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| + | ===== FILOSOFIA DOS ACONTECIMENTOS ===== | ||
| + | Já mencionei a grande preleção sobre Metafísica do semestre de inverno 1929/30, que Heidegger anuncia sob o título Os Conceitos Fundamentais da Metafísica. Mundo - Finitude - Solidão. Aqui tenta-se um novo estilo. No capítulo anterior eu a chamei filosofia dos acontecimentos. Nessa preleção Heidegger comenta que a filosofia tem de provocar um acontecimento fundamental no Vocabulário Heidegger humano (GA29-30, | ||
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| + | Os conceitos de um tal filosofar devem ter então outra função e outro tipo de rigor que os conceitos da ciência. Conceitos filosóficos permanecem vazios se antes não somos apreendidos por aquilo que eles devem compreender (GA29-30, 9). Os conceitos (Begriffe) da filosofia são compreendidos por Heidegger como ataque (Angriff) a todo tipo de certeza de si e confiança no mundo. A maior incerteza faz parte da constante e perigosa vizinhança com a filosofia. Essa prontidão elementar para a periculosidade da filosofa porém raramente se consegue, motivo pelo qual não há verdadeira discussão filosófica - apesar da quantidade já então evidente de publicações filosóficas. Todos querem provar verdades uns para os outros e esquecem a única verdadeira e mais difícil tarefa, de conduzir o próprio Vocabulário Heidegger e o dos outros para uma dúvida fecunda (GA29-30, 29). | ||
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| + | Nessa conferência fala-se muito em perigo, sinistro e dúvida. Para esse empreendimento de viver filosoficamente de modo ousado e perigoso, Heidegger reivindica o título de metafísica; | ||
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| + | Também para essa volta é obviamente bom que o Vocabulário Heidegger escolha os seus heróis (SuZ, 385). Pois há pessoas que têm o singular destino de serem um motivo para que o filosofar desperte em outros (GA29-30, 19). | ||
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