A segunda é a história como ciência histórica: é inútil perguntar ao historiador enquanto tal o que é a historicidade; o historiador já lida com um campo científico delimitado e não pode dizer nada sobre a origem e as condições de possibilidade desse campo; mas Heidegger tampouco segue as críticas da razão histórica –
Dilthey, Simmel, Rickert – que, em estilo neo-kantiano, perguntam sobre as condições de possibilidade da ciência histórica, pois essas questões, enquanto epistemológicas, são guiadas pela ideia de ciência e de objeto científico e deixam tão desamparado quanto o historiador diante da questão da historicidade ela mesma.