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| estudos:zarader:zarader-2000167-168-esquecimento-do-ser-seinsvergessenheit [16/01/2026 14:40] – created - external edit 127.0.0.1 | estudos:zarader:zarader-2000167-168-esquecimento-do-ser-seinsvergessenheit [26/01/2026 13:01] (current) – mccastro |
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| ===== ZARADER (2000:167-168) – ESQUECIMENTO DO SER ===== | ===== ESQUECIMENTO DO SER (2000:167-168) ===== |
| No fim da sua obra, o próprio Heidegger considerava que a «experiência fundamental» que impulsionou toda a sua meditação foi a da Seinsvergessenheit: do esquecimento do ser; ser que muito precocemente reconheceu que não «era» à maneira do sendo, que era o Outro de qualquer sendo. Mas restava dar conta desse esquecimento. Se este foi primeiro imputado ao pensamento, foi depois reconhecido como procedendo do próprio ser: o pensamento só se caracteriza pelo esquecimento porque o ser desenvolve a sua essência enquanto retirada. A Kehre torna possível essa passagem da problemática do esquecimento à da retirada. Claro, a viragem tal como se esboça no início dos anos 30, ainda não é o reconhecimento da retirada; mas é a tomada a sério da história. E é no caminho aberto por esse novo ponto de partida que o pensador, desde 1935 e sobretudo nos anos 40 , poderá marcar o «permanecer-ausente» do ser ao longo da história: ausência rapidamente reconhecida como única modalidade da sua disposição. Desta forma aparece a ideia de melhoria enquanto retirada, onde se ordena finalmente um acesso à essência do ser e da verdade. | No fim da sua obra, o próprio Heidegger considerava que a «experiência fundamental» que impulsionou toda a sua meditação foi a da Seinsvergessenheit: do esquecimento do ser; ser que muito precocemente reconheceu que não «era» à maneira do sendo, que era o Outro de qualquer sendo. Mas restava dar conta desse esquecimento. Se este foi primeiro imputado ao pensamento, foi depois reconhecido como procedendo do próprio ser: o pensamento só se caracteriza pelo esquecimento porque o ser desenvolve a sua essência enquanto retirada. A Kehre torna possível essa passagem da problemática do esquecimento à da retirada. Claro, a viragem tal como se esboça no início dos anos 30, ainda não é o reconhecimento da retirada; mas é a tomada a sério da história. E é no caminho aberto por esse novo ponto de partida que o pensador, desde 1935 e sobretudo nos anos 40 , poderá marcar o «permanecer-ausente» do ser ao longo da história: ausência rapidamente reconhecida como única modalidade da sua disposição. Desta forma aparece a ideia de melhoria enquanto retirada, onde se ordena finalmente um acesso à essência do ser e da verdade. |
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