estudos:scheler:2012-3-6-ordo-amoris-ii
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| + | ====== Ordo amoris (II) (2012:3-6) ====== | ||
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| + | “Quem possui o ordo amoris de um homem possui o homem“. Possui, relativamente a ele enquanto sujeito moral, o que a fórmula cristalina é para o cristal. Perscruta o homem até onde é possível indagar um homem. Diante de si, por trás de toda a diversidade e complicação empíricas, sempre as simples linhas fundamentais do seu ânimo que, mais do que o conhecimento e a vontade, merece chamar-se o cerne do homem enquanto ser espiritual. Possui num esquema espiritual a fonte originária que alimenta secretamente tudo o que deste homem emana; mais ainda: o elemento determinativo primigénio do que constitui a característica permanente de por ele se circunscrever — o seu ambiente moral no espaço, o seu destino no tempo, isto é, a totalidade do possível de se tomar o que a ele e somente a ele pode acontecer. Com efeito, já a impressão do valor excitante, segundo a sua espécie e intensidade, | ||
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| + | Na hierarquia particular dos valores e das qualidades axiológicas mais simples, ainda não modelados em coisas e bens, que representam [4] a vertente objectiva do seu ordo amoris, o homem caminha como num habitáculo, | ||
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| + | Salientar-se-á, | ||
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| + | //[“Ordo amoris”, in Gesammelte Werke, Bd. 10, Zurique, Francke Verlag, 1957, pp. 347-376, tr. Artur Morão. LusoSofia]// | ||
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