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estudos:zarader:zarader-2001154-158-colapso-da-angustia-em-blanchot-e-heidegger

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estudos:zarader:zarader-2001154-158-colapso-da-angustia-em-blanchot-e-heidegger [16/01/2026 14:40] – created - external edit 127.0.0.1estudos:zarader:zarader-2001154-158-colapso-da-angustia-em-blanchot-e-heidegger [26/01/2026 13:01] (current) mccastro
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-===== ZARADER (2001:154-158) – COLAPSO DA ANGÚSTIA EM Blanchot E HEIDEGGER =====+===== COLAPSO DA ANGÚSTIA EM Blanchot E HEIDEGGER (2001:154-158) =====
 Vamos primeiro considerar a passagem do mundo para o exterior. O fato de que o mundo não pode ser reduzido à simples soma de coisas, mas que é o que se ordena no mundo, a região a partir da qual as coisas podem aparecer e sua condição comum de possibilidade, é o que Heidegger, de maneira mais radical do que Husserl, trouxe à luz nos § 14 a 18 de Sein und Zeit. Analisando o modo original de dação dos entes, mostra que estes só podem surgir em relação à minha preocupação e, portanto, presos em um sistema complexo de referentes ao qual também pertenço e cuja totalidade não é outra senão o “mundo” — com o qual queremos dizer : o mundo de minhas possibilidades ou potencialidades, o mundo familiar em que vivo, a partir do qual me relaciono com as coisas e que Heidegger chama de Umwelt, mundo circundante. Assim como o horizonte de Husserl, esse mundo circundante pode não ser levado em consideração por si mesmo na atitude natural, mas continua sendo a condição (não aparente) da aparição do ente. Vamos primeiro considerar a passagem do mundo para o exterior. O fato de que o mundo não pode ser reduzido à simples soma de coisas, mas que é o que se ordena no mundo, a região a partir da qual as coisas podem aparecer e sua condição comum de possibilidade, é o que Heidegger, de maneira mais radical do que Husserl, trouxe à luz nos § 14 a 18 de Sein und Zeit. Analisando o modo original de dação dos entes, mostra que estes só podem surgir em relação à minha preocupação e, portanto, presos em um sistema complexo de referentes ao qual também pertenço e cuja totalidade não é outra senão o “mundo” — com o qual queremos dizer : o mundo de minhas possibilidades ou potencialidades, o mundo familiar em que vivo, a partir do qual me relaciono com as coisas e que Heidegger chama de Umwelt, mundo circundante. Assim como o horizonte de Husserl, esse mundo circundante pode não ser levado em consideração por si mesmo na atitude natural, mas continua sendo a condição (não aparente) da aparição do ente.
  
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