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 ===== CONFRONTAÇÃO COM A MODERNIDADE (INTRODUÇÃO) (1990) ===== ===== CONFRONTAÇÃO COM A MODERNIDADE (INTRODUÇÃO) (1990) =====
-Resumo desta excelente análise da questão da técnica em Heidegger, contextualizada na sua constituição de questionamento relevante a nossa época. 
  
--* Para Heidegger a técnica moderna tem três significados inter-relacionados: +HCMT 
--** primeiro, as técnicas, dispositivos, sistemas, e processos de produção usualmente associados com o industrialismo; + 
--** segundo, a visão de mundo racionalista, científica, mercantilista, utilitária, antropocêntrica, usualmente associada com a Modernidade; +Resumo desta excelente análise da questão da técnica em Heidegger, contextualizada na sua constituição de questionamento relevante nossa época.
--** terceiro, o modo de compreensão contemporâneo ou o modo de descobrir coisas que torna possível tanto os processos de produção industrial quanto a visão de mundo modernista. Heidegger sustenta que este último significado da “técnica moderna” é o mais importante de todos. +
--* Tanto o industrialismo quanto a modernidade são sintomas do des-encobrimento de coisas como matéria-prima a ser usada na expansão do escopo do poder tecnológico para si próprio. +
--** Este des-encobrimento unidimensional das coisas como matéria-prima, segundo Heidegger, não é o resultado de uma decisão humana, mas de desenvolvimentos dentro da “história do ser” ela mesma. +
--** O estágio técnico nesta história assim transformou como as coisas são compreendidas, o que faz com que as pessoas sejam compelidas a tomar parte na ordem que se assenta e adotar a visão de mundo modernista a ela relacionada. +
--* Como Kant, Heidegger acreditava que a tarefa do filósofo era desvendar as condições transcendentais que possibilitam o conhecimento e a ação humanos. Estas condições não são em si coisas, mas tornam possível nossa experiência objetiva de coisas. +
--** Em sua análise da técnica moderna, Heidegger tentou descobrir as condições necessárias para a possibilidade de nossa experiência uni-dimensional de entidades como matéria-prima. +
--* Como Hegel, Heidegger sustentou que as atividades humanas são em grande parte não auto-referenciadas e auto-originadas, mas ao contrário guiadas e configuradas por um “jogo” histórico de linguagem e conceitos que não está sob o controle humano. +
--** Este jogo conceitual-linguístico determina as categorias que configuram as possibilidades da ação, do conhecimento e da crença humanas em determinada época histórica. +
--* Enquanto Heidegger rejeita a visão de Hegel que a história é um movimento progressivo em direção da divina consciência de siambos tentaram desvendar a natureza dos “movimentos” conceituais e ontológicos que marcaram as diferentes épocas históricas dentro das quais a humanidade ocidental foi “projetada”. +
--* Heidegger acreditava que estes movimentos marcados por épocas não eram em si visões de mundo (Weltanschauungen), mas sim as condições ontológicas necessárias para a emergência de uma visão de mundo particular. +
--** Para Heidegger, então, a visão de mundo chamada “Modernidade” nunca foi um termo final na explicação da situação contemporânea, mas ao invés um sintoma de um movimento mais profundo que se oculta. +
--** Sustenta que o movimento destas épocas históricas começou com metafísica de Platão e culminou na era técnica. +
--*** Os principais períodos da história Ocidental -- Grego, Romano, Medieval, Iluminista, Técnico -- marcam, para Heidegger, os estágios de um longo declínio na compreensão da humanidade Ocidental daquilo que significa para alguma coisa, “ser”. +
--**** Na era técnica, em particular, para alguma coisa “ser” significa para ela ser matéria-prima para o auto-aperfeiçoamento do sistema técnico. +
--** Interpretação da técnica moderna distinta da antropológica, que guarda uma perspectiva evolucionista da técnica. +
--*** Para Heidegger a técnica industrial não é fruto de evolução, mas de um modo de compreensão unidimensional do que "são" as coisas; cada época determina a manifestação das coisas; algo "ser" significa "ser des-encoberto" ou "ser manifesto".+
  
