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| + | ====== Ideologias ====== | ||
| + | //RICOEUR. Du texte à l’action. Paris: Seuil, 1986.// | ||
| + | **Hermenêutica e crítica das ideologias** | ||
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| + | * O debate entre hermenêutica e crítica das ideologias ultrapassa a fundamentação das ciências sociais e põe em jogo o gesto filosófico fundamental: | ||
| + | * A alternativa entre consciência hermenêutica e consciência crítica deve ser interrogada, | ||
| + | * Gadamer e Habermas figuram como protagonistas do confronto, sendo a tradição o ponto decisivo do debate: para a hermenêutica, | ||
| + | * A primeira parte apresenta a alternativa entre hermenêutica e crítica das ideologias, enquanto a segunda pergunta em que condições a hermenêutica pode acolher a crítica e em que condições a crítica pode reconhecer seus pressupostos hermenêuticos. | ||
| + | * A discussão não busca anexação nem sincretismo, | ||
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| + | **I. A alternativa** | ||
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| + | **1. Gadamer: a hermenêutica das tradições** | ||
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| + | * A crítica de Habermas atinge o núcleo da hermenêutica de Gadamer: a consciência histórica e a reabilitação provocadora de preconceito, | ||
| + | * A hermenêutica gadameriana parte do escândalo moderno da distanciação alienante, pressuposto ontológico da objetivação nas ciências humanas, contra o qual se afirma a experiência primordial de pertencimento. | ||
| + | * O conflito entre distanciamento alienante e pertencimento atravessa a experiência estética, histórica e linguística, | ||
| + | * A teoria da consciência histórica é o microcosmo de Verdade e método, pois nela se condensa o debate inteiro entre experiência de pertencimento e objetivação metodológica. | ||
| + | * A hermenêutica de Gadamer possui pretensão universal, mas nasce de um lugar particular: a retomada da tradição romântica e diltheyana das ciências do espírito sobre o fundamento ontológico heideggeriano. | ||
| + | * A escolha da consciência histórica como experiência inicial orienta Gadamer para a reabilitação do preconceito, | ||
| + | * O conflito contemporâneo entre Gadamer e a escola de Frankfurt retoma, sob nova forma, a oposição antiga entre o romantismo e o espírito das Luzes. | ||
| + | * Gadamer pretende evitar uma recaída romântica, pois critica o romantismo por apenas inverter a posição das Luzes sem deslocar a problemática que opõe razão e preconceito. | ||
| + | * O preconceito tornou-se categoria negativa da Aufklärung, | ||
| + | * A hermenêutica romântica funda inicialmente o problema ao defender a tradição contra as Luzes, mas fracassa por permanecer no mesmo terreno da oposição entre muthos e logos, antigo e novo, comunidade e socialismo, imaginação e razão fria. | ||
| + | * A hermenêutica gadameriana quer superar o romantismo ao buscar, em Heidegger, a estrutura ontológica do compreender e não apenas uma reforma metodológica das ciências do espírito. | ||
| + | * Dilthey ainda permanece preso à teoria tradicional do conhecimento, | ||
| + | * A reabilitação do preconceito, | ||
| + | * A fidelidade profunda de Gadamer a Dilthey aparece no fato de que a história e a historicidade, | ||
| + | * A virada heideggeriana subordina a teoria do conhecimento à ontologia e revela a pré-estrutura do compreender como condição da reabilitação do preconceito. | ||
| + | * O círculo hermenêutico possui sentido ontológico positivo porque deriva da estrutura de antecipação do Dasein e de sua temporalidade. | ||
| + | * Heidegger desloca o problema do preconceito ao situá-lo na estrutura de antecipação da compreensão, | ||
| + | * O retorno da estrutura ontológica do compreender às ciências humanas é decisivo, pois é nesse trajeto que a hermenêutica encontra a crítica e, em especial, a crítica das ideologias. | ||
| + | * O texto gadameriano funciona como palimpsesto no qual se distinguem camadas românticas, | ||
| + | * A contribuição própria de Gadamer consiste em ligar preconceito, | ||
| + | * A fenomenologia gadameriana do preconceito afirma que ele não é o contrário de uma razão sem pressupostos, | ||
| + | * A crítica do preconceito contra o preconceito funda-se em um preconceito mais profundo contra a autoridade, confundida apressadamente com dominação e violência. | ||
| + | * A autoridade, em seu sentido essencial, repousa sobre reconhecimento e não sobre obediência cega, pois reconhece a prioridade de julgamento de outro sem abdicação irracional da razão. | ||
