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estudos:romano:romano-199932-nascimento

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estudos:romano:romano-199932-nascimento [16/01/2026 14:40] – created - external edit 127.0.0.1estudos:romano:romano-199932-nascimento [24/01/2026 06:26] (current) mccastro
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-===== ROMANO (1999:32) – NASCIMENTO =====+===== NASCIMENTO (1999:32) =====
 Mas o que é o nascimento se não um acontecimento? O primeiro acontecimento de fato e de direito da aventura mortal, por cujo critério todos os outros acontecimentos devem ser determinados e compreendidos? O nascimento é um acontecimento de forma insignificante, uma vez que nascer é precisamente não ser a medida da ocorrência desse acontecimento, que nos ocorre sem qualquer medida prévia e só nos permite acolher outros acontecimentos, destinando-se inicialmente a nós e conferindo-nos, por esse mesmo fato, um destino. Se o Dasein — para chamá-lo novamente assim — é de fato aquilo a partir do qual o nascimento pode aparecer, certamente não é mais no sentido de uma condição, mas sim de uma in-condição, isto é, da "condição de possibilidade" daquilo que é principalmente removido de qualquer condição prévia, uma "condição" que então se reverte e se volta em favor daquilo que condiciona: o acontecimento que é, em si mesmo, sua própria medida e condição. Nesse sentido, o nascimento não pode ser identificado com qualquer facticidade, ou seja, com uma determinação da constituição ontológica do Dasein como preocupação: pois ele precede em direito tanto o pro-jeto (Ent-wurf) quanto o ser-lançado (Ge-worfenheit), ou seja, os principais existenciais do Dasein. Em vez disso, o nascimento é o acontecimento (originalmente neutro) do qual o ser ad-vém e que, consequentemente, proíbe radicalmente a identificação do próprio ser com o acontecimento. Mas o que é o nascimento se não um acontecimento? O primeiro acontecimento de fato e de direito da aventura mortal, por cujo critério todos os outros acontecimentos devem ser determinados e compreendidos? O nascimento é um acontecimento de forma insignificante, uma vez que nascer é precisamente não ser a medida da ocorrência desse acontecimento, que nos ocorre sem qualquer medida prévia e só nos permite acolher outros acontecimentos, destinando-se inicialmente a nós e conferindo-nos, por esse mesmo fato, um destino. Se o Dasein — para chamá-lo novamente assim — é de fato aquilo a partir do qual o nascimento pode aparecer, certamente não é mais no sentido de uma condição, mas sim de uma in-condição, isto é, da "condição de possibilidade" daquilo que é principalmente removido de qualquer condição prévia, uma "condição" que então se reverte e se volta em favor daquilo que condiciona: o acontecimento que é, em si mesmo, sua própria medida e condição. Nesse sentido, o nascimento não pode ser identificado com qualquer facticidade, ou seja, com uma determinação da constituição ontológica do Dasein como preocupação: pois ele precede em direito tanto o pro-jeto (Ent-wurf) quanto o ser-lançado (Ge-worfenheit), ou seja, os principais existenciais do Dasein. Em vez disso, o nascimento é o acontecimento (originalmente neutro) do qual o ser ad-vém e que, consequentemente, proíbe radicalmente a identificação do próprio ser com o acontecimento.
  
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