estudos:ricoeur:si-mesmo:ipseidade
Differences
This shows you the differences between two versions of the page.
| estudos:ricoeur:si-mesmo:ipseidade [07/07/2026 10:48] – created - external edit 127.0.0.1 | estudos:ricoeur:si-mesmo:ipseidade [11/09/2026 04:01] (current) – external edit 127.0.0.1 | ||
|---|---|---|---|
| Line 1: | Line 1: | ||
| + | ====== Ipseidade ====== | ||
| + | //RICOEUR, Paul. Soi-même comme un autre. Paris: Editions du Seuil, 1990.// | ||
| + | |||
| + | **Prefácio — A questão da ipseidade** | ||
| + | |||
| + | * O título Si mesmo como um outro converge três intenções filosóficas maiores que presidem à elaboração dos estudos do livro | ||
| + | * A primeira intenção marca o primado da mediação reflexiva sobre a posição imediata do sujeito na primeira pessoa do singular — "eu penso", | ||
| + | * A correlação entre o francês soi, o inglês self, o alemão Selbst, o italiano se e o espanhol simismo revela divergências gramaticais instrutivas, | ||
| + | * Em francês, " | ||
| + | * O linguista G. Guillaume ensina que é no infinitivo, e até certo ponto no particípio, | ||
| + | * O uso constante do termo " | ||
| + | * A permissão gramatical de nominalizar qualquer elemento da língua — "o beber", | ||
| + | * A segunda intenção filosófica, | ||
| + | * A equivocidade de " | ||
| + | * A tese constante é que a identidade no sentido de ipse não implica nenhuma afirmação sobre um pretenso núcleo imutável da personalidade, | ||
| + | * Em razão do peso comparativo do uso de " | ||
| + | * A equivocidade de " | ||
| + | * A terceira intenção filosófica, | ||
| + | * Si mesmo como um outro sugere que a ipseidade do si mesmo implica a alteridade em grau tão íntimo que uma não se pensa sem a outra, uma passando antes na outra, como se diria em linguagem hegeliana, atribuindo ao " | ||
| + | * As três primeiras considerações apoiam-se nas sugestões da gramática, mas é sob a condução do questionamento filosófico que se impõe a tarefa de dar à expressão "si mesmo como um outro" os desenvolvimentos que transcendem os idiotismos da própria língua | ||
| + | * Uma rápida confrontação com a dupla herança — positiva e negativa — das filosofias do sujeito constitui um prefácio apropriado para compreender por que a querela do Cogito será depois considerada superada, justificando a escolha do termo prefácio em vez de introdução | ||
| + | * As filosofias do sujeito são tomadas como paradigmáticas quando este é formulado na primeira pessoa — ego cogito —, seja o " | ||
| + | * A querela do Cogito, em que o " | ||
| + | |||
| + | **1. O Cogito se põe** | ||
| + | |||
| + | * O Cogito só tem significação filosófica forte se sua posição for habitada por uma ambição de fundação última, ambição responsável pela oscilação sob a qual o " | ||
| + | * Essa ambição fundacional radicalizou-se de Descartes a Kant, depois a Fichte, e enfim ao Husserl das Meditações cartesianas, | ||
| + | * A ambição fundacional ligada ao Cogito cartesiano reconhece-se no caráter hiperbólico da dúvida que abre o espaço de investigação das Meditações, | ||
| + | * A hipótese de um engano total procede de uma dúvida que Descartes chama metafísica, | ||
| + | * O sujeito da dúvida está radicalmente desancorado, | ||
| + | * Mesmo a hipótese do gênio maligno é uma ficção que eu formo, mas esse " | ||
| + | * O que resta desse " | ||
| + | * O retorno da dúvida à certeza do Cogito na Segunda Meditação deriva da visada ontológica da dúvida, sendo a primeira certeza a de minha existência, | ||
| + | * Trata-se de uma proposição existencial em que o verbo ser é tomado absolutamente e não como cópula: "eu sou, eu existo" | ||
| + | * A questão quem?, ligada primeiro à questão quem duvida?, toma novo rumo ao se ligar à questão quem pensa? e, mais radicalmente, | ||
| + | * A resposta à questão quoi? conduz à fórmula desenvolvida do Cogito: "Não sou, portanto, precisamente falando, senão uma coisa que pensa, isto é, um espírito, um entendimento ou uma razão" | ||
| + | * A pesquisa predicativa sobre o que pertence a essa conhecimento que tenho de mim mesmo, ou o que pertence à minha natureza, faz o " | ||
