A impossibilidade de frequentar a Escola Normal Superior e o afastamento do ensino clássico canônico, longe de constituírem apenas um déficit, favorecem uma erudição autodidata libertária que permite a Camus ignorar as exegeses oficiais e a artilharia sofística dos acadêmicos formatados, opondo-lhes uma sinceridade existencial nutrida por leituras vorazes e desordenadas que amalgamam
Schopenhauer,
Nietzsche,
Agostinho,
Plotino, as Upanishads, Stirner,
Blanchot, Spinoza,
Kierkegaard,
Spengler, Sorel e Chestov, sem estabelecer hierarquias rígidas entre o corpus filosófico e a literatura de
Homero, Flaubert, Balzac, Stendhal, Proust, Kafka, Melville, Dostoievski, Gorki e Malraux.