A proposição hegeliana da identidade do puro nada e do puro ser é, nos olhos de Heidegger, ainda uma proposição metafísica ou ôntica, como aparece em Was ist Metaphysik? (1929): “O nada não permanece o oposto indeterminado dos entes, mas se revela como pertencente (zugehörig zum Sein des Seienden) ao ser dos entes. 'Ser puro e puro nada são, portanto, o mesmo.' Esta proposição de
Hegel é correta. Ser e nada se pertencem – não porque ambos concordam em sua indeterminação, mas porque o ser ele mesmo é essencialmente finito e se manifesta apenas na transcendência de um Dasein que está suspenso no nada.”