estudos:safranski:heidegger-17
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| + | ====== O Diagnóstico da Modernidade e a Busca por uma Superação (1935-1938) ====== | ||
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| + | * Entre 1935 e 1938, Heidegger elabora seu desencanto com o fato de que a revolução metafísica não se produziu como política, tentando compreender o poder avassalador da era moderna e buscar um refúgio no pensamento solitário para dela se desvencilhar. | ||
| + | * O diagnóstico heideggeriano da modernidade, | ||
| + | * A modernidade é caracterizada pela " | ||
| + | * A base metafísica dessa atitude é a transformação do homem em " | ||
| + | * Heidegger contrasta essa condição moderna com uma experiência originária do ser, que localiza na Grécia antiga, onde o homem não era um sujeito representante, | ||
| + | * Para o pensamento grego, o ser é o que se abre e comparece, e o homem é aquele que, ao perceber, se abre para essa presença, sendo incluído e conservado no aberto do ser; o mundo era um cenário (theatron) de aparecimento mútuo, e o homem, o lugar aberto onde o ser se torna visível para si mesmo. | ||
| + | * Nessa relação, havia uma riqueza, uma abertura e um mistério que se perderam na modernidade, | ||
| + | * A história do ser, na narrativa heideggeriana, | ||
| + | * Assumindo e invertendo a tese de Max Weber, Heidegger fala não de um " | ||
| + | * A esperança de uma saída coletiva desse encantamento, | ||
| + | * Diante dessa " | ||
| + | * Ele argumenta que nem todas as formas de subjetividade são igualmente desamparadas: | ||
| + | * No entanto, essa não é ainda a " | ||
| + | * A superação do "ser subjetivo" | ||
| + | * Em "A Origem da Obra de Arte" (1935), Heidegger descreve a arte como a instauração de uma verdade que funda um mundo, congregando uma comunidade e dando-lhe uma forma de autocompreensão, | ||
| + | * A obra de arte, diferentemente da produção técnica, não violenta a " | ||
| + | * Esse " | ||
| + | * Contudo, Heidegger se depara com uma dificuldade interna: a vontade de obra e a ação criadora que ele exalta na arte e no pensamento não seriam elas mesmas uma potenciadora manifestação da subjetividade e da vontade de poder? | ||
| + | * Esta questão o leva a um confronto crítico e apropriador com Nietzsche, o filósofo que diagnosticou a morte de Deus e tentou superar o niilismo através da vontade de poder e da fidelidade à terra. | ||
| + | * Heidegger reconhece em Nietzsche o pensador que quase logrou superar a modernidade, | ||
| + | * Ele critica a interpretação ideológica de Nietzsche por ideólogos nazistas como Alfred Baeumler, que reduziram sua filosofia a um biologismo da vontade de poder, glorificando a " | ||
| + | * A crítica central de Heidegger a Nietzsche é que sua filosofia da vontade de poder, ao introduzir tudo no círculo da valoração humana, não permaneceu fiel à terra, mas dissolveu o ser no fato de ter " | ||
| + | * Para Heidegger, " | ||
| + | * A experiência do ser é a admiração pelo fato de que há um "lugar aberto" | ||
| + | * O pensamento do ser, portanto, não busca uma definição ou um fundamento último, mas é um movimento " | ||
| + | * Daí a fórmula: "Com o ser não há nada que fazer"; | ||
| + | * A história do ser é uma sucessão de paradigmas culturais ou relações fundamentais com o ser, sem realizar nenhum " | ||
| + | * A oposição decisiva entre Heidegger e Nietzsche reside em suas concepções do tempo: enquanto Nietzsche, na doutrina do eterno retorno, pensa o tempo dentro da dinâmica da vontade de poder e o redondeia como ser, Heidegger tenta manter o pensamento de que o sentido do ser //é// o tempo. | ||
| + | * Para Heidegger, Nietzsche, embriagado pelo triunfo criador, perdeu de vista o "mar aberto" | ||
| + | * No entanto, críticos como Karl Löwith questionam quem pensou mais radicalmente na direção do aberto, sugerindo que Nietzsche via a vida dionisíaca como um abismo ameaçador, enquanto o " | ||
| + | * O projeto heideggeriano de superação, | ||
| + | * Nesse texto, ele busca, a partir do pensamento mesmo, produzir o evento do divino e preparar o " | ||
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