O primeiro encontro entre
Gadamer e
Derrida, ocorrido em Paris em abril de 1981, embora inicialmente caracterizado por participantes e testemunhas como um diálogo de surdos, revelou-se um evento de proporções epocais cujos desdobramentos intelectuais foram documentados na obra
Dialogue and Deconstruction, editada por Philippe Forget; a despeito da percepção inicial de incomunicabilidade, a questão legítima da diferença entre a hermenêutica e a desconstrução permaneceu aberta, especialmente no contexto norte-americano, onde a proximidade geográfica das correntes suscitou dúvidas sobre a distinção real por trás dos rótulos, ao passo que na Europa a proveniência comum de ambas as tradições é evidente, dado que ambas seguem os caminhos abertos por Heidegger, engajam-se com
Hegel e retornam incessantemente à filosofia grega, compartilhando temas centrais como a significância da arte e da literatura.