| + | * O conceito de reconhecimento introduz um momento crítico no interior da autoridade, pois aquilo que a autoridade diz deve poder ser admitido em princípio como não arbitrário e não irracional. | ||
| + | * Gadamer, contudo, aproxima autoridade e tradição em tom romântico, afirmando que a tradição recebida e a costumeira possuem autoridade anônima sobre a ação e o comportamento. | ||
| + | * A tradição não é simples conservação natural, pois exige ser assumida, mantida e reconhecida, | ||
| + | * A possibilidade de diálogo com Habermas aparece quando se distingue a razão da tradição viva do entendimento tecnológico e planificador. | ||
| + | * A consciência exposta aos efeitos da história designa a condição de estar situado no devir histórico sem poder transformar completamente o passado em objeto diante de si. | ||
| + | * A história eficaz é a eficácia do passado na distância, pois a distância histórica não elimina o pertencimento, | ||
| + | * A consciência da eficácia histórica só é pensável em uma ontologia da finitude, pois não há ponto de sobrevoo capaz de dominar todos os efeitos da história. | ||
| + | * A situação histórica não nos fecha absolutamente, | ||
| + | * A compreensão histórica não consiste em abandonar o próprio ponto de vista para adotar objetivamente o do outro, mas em manter a tensão entre o horizonte próprio e o horizonte alheio. | ||
| + | * A fusão de horizontes rejeita tanto o objetivismo quanto o saber absoluto, pois não há horizontes fechados nem horizonte único plenamente totalizável. | ||
| + | * O preconceito torna-se o horizonte do presente, isto é, a finitude do próximo em sua abertura ao distante. | ||
| + | * A pesquisa histórica não escapa à condição histórica, pois recebe suas questões significativas do vínculo com uma tradição que a interpela. | ||
| + | * A história dos historiadores eleva a consciência da vida histórica, mas não se separa da transmissão das tradições. | ||
| + | * A hermenêutica pretende tornar-se crítica da crítica ao afirmar a universalidade do problema hermenêutico. | ||
| + | * A universalidade hermenêutica significa, primeiro, que a hermenêutica alcança a mesma amplitude da ciência ao fundar o saber e o poder técnicos em uma experiência do mundo anterior a eles. | ||
| + | * A hermenêutica deve sempre desregionalizar experiências concretas de alienação estética, histórica e linguística para restaurar o solo ontológico que a metodologia erode. | ||
| + | * A hermenêutica afirma que toda incompreensão se apoia em alguma forma de acordo prévio, pois a possibilidade de mal-entendido pressupõe uma entente anterior. | ||
| + | * O elemento universal que desregionaliza a hermenêutica é a linguagem entendida como dimensão das coisas ditas e dos discursos que formaram o mundo cultural. | ||
| + | * A questão crítica é saber se “o diálogo que somos” pode ser o elemento universal da hermenêutica ou se essa experiência encobre a situação efetiva da comunicação humana distorcida. | ||
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| + | **2. Habermas: a crítica das ideologias** | ||
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| + | * A crítica habermasiana das ideologias contrapõe interesse a preconceito, | ||
| + | * O conceito de interesse deriva de um marxismo reinterpretado por Lukács e pela escola de Frankfurt, muito distinto do marxismo de Althusser. | ||
| + | * Em Conhecimento e interesse, Habermas reinscreve o marxismo na história da reflexão crítica e da luta contra o positivismo e o objetivismo. | ||
| + | * O marxismo aparece ambiguamente como radicalização da crítica e como etapa do esquecimento da reflexão, pois hipostasia a ação instrumental ao privilegiar o homem produtor. | ||
| + | * O conceito de interesse desmascara a pretensão de uma teoria situada acima do desejo e revela que toda empresa de conhecimento é movida por interesses. | ||
| + | * A primeira forma de interesse é o interesse técnico ou instrumental, | ||
| + | * A segunda forma de interesse é o interesse prático, vinculado à ação comunicativa e às ciências histórico-hermenêuticas, | ||
| + | * A distinção entre ação instrumental e ação comunicativa permite a Habermas criticar Marx por subsumir forças produtivas e relações de produção sob o mesmo conceito de produção. | ||
| + | * Os fenômenos de dominação, | ||
| + | * O terceiro interesse é o interesse pela emancipação, | ||
| + | * As ciências sociais críticas distinguem-se por discernir, sob regularidades sociais observáveis, | ||
| + | * O interesse emancipatório liberta o sujeito da dependência de poderes hipostasiados e retoma a função crítica das filosofias da autonomia. | ||
