A obra é um sentido encarnado, um mundo que se estabelece e se enraíza na terra, de modo que a descrição fiel a essa ontologia do dois em um deve esforçar-se por não separar, como faz
Hegel, o conteúdo e a forma, o significado e o significante, sendo necessário que seja paciente e concreta, sem supor que o acesso à obra seja tão rápido quanto o primeiro olhar, já que a percepção de uma obra é ao mesmo tempo global e sucessiva, instantânea e muito lenta