| + | * Essa enumeração propõe a identidade do sujeito num sentido inteiramente distinto da identidade narrativa de uma pessoa concreta, tratando-se apenas da identidade pontual e anistórica do " | ||
| + | * Ao final da Segunda Meditação, | ||
| + | * A subjetividade que se põe por reflexão sobre sua própria dúvida, radicalizada pela fábula do grande enganador, é desancorada, | ||
| + | * Coloca-se a questão de saber se, no próprio Descartes, o "eu existo pensante" | ||
| + | * A objeção formulada por Martial Gueroult em Descartes segundo a ordem das razões permanece incontornável: | ||
| + | * Somente a demonstração de Deus, conduzida na Terceira Meditação, | ||
| + | * A nova certeza da existência de Deus transforma profundamente a ideia de mim mesmo pelo mero reconhecimento desse Outro que causa em mim a presença de sua própria representação, | ||
| + | * Descartes escreve: "tenho de algum modo primeiro em mim a noção do infinito que do finito, isto é, de Deus que de mim mesmo", | ||
| + | * Essa infirmidade do Cogito estende-se à precariedade da própria certeza que venceu a dúvida, sobretudo à sua ausência de duração — o eu do Cogito é o Sísifo condenado a subir a cada instante a rocha de sua certeza —, ao passo que Deus lhe confere a permanência que ele não tem por si mesmo, havendo estrita contemporaneidade entre a ideia de Deus e a ideia de mim mesmo: "como a ideia de mim mesmo, [a ideia de Deus] nasceu e foi produzida comigo desde que fui criado", | ||
| + | * Não é possível levar mais longe a fusão entre a ideia de mim mesmo e a de Deus, mas disso resulta que a ordem das razões deixa de ser uma cadeia linear para se tornar um círculo | ||
| + | * Descartes só percebe o benefício dessa projeção circular — a eliminação da hipótese do Deus mentiroso que alimentava a dúvida hiperbólica —, mas a questão que se coloca, como para seus primeiros contraditores, | ||
| + | * Abre-se então uma alternativa: | ||
| + | * Essa alternativa transformou-se em dilema na posteridade cartesiana | ||
| + | * De um lado, Malebranche e mais ainda Spinoza, tirando as consequências da inversão da Terceira Meditação, | ||
| + | * De outro lado, toda a corrente do idealismo, através de Kant, Fichte e Husserl das Meditações cartesianas, | ||
| + | |||
| + | **2. O Cogito quebrado** | ||
| + | |||
| + | * O Cogito quebrado nomeia uma tradição menos contínua que a do Cogito, mas cuja virulência culmina em Nietzsche, tornado o interlocutor privilegiado de Descartes | ||
| + | * Para compreender o ataque de Nietzsche ao Cogito cartesiano, sobretudo nos fragmentos do último período, é útil retomar escritos contemporâneos de O nascimento da tragédia, em que o alegato contra a retórica visa subverter a pretensão da filosofia a se erigir em ciência fundacional | ||
| + | * O ataque à pretensão fundacional da filosofia apoia-se no processo do próprio discurso filosófico, | ||
| + | * O Curso de retórica propõe que os tropos — metáfora, sinédoque, metonímia — não são ornamentos acrescidos a um discurso literal, mas inerentes ao funcionamento mais primitivo da linguagem, não havendo naturalidade não retórica da linguagem, que é inteiramente figurativa | ||
| + | * É em Verdade e mentira no sentido extramoral que o paradoxo de uma linguagem inteiramente figurativa, e por isso mentirosa, é levado mais longe | ||
| + | * O paradoxo é duplo: a vida, tomada num sentido aparentemente referencial, | ||
| + | * A natureza subtraiu ao homem o poder de decifrar a ilusão que serve de expediente à conservação da vida — "ela jogou fora a chave" —, mas Nietzsche pensa possuí-la no funcionamento da ilusão como Verstellung, | ||
| + | * Retoma-se aqui a situação do Crátilo de Platão e o confronto entre origem natural e convencional das designações, | ||
| + | * O Cogito cartesiano é aqui visado obliquamente, | ||
| + | * A filosofia de Nietzsche, ou se exceciona desse reino universal da Verstellung por alguma astúcia superior, ou a ele sucumbe, dilema que dividiu seus comentadores entre fiéis e ironistas | ||
