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| + | ====== Camus, Albert (1913-1960) ====== | ||
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| + | Quando decidiu dedicar a tradução francesa de Acheminement vers la parole [GA12] a René Char, Heidegger escolheu colocar várias frases do poeta no início do volume, e não foi por acaso que o fez em condições que associam o nome de Char ao de Albert Camus. Durante sua última estadia em Vaucluse, Heidegger fez questão de visitar o túmulo de Camus em Lourmarin, e há uma foto tirada naquele dia em que ele aparece com Jean Beaufret em frente à casa do escritor (ver H. W. Petzet, La Marche à l’étoile, | ||
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| + | Não se sabe exatamente o que Heidegger leu de Camus, mas o fato de este ter dito: “Devo a Nietzsche parte do que sou” era certamente uma evidência para ele. A maneira como Camus questionou o niilismo não poderia deixar de lhe atrair a estima e a simpatia de Heidegger. Da mesma forma, a citação de Hölderlin colocada no epígrafe de O Homem Revoltado certamente chamou a atenção de Heidegger. Todo leitor de Heidegger deve, aliás, ler O Exílio de Helena. | ||
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| + | É muito provável que Camus tenha ocupado um lugar nas conversas entre Hannah Arendt e Heidegger. | ||
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