A revisão do conceito de compreensão nos escritos tardios de Hans-Georg
Gadamer, influenciada pelo debate com Jacques Derrida, desloca a ênfase da apropriação para a abertura à possibilidade de o outro ter razão.
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Abandono parcial da terminologia hegeliana de apropriação.
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Definição de compreensão como reconhecimento da razão alheia.
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Caráter de resposta à interpelação.
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Natureza desapropriadora da descoberta do inédito.
A adoção tardia da premissa sobre os limites da linguagem e a incapacidade de dizer o que se deseja sinaliza a incorporação das críticas da desconstrução pela hermenêutica, validando a divisa de que mais de uma língua é necessária.
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Substituição do tema da universalidade pela finitude linguística.
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Novo princípio supremo da hermenêutica filosófica.
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Eficácia do diálogo entre Hans-Georg Gadamer e Jacques Derrida.
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Aceitação da insuficiência de uma única língua.