 +  * Para Heidegger a técnica moderna tem três significados inter-relacionados:
 +    * primeiro, as técnicas, dispositivos, sistemas, e processos de produção usualmente associados com o industrialismo;
 +    * segundo, a visão de mundo racionalista, científica, mercantilista, utilitária, antropocêntrica, usualmente associada com a Modernidade;
 +    * terceiro, o modo de compreensão contemporâneo ou o modo de descobrir coisas que torna possível tanto os processos de produção industrial quanto a visão de mundo modernista. Heidegger sustenta que este último significado da “técnica moderna” é o mais importante de todos.
 +  * Tanto o industrialismo quanto a modernidade são sintomas do des-encobrimento de coisas como matéria-prima a ser usada na expansão do escopo do poder tecnológico para si próprio.
 +    * Este des-encobrimento unidimensional das coisas como matéria-prima, segundo Heidegger, não é o resultado de uma decisão humana, mas de desenvolvimentos dentro da “história do ser” ela mesma.
 +    * O estágio técnico nesta história assim transformou como as coisas são compreendidas, o que faz com que as pessoas sejam compelidas a tomar parte na ordem que se assenta e adotar a visão de mundo modernista a ela relacionada.
 +  * Como Kant, Heidegger acreditava que a tarefa do filósofo era desvendar as condições transcendentais que possibilitam o conhecimento e a ação humanos. Estas condições não são em si coisas, mas tornam possível nossa experiência objetiva de coisas.
 +    * Em sua análise da técnica moderna, Heidegger tentou descobrir as condições necessárias para a possibilidade de nossa experiência uni-dimensional de entidades como matéria-prima.
 +  * Como Hegel, Heidegger sustentou que as atividades humanas são em grande parte não auto-referenciadas e auto-originadas, mas ao contrário guiadas e configuradas por um “jogo” histórico de linguagem e conceitos que não está sob o controle humano.
 +    * Este jogo conceitual-linguístico determina as categorias que configuram as possibilidades da ação, do conhecimento e da crença humanas em determinada época histórica.
 +  * Enquanto Heidegger rejeita a visão de Hegel que a história é um movimento progressivo em direção da divina consciência de si, ambos tentaram desvendar a natureza dos “movimentos” conceituais e ontológicos que marcaram as diferentes épocas históricas dentro das quais a humanidade ocidental foi “projetada”.
 +  * Heidegger acreditava que estes movimentos marcados por épocas não eram em si visões de mundo (Weltanschauungen), mas sim as condições ontológicas necessárias para a emergência de uma visão de mundo particular.
 +    * Para Heidegger, então, a visão de mundo chamada “Modernidade” nunca foi um termo final na explicação da situação contemporânea, mas ao invés um sintoma de um movimento mais profundo que se oculta.
 +    * Sustenta que o movimento destas épocas históricas começou com a metafísica de Platão e culminou na era técnica.
 +      * Os principais períodos da história Ocidental -- Grego, Romano, Medieval, Iluminista, Técnico -- marcam, para Heidegger, os estágios de um longo declínio na compreensão da humanidade Ocidental daquilo que significa para alguma coisa, “ser”.
 +        * Na era técnica, em particular, para alguma coisa “ser” significa para ela ser matéria-prima para o auto-aperfeiçoamento do sistema técnico.
 +    * Interpretação da técnica moderna distinta da antropológica, que guarda uma perspectiva evolucionista da técnica.
 +      * Para Heidegger a técnica industrial não é fruto de evolução, mas de um modo de compreensão unidimensional do que "são" as coisas; cada época determina a manifestação das coisas; algo "ser" significa "ser des-encoberto" ou "ser manifesto".
  
  
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