| + | * A redução tropológica constitui chave útil para interpretar a crítica frontal ao Cogito lida nos fragmentos do Nachlass de 1882 a 1884, cuja seleção aqui feita visa mostrar no anti-Cogito de Nietzsche não o inverso do Cogito cartesiano, mas a destruição da própria questão a que o Cogito pretendia responder | ||
| + | * A constelação de aforismos dirigidos contra o Cogito revela exercícios de dúvida hiperbólica de que o próprio Nietzsche seria o gênio maligno, como no fragmento de 1887-1888: " | ||
| + | * Proclamar a fenomenalidade do mundo interior alinha-o ao mundo dito exterior, cuja fenomenalidade significa arranjo, simplificação e interpretação contra o positivismo, | ||
| + | * Estender essa crítica à chamada experiência interna arruína o caráter de exceção do Cogito frente à dúvida entre o sonho e a vigília, alinhando a conexão da experiência íntima à causalidade externa, também ilusória, dissimulando o jogo das forças sob o artifício da ordem, e postulando uma unidade arbitrária chamada pensar, à parte da multiplicidade fervilhante dos instintos, além de imaginar um substrato de sujeito na origem dos atos de pensamento — ilusão mais pérfida, ligada à inversão entre efeito e causa reportada à metonímia sob a figura da metalepse, segundo a qual se toma por causa, sob o título de " | ||
| + | * Esses argumentos configuram um exercício de dúvida hiperbólica levado mais longe que o de Descartes, do qual resulta apenas que Nietzsche duvida melhor que Descartes e que o próprio Cogito é duvidoso, como sugerem fórmulas do tipo "minha hipótese, o sujeito como multiplicidade", | ||
| + | |||
| + | **3. Rumo a uma hermenêutica do si** | ||
| + | |||
| + | * O sujeito exaltado e o sujeito humilhado atestam que é sempre por essa inversão do pró ao contra que se aproxima do sujeito, do que se conclui que o " | ||
| + | * Um sobrevoo dos nove estudos que constituem a hermenêutica do si mostra como o discurso filosófico responde, no plano conceitual, aos três traços gramaticais evocados — o uso de se e soi em casos oblíquos, o desdobramento do mesmo segundo idem e ipse, a correlação entre si e o outro que si —, correspondendo-lhes o desvio da reflexão pela análise, a dialética da ipseidade e da mesmidade, e a da ipseidade e da alteridade | ||
| + | * A problemática do si é introduzida pela questão quem?, dando à pergunta e à resposta — si — a mesma amplitude, distribuída em quatro subconjuntos: | ||
| + | * O primeiro subconjunto — estudos I e II — releva de uma filosofia da linguagem, sob os aspectos semântico e pragmático, | ||
| + | * Esse recurso à análise não resulta de vontade a priori de aculturar duas tradições estranhas entre si, mas é o preço a pagar por uma hermenêutica caracterizada pelo estatuto indireto da posição do si, à qual cabe a questão quem?, dividida em duas questões gêmeas: de quem se fala ao designar referencialmente a pessoa distinta das coisas? e quem fala ao se designar a si mesmo como locutor? | ||
| + | * O segundo subconjunto — estudos III e IV — releva de uma filosofia da ação, no sentido restrito da filosofia analítica, mantendo relação complexa com o precedente, pois é em enunciados baseados em verbos e frases de ação que se fala da ação, e é em atos de discurso que o agente da ação se designa como aquele que age | ||
| + | * As questões quem fala? e quem age? aparecem estreitamente entrelaçadas, | ||
| + | * A concorrência entre filosofia analítica e hermenêutica prossegue no terceiro subconjunto — estudos V e VI —, em que a questão da identidade pessoal se coloca na interseção das duas tradições, | ||
| + | * Essa concorrência é submetida à dialética entre identidade-idem e identidade-ipse, | ||
| + | * Cabe ao quarto subconjunto — estudos VII, VIII e IX — propor um último desvio pelas determinações éticas e morais da ação, referidas às categorias do bom e do obrigatório, | ||
| + | * A dialética do mesmo e do outro, presente desde o início, só encontra seu pleno desenvolvimento nos estudos consagrados à ética e à moral, em que a autonomia do si aparece ligada à solicitude pelo próximo e à justiça para cada homem | ||
