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estudos:romano:romano-199910-obliteracao-do-ha-do-evento

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estudos:romano:romano-199910-obliteracao-do-ha-do-evento [16/01/2026 14:40] – created - external edit 127.0.0.1estudos:romano:romano-199910-obliteracao-do-ha-do-evento [24/01/2026 06:26] (current) mccastro
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-===== ROMANO (1999:10) – OBLITERAÇÃO DO "HÁ" DO EVENTO =====+===== OBLITERAÇÃO DO "HÁ" DO EVENTO (1999:10) =====
 (...) O que é obliterado por essa "crença fundamental", que é a crença metafísica por excelência em um "mundo por trás" povoado por substratos e entidades imaginárias, é o "há" do evento, como distinto da entidade do que é: o evento surge, sem mais, a partir de si mesmo, de tal forma que não podemos distinguir aqui o "brilho" (o evento) daquilo que brilha (o substrato ôntico, o agente da ação, a causa do efeito), de acordo com a gramática implícita da metafísica, mas que aquilo que brilha, o relâmpago, é aqui precisamente nada além do próprio "brilho". Somente a "influência sedutora da linguagem" (Nietzsche) pode nos fazer pensar no evento, atestado pelo verbo, como condicionado por um substrato ôntico, expresso pelo sujeito. O que o glamour da gramática e, ainda mais originalmente, a análise lógica da proposição, conforme formulada por Aristóteles em sua silogística, obliteram são as características fenomênicas do próprio evento. (...) O que é obliterado por essa "crença fundamental", que é a crença metafísica por excelência em um "mundo por trás" povoado por substratos e entidades imaginárias, é o "há" do evento, como distinto da entidade do que é: o evento surge, sem mais, a partir de si mesmo, de tal forma que não podemos distinguir aqui o "brilho" (o evento) daquilo que brilha (o substrato ôntico, o agente da ação, a causa do efeito), de acordo com a gramática implícita da metafísica, mas que aquilo que brilha, o relâmpago, é aqui precisamente nada além do próprio "brilho". Somente a "influência sedutora da linguagem" (Nietzsche) pode nos fazer pensar no evento, atestado pelo verbo, como condicionado por um substrato ôntico, expresso pelo sujeito. O que o glamour da gramática e, ainda mais originalmente, a análise lógica da proposição, conforme formulada por Aristóteles em sua silogística, obliteram são as características fenomênicas do próprio evento.
  
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