O projeto inicial de Wilhelm
Dilthey de uma crítica da razão histórica buscou fundamentação na psicologia descritiva, deixando a hermenêutica de Friedrich
Schleiermacher ausente de sua obra metodológica principal de 1883.
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Publicação da Introdução às ciências humanas.
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Prioridade da fundação epistemológica na psicologia.
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Dúvidas sobre a centralidade da hermenêutica na fase intermediária.
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Controvérsia sobre o momento do tournant hermenêutico.
O retorno explícito de Wilhelm
Dilthey à hermenêutica ocorre em sua fase tardia, quando ele propõe a interpretação como fundamento universal das ciências humanas ao reciclar suas pesquisas de juventude.
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Conferência de 1900 sobre o surgimento da hermenêutica.
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Reutilização do estudo inédito de 1860.
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Reconhecimento das ciências humanas como ciências de interpretação.
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Atribuição de função fundadora à hermenêutica.
A percepção da hermenêutica diltheyana como base metodológica consolidada baseia-se mais em adições manuscritas póstumas do que nas conferências públicas proferidas pelo autor em 1900.
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Publicação dos adendos no volume V das Obras Completas em 1924.
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Discrepância entre o texto lido e a teoria atribuída.
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Influência da escola diltheyana na interpretação tradicional.
A construção da imagem de um Wilhelm
Dilthey hermeneuta e filósofo da vida foi obra de seu discípulo Georg Misch, que obscureceu os elementos positivistas e sistemáticos persistentes no pensamento do mestre.
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Prefácio magistral de Georg Misch ao volume V.
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Apresentação da evolução do positivismo para a hermenêutica.
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Transformação do termo hermenêutica em slogan geracional.
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Consolidação dessa leitura pela monografia de O.F.
Bollnow.
A apropriação da herança diltheyana por Martin Heidegger resultou em uma hermenêutica da facticidade cuja radicalidade foi ofuscada pela brevidade e ambiguidade das definições presentes na publicação de Ser e Tempo.
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Adoção do título hermenêutica da facticidade nos cursos iniciais.
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Sucesso público de Ser e Tempo em 1927.
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Definição sumária da hermenêutica no parágrafo 7 da obra.
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Indeterminação sobre a relação entre analítica e hermenêutica.
A publicação de Ser e Tempo foi recebida pelos alunos de Martin Heidegger como um recuo decepcionante da hermenêutica da facticidade em direção a uma ontologia transcendental de corte husserliano.
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Sentimento de decepção em Hans-Georg
Gadamer, Oskar Becker e Karl
Löwith.
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Percepção da obra como uma recaída na autocompreensão transcendental.
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Contraste com a função central da hermenêutica nos cursos anteriores.
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Necessidade de publicação dos inéditos para avaliar a continuidade.
A fundamentação do projeto filosófico de Hans-Georg
Gadamer vincula-se explicitamente à hermenêutica da facticidade do jovem Martin Heidegger, identificando uma continuidade hermenêutica mesmo na fase tardia da história do ser.
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Conexão de Verdade e Método com o período de Marburgo e Friburgo.
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Abandono do léxico hermenêutico pelo último Heidegger.
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Reconhecimento de intuições hermenêuticas na filosofia da Kehre.
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Identificação de uma virada anterior à própria virada oficial.
O mérito da obra gadameriana reside na capacidade de levar a termo o programa interrompido de uma hermenêutica da facticidade histórica, articulando as intuições do último Heidegger com o ponto de partida existencial.