacramental a uma leitura anateísta de três romancistas – Joyce, Proust e Woolf – que recuperaram epifanias sagradas no coração do universo ordinário.
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O sexto capítulo, “No Mundo”, apresenta uma hermenêutica da ação política, abordando controvérsias recentes sobre o papel do teísmo e do ateísmo em questões de guerra e paz, democracia e violência, compaixão e intolerância.
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O sétimo capítulo, “No Ato”, examina três figuras modernas exemplares – Dorothy Day, Jean Vanier e Mahatma Gandhi – que refiguram a compreensão da fé ao encontrar o sagrado no coração do mundo secular da ação e do sofrimento.