estudos:solomon:solomon-2008-nossos-sentimentos
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| + | ====== Nossos sentimentos (2008) ====== | ||
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| + | //Data: 2025-11-03 09:13// | ||
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| + | ==== True to our feelings ==== | ||
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| + | === What our emotions are really telling us === | ||
| + | * Introdução ao propósito duplo do livro: contestar o preconceito antigo que considera as emoções como irracionais e perturbadoras, | ||
| + | * Defesa de uma perspectiva ética distintiva sobre as emoções, que se diferencia tanto de uma análise estritamente científica quanto de uma abordagem moralista que as classifica como boas ou más, tal como exemplificado pela lista de pecados capitais do Papa Gregório e pelas virtudes cristãs. | ||
| + | * Explicação de que a lente ética para analisar as emoções não se resume a condená-las ou elogiá-las, | ||
| + | * Exploração da afirmação de Pascal, "o coração tem suas razões, que a própria razão desconhece", | ||
| + | * Análise da complexidade e inteligência das emoções, argumentando que, por exemplo, a raiva não é meramente um impulso negativo ou pecaminoso, podendo ser justa e correta, assim como o amor pode ser tolo e destrutivo, e a vergonha é essencial para a consciência social, sendo todas elas, segundo Daniel Goleman, formas inteligentes de lidar com o mundo. | ||
| + | * Investigação sobre a natureza dos sentimentos aos quais devemos ser " | ||
| + | * Defesa da tese de que não somos vítimas passivas de nossas emoções, mas agentes ativos na sua cultivação e constituição, | ||
| + | * Contemplação da natureza proposital e estratégica das emoções, entendendo-as como meios de motivação, | ||
| + | * Exame e rejeição das desculpas teóricas que buscam isentar-nos da responsabilidade por nossas emoções, tais como a noção de que são " | ||
| + | * Discussão da virada paradigmática no entendimento das emoções, que passaram de forças irracionais distorcidas para componentes centrais da racionalidade, | ||
| + | * Contextualização histórica do estudo das emoções, desde seu papel central na filosofia antiga de Platão e Aristóteles e nas tradições asiáticas, passando pelos teóricos do sentimento moral como Hume, Smith e Rousseau, até seu surgimento como objeto científico com William James e Sigmund Freud e sua legitimação acadêmica contemporânea. | ||
| + | * Crítica ao reducionismo científico que, ao primitivizar as emoções e removê-las de seu contexto humanístico, | ||
| + | * Delimitação do foco do livro no contexto da ética e do viver bem, com ênfase nos mal-entendidos sobre as emoções que levam a desculpas e na culminação no conceito de integridade emocional, abordando apenas as vicissitudes " | ||
| + | * Questionamento da definição científica predominante de emoção como um episódio fisiológico de curta duração, argumentando que as emoções que realmente importam, como o amor e o ódio duradouros, são processos de longa duração, nem sempre conscientes, | ||
| + | * Defesa da complexidade processual das emoções, que incorporam interações, | ||
| + | * Reconhecimento da natureza controversa e " | ||
| + | * Adoção de uma postura socrática e nietzschiana de abertura e curiosidade, | ||
| + | * Utilização da estratégia aristotélica de começar com uma compreensão geral do assunto, listando exemplos como raiva, medo, tristeza e amor, sem se prender a uma definição estipulativa e fechada desde o início. | ||
| + | * Valorização da sabedoria antiga, especialmente de Aristóteles, | ||
| + | * Influência da filosofia europeia moderna, em particular do existencialismo e da fenomenologia de Edmund Husserl, Martin Heidegger e Jean-Paul Sartre, na concepção das emoções como modos de "estar afinado" | ||
| + | * Reconhecimento do trabalho de pesquisadores modernos como Paul Ekman, Carroll Izard, Nico Frijda e Richard Lazarus na legitimação do estudo das emoções na psicologia, após um período de negligência. | ||
| + | * Conclusão com a afirmação central de que vivemos em e através de nossas emoções, sendo nossas vidas definidas por elas, e com o desafio à noção simplista de emoções " | ||
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| + | //SOLOMON, Robert C. True to our feelings: what our emotions are really telling us. Oxford: Oxford University Press, 2008.// | ||
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