Citação sobre o uso do martelo: «A correta familiaridade com o instrumento, na qual somente ele pode se mostrar de modo genuíno no seu ser (por exemplo, o martelar para o martelo), não compreende tematicamente este ente como coisa que se apresenta, assim como o usar não compreende a estrutura do instrumento como tal. O martelar não se resolve em um simples conhecimento do caráter de instrumento do martelo, mas, ao contrário, já se apropriou deste instrumento como o mais adequadamente não seria possível. Nesta familiaridade que faz uso , o tomar-se cura deve se submeter ao caráter de finalidade [Um-zu, «para um propósito»] constitutivo de cada instrumento. Quanto menos o martelo é somente contemplado e quanto mais adequadamente é usado , tanto mais originário se torna o relacionamento com ele e tanto mais ele vem ao nosso encontro sem véus como aquilo que é, ou seja, um instrumento. É o próprio martelar que descobre a específica «manejabilidade» do martelo. O modo de ser do instrumento, no qual ele se manifesta por si mesmo, nós chamamos «manejabilidade» » (Heidegger 1, p. 69)