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| + | ====== Tarefa de uma hermenêutica " | ||
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| + | //Data: 2025-10-26 16:00// | ||
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| + | ==== L’événement et le monde ==== | ||
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| + | === Elucidação do sentido da aventura humana no fio condutor do evento === | ||
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| + | === A Hermenêutica Eventual: Princípios e Desdobramentos === | ||
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| + | * As Quatro Determinações Fundamentais do Evento | ||
| + | * A atribuição unívoca que implica o próprio eu na ipseidade de todo evento. | ||
| + | * "em todo evento, eu estou em jogo eu mesmo em minha ipseidade" | ||
| + | * O caráter instaurador-de-mundo para o adventício. | ||
| + | * Sua an-arquia constitutiva que, sendo inexplicável, | ||
| + | * A impossibilidade de toda datação, segundo a qual o evento não sobrevém no tempo, mas abre o tempo ou o temporaliza. | ||
| + | * A Hermenêutica Eventual como Interpretação | ||
| + | * A utilização destas quatro determinações fundamentais como fio condutor para a elucidação do sentido da aventura humana. | ||
| + | * A elucidação que é interpretada como hermenêutica eventual. | ||
| + | * Os três desdobramentos desta hermenêutica: | ||
| + | * Primeiramente, | ||
| + | * Segundo, uma interpretação do adventício, | ||
| + | * Terceiro, uma hermenêutica da temporalidade. | ||
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| + | === A Fenomenologia do Evento e sua Primazia === | ||
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| + | * A Condição Incondicionada do Evento | ||
| + | * A diferença do evento em relação ao simples fato: ele não é primeiramente possível antes de ser efetivo. | ||
| + | * O evento que não é nem previsível segundo um regime causal, nem antecipável no modo do projeto. | ||
| + | * O evento que sobrevém, rigorosamente, | ||
| + | * A ausência de " | ||
| + | * O evento que, em sua impreparação radical, é a única condição (sem condições) de seu próprio advento. | ||
| + | * O Evento como Fonte Primária de Sentido e Direito | ||
| + | * O evento que abre a área de jogo e o espaço onde pode advir por sua própria sobrevinda. | ||
| + | * O surgimento que é sua própria medida, atingindo fora de toda medida a nós mesmos. | ||
| + | * A ausência de sujeição a qualquer condição prévia ou a qualquer a priori ontológico que daria a medida de sua manifestabilidade. | ||
| + | * A exigência fundamental da fenomenologia de tomar o aparecer como fonte de direito, sem presumir o sentido deste aparecer. | ||
| + | * O primeiro e principal fenômeno em direito: o que é para si mesmo (e consequentemente para nós) a fonte de todo sentido e de todo direito. | ||
| + | * O evento que, ao se iluminar a si mesmo, se produz à luz de sua própria manifestação: | ||
| + | * A Primazia do Evento | ||
| + | * A suficiência de ter estabelecido a primazia do evento e seu direito " | ||
| + | |||
| + | === A Hermenêutica do Adventício e a Crítica ao Conceito Clássico de Sujeito === | ||
| + | |||
| + | * O Sujeito Moderno e a Exclusão do Evento | ||
| + | * A dificuldade em responder como a análise fenomenológica do evento pode servir a uma hermenêutica do adventício e diferenciar-se radicalmente do " | ||
| + | * A determinação moderna do " | ||
| + | * A substância como o que jaz no fundo e se mantém sob os diversos atributos ou acidentes, o substrato permanente (hypo-keimenon). | ||
| + | * A exclusão principial de que o sujeito possa ser definido como aquele a quem algo pode acontecer, ao reduzir o evento a um simples atributo ou a uma propriedade da substância. | ||
| + | * A determinação do homem como " | ||
| + | * O sujeito que se mantém sempre sob o que (lhe) acontece (sub-jectum), | ||
| + | * O rebaixamento dos eventos ao estatuto de simples atributos. | ||
| + | * O sujeito como o idêntico a si mesmo até em suas alterações. | ||
| + | * A exclusão principial de ser atingido por algo como um evento e, por conseguinte, | ||
| + | * O sujeito, segundo Levinas, que é "o poder do recuo infinito, o poder de se encontrar sempre atrás do que nos acontece" | ||
| + | * Ser sujeito é poder encontrar-se e reencontrar-se constantemente " | ||
| + | * O sujeito que conserva o poder de não ser implicado nos eventos. | ||
