estudos:schalow:schalow-fsib-subjetividade-do-sujeito
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| + | ====== Subjetividade do sujeito (FSIB) ====== | ||
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| + | //Data: 2025-06-11 06:00// | ||
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| + | O questionamento heideggeriano da tecnologia caminha lado a lado com uma crítica à subjetividade do sujeito. A vontade de dominação e controle exige a interposição do homem como sujeito no centro dos entes; através dessa centralidade do sujeito, a humanidade encontra em sua própria capacidade de representar os entes como objetos um padrão para determinar seu valor (utilidade, sobrevivência, | ||
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| + | Mas será que uma crítica à subjetividade do sujeito, à sua interposição no centro dos entes, leva ao abandono do próprio conceito de identidade? Ou antes redescobrimos o si-mesmo, por assim dizer, deslocado dessa posição central? A resposta seria então redefinida em termos daquilo em relação ao qual aparece o mais exterior, o ser como tal na dinâmica de seu ocultar-revelar, | ||
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| + | Na medida em que essa transformação ocorre, ela toma sua referência de um desenvolvimento que acontece através do próprio ser, e não apenas de um fim que o sujeito posiciona como valioso. Ao fazer uma de suas observações mais explícitas sobre a " | ||
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| + | A virada explicita o que já está acontecendo com a analítica existencial do Dasein, ou seja, reexaminar e deslocar o eixo da identidade do eu para incluir sua participação no desvelamento. Como ser, o eu humano depende do desvelamento. Portanto, é sempre em relação ao ser como desocultamento que o eu pode encontrar sua identidade. É como se, em sua busca por identidade, o eu se voltasse para cá e para lá, sem direção, mas sempre no dilema de procurar uma. Paradoxalmente, | ||
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| + | Uma bússola de direção só pode ser dada através da relação de reciprocidade com a qual o eu se relaciona com o ser. Uma direção é assim concedida, em vez de imposta, de acordo com o "para onde" (worauf) do surgimento do eu na abertura, o êxtase de seu movimento de vir a ser ele mesmo. O eu se torna então participante da dinâmica do surgir, do vir à presença que, como Heidegger enfatiza em sua palestra de 1942 sobre Aristóteles, | ||
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| + | Mas como entender essa " | ||
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| + | O vir à presença do ser humano é distinto, na medida em que explicita o contramovimento do ausentar-se, | ||
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| + | Como David Wood afirma: "Na medida em que as coisas carregam e incorporam ritmos, pulsos de desenvolvimento temporal, elas formam parte de um campo múltiplo e estratificado no qual esses ritmos interagem, interpenetram, | ||
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| + | Assim, é pensando o modo como tal temporalidade governa a gênese do eu, e não o contrário, que se pode abordar a possibilidade da identidade fora do modelo tecnológico de subjetividade. Encontramos primeiro esse novo experimento de repensar a possibilidade da identidade em Contribuições à Filosofia (GA65). | ||
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