Torna-se, talvez, agora mais claro por que
Hegel, no início da Fenomenologia, pensa o indicar como um processo dialético de negação: o que cada vez é retirado no dizer isto é a voz, e o que, cada vez, se abre nesse retirar-se (através de seu conservar-se, como Voz, numa escrita) é o puro ser, o Isto como universal; mas esse ser, na medida em que sempre tem lugar num ter-sido, num gewesen, é também um puro nada, e somente quem o reconhece como tal sem embaraçar-se no indizível o “toma em sua verdade” no discurso, compreendendo-se então também por que ao da e ao diese, a essas pequenas palavras cujo significado se havia proposto investigar, inere um poder nulificante, sendo “tomar o Isto”, “ser-o-aí” possível somente fazendo a experiência da Voz, isto é, do ter-lugar da linguagem no retirar-se da voz.