estudos:romano:subjetividade
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| + | ====== Reformulação da subjetividade em Claude Romano: o advenant ====== | ||
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| + | //FILIZ, Kadir. Event and Subjectivity: | ||
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| + | * Romano reformula a subjetividade à luz de sua teoria do evento, propondo o termo // | ||
| + | * Definição fundamental do // | ||
| + | * Relação etimológica entre // | ||
| + | * Crítica à concepção tradicional de sujeito: Romano argumenta que o sujeito, entendido como // | ||
| + | * O // | ||
| + | * Distinção entre // | ||
| + | * Crítica ao transcendentalismo em //Ser e Tempo//: Romano identifica uma " | ||
| + | * O // | ||
| + | * Relação com a antropologia fenomenológica de Blumenberg: Romano alinha-se à proposta de substituir a pergunta "O que é o homem?" | ||
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| + | === O evento do nascimento como proto-evento da hermenêutica eventual === | ||
| + | * Centralidade do nascimento na filosofia de Romano: evento paradigmático que inaugura a " | ||
| + | * Crítica à omissão do nascimento na história da filosofia: enquanto a morte foi amplamente discutida (ex.: Heidegger, existencialistas), | ||
| + | * Nascimento como evento impessoal e não-apropriável: | ||
| + | * Estrutura temporal do nascimento: introduz um " | ||
| + | * Comparação com Heidegger: enquanto em //Ser e Tempo// o nascimento é mencionado apenas como limite temporal do //Dasein// (entre nascimento e morte, §72), Romano o eleva a evento fundador que condiciona o // | ||
| + | * Implicações para a // | ||
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| + | === Advenant vs. Dasein: três ocultamentos do sujeito e a superação do transcendentalismo === | ||
| + | * Crítica aos três ocultamentos operados pelo sujeito tradicional (cartesiano/ | ||
| + | * 1. Ocultamento dos eventos: o sujeito como // | ||
| + | * 2. Ocultamento do mundo: o sujeito, como substrato imutável das vivências, é " | ||
| + | * 3. Ocultamento da compreensão: | ||
| + | * Afinidades e divergências entre // | ||
| + | * Afinidades: ambos rejeitam o sujeito substancial e enfatizam a abertura ao mundo e a primazia da compreensão. Romano reconhece que Heidegger inicia uma " | ||
| + | * Divergências: | ||
| + | * 1. Abertura ao mundo: para o //Dasein//, o mundo é um //a priori// ontológico (condição de possibilidade do ser); para o // | ||
| + | * 2. Compreensão: | ||
| + | * 3. Ipsidade (// | ||
| + | * Crítica ao transcendentalismo em //Ser e Tempo//: Romano argumenta que Heidegger, apesar de rejeitar o //cogito// cartesiano, mantém uma forma de transcendentalismo ao tornar o //Dasein// a condição de possibilidade do mundo (o mundo só " | ||
| + | * O // | ||
| + | |||
| + | === A ipseidade do advenant: singularidade, | ||
| + | * Definição de // | ||
| + | * Três dimensões constitutivas da // | ||
| + | * 1. Singularidade: | ||
| + | * 2. Passibilidade (// | ||
| + | * 3. Implicação: | ||
| + | * Responsabilidade como estrutura fundamental: | ||
| + | * Temporalidade da // | ||
| + | |||
| + | === Temporalidade da aventura: memória, disponibilidade e transformação === | ||
| + | * Crítica à metafísica do tempo: Romano rejeita a tradição ocidental (de Aristóteles a Husserl) que reduz o tempo a um fenômeno intra-temporal (fluxo de " | ||
| + | * Distinção entre tempo e temporalidade: | ||
| + | * Tempo: não é experimentado diretamente, | ||
| + | * Temporalidade: | ||
| + | * 1. Memória: não como faculdade de reter o passado, mas como " | ||
| + | * 2. Disponibilidade (// | ||
| + | * 3. Transformação: | ||
| + | * Relação entre evento e temporalidade: | ||
| + | * Crítica ao transcendentalismo: | ||
| + | |||
| + | === Superação do transcendentalismo: | ||
| + | * Crítica à redução fenomenológica: | ||
| + | * 1. Mundo transcendental (constituído pela consciência pura). | ||
| + | * 2. Mundo empírico (objeto do ceticismo). | ||
| + | Essa divisão é reproduzida em //Ser e Tempo// pela distinção entre o mundo ontológico (desvelado pelo //Dasein//) e o mundo fático, embora Heidegger negue o ceticismo. Romano propõe abandonar o problema cético e a inferência que o sustenta (de que a dúvida local sobre uma percepção justifica a dúvida geral sobre o mundo). | ||
| + | * Holismo da experiência: | ||
| + | * A experiência não é composta por " | ||
| + | * A propriedade de "ser percebido" | ||
| + | * O mundo é o "meio de toda experiência" | ||
| + | * Realismo descritivo vs. realismo especulativo: | ||
| + | * Realismo descritivo: consequência do holismo da experiência, | ||
| + | * Diferenças em relação ao realismo especulativo (Meillassoux, | ||
| + | * 1. Não busca o " | ||
| + | * 2. Rejeita a redução causal da relação // | ||
| + | * 3. Propõe um " | ||
| + | * Crítica ao " | ||
| + | * Não reduz o mundo à correlação sujeito-objeto, | ||
| + | * O mundo não é " | ||
| + | |||
| + | === Conclusão: o advenant como superação não-transcendental do sujeito === | ||
| + | * Síntese da proposta de Romano: | ||
| + | * O // | ||
| + | * Supera o //Dasein// heideggeriano ao eliminar qualquer //a priori// transcendental, | ||
| + | * Oferece uma alternativa ao realismo especulativo ao propor um " | ||
| + | * Comparação com o //adonné// de Marion: | ||
| + | * Semelhanças: | ||
| + | * Diferenças: | ||
| + | * 1. Fenomenalidade: | ||
| + | * 2. Centralidade da hermenêutica: | ||
| + | * 3. Posição do *advenant*: ao contrário do // | ||
| + | * Contribuição para a fenomenologia: | ||
| + | * Romano radicaliza a crítica heideggeriana ao sujeito ao propor uma " | ||
| + | * O // | ||
| + | * Supera a dicotomia realismo/ | ||
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