1. A análise da compreensão histórica concluíra que sua estrutura possui forma lógica de diálogo, avançando a compreensão mediante dialética implícita de perguntas e respostas, supondo evidentemente esse modelo dialógico a linguagem como o meio em que se produz, não sendo, contudo, sedução indevida da analogia com conversações cotidianas o que leva
Gadamer a essa preeminência do modelo dialógico, mas o fato de a linguagem constituir o fundo implícito, sempre presente, de todo compreender, estando tão inseridos nela que, por demasiado próxima, nos resulta distante, revelando-se a realidade viva da linguagem, distinta do objeto estudado pela linguística, sempre diálogo: ter linguagem é falar com alguém sobre algo, forma primária referida por
Aristóteles ao definir o homem como animal que tem linguagem, sendo mesmo o pensamento solitário, como dizia
Platão, diálogo da alma consigo mesma.