| + | * O sujeito para quem todo evento se ordena em predicado, atributo, acidente, ou seja, se sub-ordena. | ||
| + | * O evento reduzido a um regime degradado do ser. | ||
| + | * O sujeito que, ao subordiná-lo, | ||
| + | * A Questão do Dasein Heideggeriano | ||
| + | * A incerteza sobre a permanência de pensamentos que visam explicitamente abandonar a metafísica do sujeito na órbita deste, adotando sub-repticiamente a determinação do sujeito como "poder do recuo infinito" | ||
| + | * A questão se o Dasein heideggeriano, | ||
| + | * As duas faces da análise existencial do Dasein: | ||
| + | * A destruição do " | ||
| + | * A possibilidade do Dasein se instaurar como instância ontológica precisamente por uma redução fenomenológica do evento (ao ser ou como ser). | ||
| + | * A questão que permanece aberta se, ao conquistar-se o Dasein por uma redução do evento, o " | ||
| + | * A inversão: a necessidade de destruir também o Dasein para alcançar o adventício, | ||
| + | * O Adventício como Ruptura com a Subjetividade | ||
| + | * O adventício como o título para descrever o evento constantemente na iminência de minha própria advento a mim mesmo. | ||
| + | * O advento que se dá a partir dos eventos que me advêm e, ao se destinarem a mim, me dão um destino: aventura sem retorno. | ||
| + | * O adventício que não designa nem um ente privilegiado, | ||
| + | * O adventício que é a própria abertura ao evento em geral, a " | ||
| + | * O adventício como a dimensão desde a qual o evento se torna visível a partir de si mesmo e em si mesmo, a um duplo título. | ||
| + | * A Dupla Acepção do Adventício | ||
| + | * Primeiramente: | ||
| + | * O adventício que é " | ||
| + | * A implicação necessária para que o fato possa se mostrar a partir de si mesmo, tal como ele mesmo advém. | ||
| + | * A necessidade desta atribuição que resulta do fato de que o evento em sua significação primária (o fato intramundano) só pode aparecer para um " | ||
| + | * A compreensão do sentido do fato intramundano em um projeto interpretativo, | ||
| + | * Segundo (mais fundamental): | ||
| + | * O adventício que se compreende a si mesmo no que, desta maneira, lhe advém. | ||
| + | * O evento aqui em jogo não é mais o fato intramundano, | ||
| + | * O evento que me advém de modo insubstituível e me dá a possibilidade de me compreender a partir dos possíveis reconfigurados que ele mesmo suscitou. | ||
| + | * O adventício como o título eventual para descrever esta própria implicação: | ||
| + | * O título para a ipseidade compreendida e interpretada em seu sentido eventual: capacidade de enfrentar e de se relacionar com eventos, fazendo deles a prova insubstituível. | ||
| + | * O Adventício como Origem da Experiência e Desqualificador do Sujeito | ||
| + | * O adventício como a determinação mais originária do homem: " | ||
| + | * A implicação em o que (nos) acontece é a capacidade de experiência no sentido mais fundamental. | ||
| + | * A experiência que não designa uma modalidade do conhecimento teórico, mas uma prova e travessia de si a si, indissociável de uma alteração constitutiva. | ||
| + | * O adventício que, por ser capaz desta prova insubstituível do evento (na qual ele mesmo é alterado sem retorno), tem a possibilidade de se compreender em sua ipseidade. | ||
| + | * A compreensão a partir dos possíveis articulados em mundo que o evento suscitou, e, por conseguinte, | ||
| + | * O adventício que não é primeiramente um " | ||
| + | * O pensamento do adventício que desqualifica o pensamento do sujeito e anuncia seu fim. | ||
| + | * O adventício que é o " | ||
| + | * A capacidade de se compreender a si mesmo a partir dos eventos, ou seja, de advir a si mesmo como si mesmo através de uma experiência. | ||
| + | * A determinação como " | ||
| + | * A primeira determinação que deriva da segunda e não lhe é preordenada. | ||
| + | * A implicação de toda pensamento que pretende partir do sujeito para pensar o evento com o caráter necessariamente derivado de seu ponto de partida. | ||
| + | * O Dasein, cuja ipseidade é determinada ontologicamente e formalmente fora de toda relação com eventos, que pode não escapar a esta consequência. | ||
| + | * A Subjetividade como Processo de Advento Eventual | ||
| + | * O adventício como fundamento fenomenológico do aparecimento de todo " | ||
| + | * O " | ||
| + | * A inversão na formulação da questão da " | ||
