| (...) A essência no sentido verbal, o Wesen heideggeriano, seria em todos os casos «não conteúdo, mas sim condição de possibilidade»; seria para ser entendida como envasamento «formal» que torna possível «qualquer preenchimento Material». Ora parece-me que uma definição deste tipo só se aplica à essência do Dasein, tal como é apresentada no Sein und Zeit;, esta essência pode com certeza ser entendida como uma estrutura puramente formal, que «não traz qualquer generalidade empírica, mas que trata da generalidade incondicional (200) e apriorista». Deixa de ser a mesma coisa após a viragem: a essência verbal de qualquer questão, tal como aparece no seguimento da obra, perdeu esse carácter de pura formalidade. Alias, propriamente falando, não é nem forma nem conteúdo: é o desdobrar da «própria coisa». Mas se quisermos absolutamente traduzir esse desdobrar no léxico forma-contéudo, temos então de reconhecer que é de facto o próprio conteúdo da coisa considerada que «reina» na essência, e se desdobra nela. | (...) A essência no sentido verbal, o Wesen heideggeriano, seria em todos os casos «não conteúdo, mas sim condição de possibilidade»; seria para ser entendida como envasamento «formal» que torna possível «qualquer preenchimento Material». Ora parece-me que uma definição deste tipo só se aplica à essência do Dasein, tal como é apresentada no Sein und Zeit;, esta essência pode com certeza ser entendida como uma estrutura puramente formal, que «não traz qualquer generalidade empírica, mas que trata da generalidade incondicional (200) e apriorista». Deixa de ser a mesma coisa após a viragem: a essência verbal de qualquer questão, tal como aparece no seguimento da obra, perdeu esse carácter de pura formalidade. Alias, propriamente falando, não é nem forma nem conteúdo: é o desdobrar da «própria coisa». Mas se quisermos absolutamente traduzir esse desdobrar no léxico forma-contéudo, temos então de reconhecer que é de facto o próprio conteúdo da coisa considerada que «reina» na essência, e se desdobra nela. |