| + | * A crítica das ideologias coloca a reflexão acima da coerção institucionalizada e se separa da hermenêutica quando esta subordina a crítica à consciência da finitude e da tradição. | ||
| + | * O conceito de ideologia ocupa nas ciências sociais críticas o lugar que o conceito de mal-entendido ocupa na hermenêutica das tradições. | ||
| + | * A hermenêutica confia que a compreensão que envolve o mal-entendido pode reintegrá-lo pela dinâmica da pergunta e da resposta. | ||
| + | * A ideologia, diferentemente do mal-entendido, | ||
| + | * A crítica das ideologias aproxima-se da psicanálise porque ambas tratam de distorções cuja chave escapa à consciência imediata. | ||
| + | * A distorção ideológica está ligada à violência e ao poder, introduzindo no campo hermenêutico as grandezas do trabalho e da dominação. | ||
| + | * A ideologia produz desconhecimento, | ||
| + | * A dissolução das ideologias exige procedimentos explicativos, | ||
| + | * A psicanálise funciona como modelo de hermenêutica das profundezas, | ||
| + | * A transposição do modelo psicanalítico para a crítica social exige explicar as distorções comunicativas como fenômenos de excomunicação e dessimbolização ligados à dominação. | ||
| + | * A ideologia constitui experiência-limite para a hermenêutica, | ||
| + | * A divergência mais profunda entre Habermas e Gadamer concerne à ontologização da hermenêutica. | ||
| + | * Habermas rejeita a transformação do acordo prévio em estrutura ontológica, | ||
| + | * A crítica das ideologias pensa como antecipação aquilo que a hermenêutica pensa como tradição assumida. | ||
| + | * A comunicação sem limites e sem coerção funciona como ideia reguladora, situada adiante de nós, e não como consenso já dado no passado. | ||
| + | * O interesse emancipatório funda a crítica das ideologias em um horizonte kantiano de dever-ser, antecipação e libertação da violência. | ||
| + | * A crítica das ideologias substitui a ontologia da linguagem compartilhada por uma escatologia da não violência. | ||
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| + | **II. Para uma hermenêutica crítica** | ||
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| + | **1. Reflexão crítica sobre a hermenêutica** | ||
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| + | * A reflexão própria sobre hermenêutica e crítica deve perguntar se o gesto fundamental é reconhecer a finitude histórica ou desafiar criticamente as distorções da comunicação. | ||
| + | * A hermenêutica das tradições e a crítica das ideologias não devem ser fundidas em um super-sistema, | ||
| + | * A questão decisiva é saber como uma filosofia hermenêutica pode integrar a exigência de uma crítica das ideologias e como uma crítica das ideologias pode reconhecer seus pressupostos hermenêuticos. | ||
| + | * A primeira pergunta concerne à possibilidade de uma instância crítica no interior da hermenêutica. | ||
| + | * A hermenêutica pós-heideggeriana possui a intenção de remontar ao fundamento ontológico do compreender, | ||
| + | * Heidegger aponta a necessidade de uma interpretação que preserve suas antecipações a partir das coisas mesmas, mas desloca a crítica para a destruição da metafísica e não para a epistemologia das ciências humanas. | ||
| + | * Gadamer percebe a urgência do retorno do fundamental ao derivado, mas sua hermenêutica permanece impedida de reconhecer plenamente uma instância crítica. | ||
| + | * A experiência inicial de Gadamer é a recusa da distanciação alienante, o que dá a Verdade e método um caráter demasiadamente dicotômico entre verdade e método. | ||
| + | * A questão hermenêutica deve ser deslocada para que pertencimento e distanciamento deixem de se opor e se tornem a própria dialética interna da hermenêutica. | ||
| + | * A história da hermenêutica sugere esse deslocamento, | ||
| + | * O retorno ao texto parece restringir a hermenêutica, | ||
| + | * Quatro temas permitem complementar criticamente a hermenêutica das tradições. | ||
| + | * A distanciação não deve ser vista como queda ontológica, | ||
| + | * A escrita liberta o discurso de sua situação originária, | ||
| + | * A distanciação introduz a instância crítica no coração da interpretação, | ||
| + | * Essa análise prolonga Gadamer, mas desloca seu acento, porque a distância revelada pela escrita não é apenas obstáculo, mas condição produtiva da compreensão. | ||
| + | * A hermenêutica precisa superar a oposição diltheyana entre explicar e compreender, | ||
| + | * A explicação estrutural dos textos não deriva das ciências naturais, mas das possibilidades objetivas da própria linguagem e da organização textual. | ||
| + | * A explicação e a compreensão devem ser pensadas como momentos de um mesmo arco hermenêutico, | ||