| + | * Não se trata mais de pensar o evento como o que sobrevém "do exterior" | ||
| + | * A subjetividade (destituída de seu papel de instância ontológica) que é o que só sobrevém a partir do evento. | ||
| + | * A exigência de descrever os modos fenomenologicamente diversificados (ou " | ||
| + | * Os modos que não são modos de ser de um ente exemplar, mas processos de " | ||
| + | * A necessidade de pensar os procedimentos de subjetivação " | ||
| + | * O retorno a aquém de todo sujeito dado, em direção à sua origem no impessoal. | ||
| + | * A implicação do adventício no que lhe acontece, e sua dotação de uma ipseidade, que só se dão a partir do evento neutro do nascimento. | ||
| + | * O evento do nascimento que transita de ponta a ponta sua aventura e só é acessível a uma fenomenologia do pré-subjectivo. | ||
| + | * A Conexão Estrutural entre Evento e Adventício | ||
| + | * A ligação estrutural do sentido eventual do evento com a determinação originária do adventício. | ||
| + | * O adventício só é aquele a quem algo aconteceu se ele é, mais originariamente, | ||
| + | * O evento só se destina insubstituivelmente ao adventício se ele pode compreendê-lo, | ||
| + | * A implicação fenomenológica necessária do adventício no que lhe acontece. | ||
| + | * A prova do evento como o que lhe acontece singularmente, | ||
| + | * O tornar-se o incomparável em sua prova insubstituível do único. | ||
| + | * Esta implicação que se enraíza no caráter fenomenológico: | ||
| + | * A reconfiguração que me permite compreender-me de outra maneira, deixando-me anunciar pelo evento quem eu sou. | ||
| + | * O Adventício como Titulo para a Ipseidade em Advento | ||
| + | * O adventício como o título para designar a ipseidade ela mesma tal como se advém. | ||
| + | * O evento sempre iminente de minha própria advento a mim mesmo a partir dos eventos que me advêm e através dos quais eu me torno. | ||
| + | * O adventício como título para o homem na medida em que este é constitutivamente aberto a eventos. | ||
| + | * A humanidade como a " | ||
| + | * A humanidade do homem que significa a abertura a eventos que lhe permite compreendê-los e compreender-se a si mesmo a partir deles: como adventício. | ||
| + | * Sua a-ventura (abertura) que significa, rigorosamente, | ||
| + | * A a-ventura, no sentido transitivo e verbal (eventual), que significa o evento de meu próprio advento a mim mesmo. | ||
| + | * O advento que está constantemente em iminência, ou seja, que é rigorosamente tempo. | ||
| + | * A abertura da aventura humana que é a temporalidade. | ||
| + | * O adventício que nunca é um terminus a quo (termo de onde), mas um terminus ad quem (termo para onde). | ||
| + | * O adventício que só " | ||
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| + | === A Hermenêutica Eventual como Hermenêutica da Temporalidade === | ||
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| + | * A Questão Diretora e os Eventuais | ||
| + | * A elucidação fenomenológica da aventura humana que não pode mais se orientar pela questão ontológica ou ousiológica: | ||
| + | * O que é pesquisado: nem essências, nem existenciais, | ||
| + | * A questão diretora para a interpretação: | ||
| + | * A implicação de uma verdadeira " | ||
| + | * O adventício que " | ||
| + | * O adventício que " | ||
| + | * Os " | ||
| + | * A Temporalidade Intrínseca e o Futuro da Análise | ||
| + | * Os processos de subjetivação que são, desde o início, temporais. | ||
| + | * O advir a si mesmo que é abrir-se ao tempo e abrir o tempo como tal. | ||
| + | * O tempo que não é algo " | ||
| + | * A aventura humana que é o evento constantemente em sobrestamento de meu próprio advento a mim mesmo e que se declina temporalmente. | ||
| + | * O tempo que forma, desde o começo, sua intriga essencial. | ||
| + | * A questão dos procedimentos pelos quais o adventício se advém que se abrirá, em um segundo momento, para a questão do sentido fenomenológico do tempo ele mesmo. | ||
| + | * A tarefa futura: apreender o sentido eventual do tempo ele mesmo, libertando o fenômeno temporal dos quadros formais da compreensão metafísica. | ||
| + | * A referência ao segundo aspecto deste estudo: O Evento e o Tempo. | ||
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| + | //ROMANO, Claude. L’événement et le monde. Paris: PUF, 1998.// | ||
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