| + | * A hermenêutica dos textos conduz à crítica das ideologias quando a interpretação ultrapassa a clausura do texto e se orienta para a coisa do texto, isto é, para o mundo aberto por ele. | ||
| + | * A referência textual não remete a uma intenção escondida atrás do texto, mas ao mundo projetado diante dele. | ||
| + | * A capacidade do texto de abrir uma dimensão de realidade contém um recurso crítico contra a realidade dada. | ||
| + | * O discurso poético exerce de modo exemplar essa força subversiva ao redescrever o real por meio da suspensão da referência ordinária. | ||
| + | * A hermenêutica do poder-ser torna-se condição fundamental da crítica das ideologias, pois se distancia do real cotidiano ao visar o ser como possibilidade. | ||
| + | * A hermenêutica dos textos também abre a crítica das ideologias ao reformular o estatuto da subjetividade na interpretação. | ||
| + | * A compreensão de si não é apropriação imediata de um sentido, mas exposição do sujeito à coisa do texto e ao mundo que ela abre. | ||
| + | * A interpretação implica uma variação imaginativa do ego, pela qual o sujeito se desapropria de si e se deixa instruir por possibilidades novas. | ||
| + | * A distanciação de si não é defeito a combater, mas condição da compreensão de si e base para uma crítica das ilusões do sujeito. | ||
| + | * A hermenêutica, | ||
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| + | **2. Reflexão hermenêutica sobre a crítica** | ||
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| + | * A crítica das ideologias também deve ser interrogada em sua reivindicação de universalidade, | ||
| + | * A análise da crítica segue os pontos usados para apresentar Habermas: interesses do conhecimento, | ||
| + | * A teoria habermasiana dos interesses deve explicar o estatuto das teses segundo as quais todo conhecimento é regulado por interesses técnico, prático e emancipatório. | ||
| + | * As teses sobre os interesses não são descrições empíricas, nem teorias regionais semelhantes à metapsicologia freudiana, nem simples reflexões transcendentais clássicas. | ||
| + | * A análise dos interesses aproxima-se de uma antropologia filosófica e de uma hermenêutica da finitude, pois os interesses funcionam como existenciais enraizados no trabalho, no poder e na linguagem. | ||
| + | * A crítica das ideologias fala de um lugar distinto da hermenêutica do discurso, mas esse lugar ainda pertence a uma hermenêutica da finitude. | ||
| + | * O interesse emancipatório não pode ser separado radicalmente do interesse prático que anima as ciências histórico-hermenêuticas. | ||
| + | * A emancipação só tem conteúdo positivo se se inscreve no campo da comunicação, | ||
| + | * A crítica das ideologias depende de uma tradição de comunicação e de uma memória de libertação para que seu interesse emancipatório não se torne abstração vazia. | ||
| + | * A diferença entre mal-entendido e distorção ideológica deve ser atenuada, pois uma hermenêutica das profundezas continua sendo hermenêutica, | ||
| + | * A ideologia dominante do presente é, segundo Habermas, a ideologia científico-tecnológica, | ||
| + | * A racionalização moderna consiste em subordinar a ação comunicativa à lógica burocrática e instrumental, | ||
| + | * A crítica da ideologia científico-tecnológica só pode ser eficaz se o interesse emancipatório se encarnar em uma tradição comunicativa concreta. | ||
| + | * O despertar da responsabilidade política exige a reanimação das fontes tradicionais da ação comunicativa. | ||
| + | * A oposição entre consenso precedente e libertação futura é enganosa, pois a crítica emancipatória também fala a partir de uma tradição. | ||
| + | * A tradição da emancipação talvez seja a Aufklärung, | ||
| + | * A antinomia entre ontologia do acordo prévio e escatologia da libertação é falsa, pois a esperança de libertação precisa da rememoração dos atos passados de libertação. | ||
| + | * A dialética entre rememoração das tradições e antecipação da libertação não elimina a diferença entre hermenêutica e crítica das ideologias. | ||
| + | * A hermenêutica privilegia a reinterpretação dos legados culturais e a teoria do texto, enquanto a crítica privilegia instituições, | ||
| + | * As diferenças entre hermenêutica e crítica devem ser preservadas contra toda confusão, pois cada uma precisa regionalizar-se concretamente para sustentar sua reivindicação de universalidade. | ||
| + | * A tarefa filosófica consiste em proteger de falsas oposições o interesse pela reinterpretação dos legados culturais e o interesse por projeções futuristas de uma humanidade libertada. | ||
| + | * Se hermenêutica e crítica se separam radicalmente, | ||