| + | * O sobrevoo dos estudos revela o afastamento entre a hermenêutica do si e as filosofias do Cogito: dizer si não é dizer eu, pois o eu se põe ou é depositado, ao passo que o si é implicado a título reflexivo em operações cuja análise precede o retorno a si mesmo, sobre cuja dialética da análise e da reflexão se enxerta a do ipse e do idem, coroada pela dialética do mesmo e do outro | ||
| + | * O caráter fragmentário da série de estudos recusa a tese da simplicidade indecomponível do Cogito, somada à de sua imediatidade, | ||
| + | * O caráter fragmentário procede da estrutura analítico-reflexiva que impõe desvios laborosos, e a introdução da problemática do si pela questão quem? abre o campo a uma verdadeira polissemia dessa questão — quem fala de quê? quem faz o quê? de quem e de que se narra? quem é moralmente responsável de quê? —, polissemia ligada à contingência dos recortes propostos pela gramática das línguas naturais, pelo discurso ordinário e pelo surgimento do questionamento filosófico ao longo da história | ||
| + | * Essa fragmentação, | ||
| + | * A filosofia que daí resulta mereceria ser chamada filosofia prática e recebida como filosofia segunda, no sentido dado por Manfred Riedel a esse termo, após o fracasso do Cogito em se constituir filosofia primeira, sendo essa unidade apenas analógica entre acepções múltiplas do termo agir, imposta pela variedade e contingência das questões que movem as análises reconduzindo à reflexão sobre si | ||
| + | * Falar apenas de unidade analógica ainda é dizer demais, pois se pode hesitar entre a autodesignação de um sujeito falante, a potência de fazer do agente da ação, ou a imputação moral da ação como sentido primeiro do agir humano | ||
| + | * O ritmo ternário descrever, narrar, prescrever permite atribuir à abordagem narrativa — que em Tempo e narrativa III situava a identidade narrativa em posição de destaque — uma função de transição entre a descrição predominante nas filosofias analíticas da ação e a prescrição, | ||
| + | * A perplexidade criada pelo estilo fragmentário não se dissolve no estudo terminal, de caráter exploratório, | ||
| + | * Pergunta-se se a hermenêutica pode se autorizar de recursos das ontologias do passado despertadas a seu contato, sobretudo se a polissemia do termo ser segundo Aristóteles permite revalorizar a significação do ser enquanto ato e potência, mas essa reavaliação só pode se fazer sobre o fundo de uma pluralidade radical das significações do ser, e a dialética do mesmo e do outro impedirá uma ontologia do ato e da potência de se fechar na tautologia | ||
| + | * Um último traço aprofunda o afastamento entre a hermenêutica do si e as filosofias do Cogito, relativo ao tipo de certeza a que a primeira pode aspirar: a noção de atestação, | ||
| + | * A atestação define a espécie de certeza da hermenêutica frente tanto à exaltação epistêmica do Cogito cartesiano quanto à sua humilhação em Nietzsche, exigindo, ao mesmo tempo, menos que uma e mais que a outra, sendo ela própria atopos | ||
| + | * A atestação opõe-se mais à certeza reivindicada pelo Cogito do que ao critério de verificação dos saberes objetivos, opondo-se à noção de epistème, de saber último e autofundador, | ||
| + | * Poder-se-ia objetar que a atestação não se afasta tanto assim da certeza do Cogito, já que a hipérbole do gênio maligno situou a problemática da primeira verdade na dimensão da tromperia e da veracidade, fundando-se todo o edifício cartesiano do saber sobre o Deus verídico | ||
| + | * A atestação, | ||
| + | * A crença é também uma espécie de confiança, sendo um dos leitmotive da análise que a atestação é fundamentalmente atestação de si | ||
| + | * Essa confiança será confiança no poder de dizer, no poder de fazer, no poder de se reconhecer personagem de narrativa, e no poder de responder à acusação pelo acusativo — " | ||
| + | * Como crença sem garantia, mas também como confiança mais forte que toda suspeita, a hermenêutica do si pode pretender se manter a igual distância do Cogito exaltado por Descartes e do Cogito proclamado decaído por Nietzsche, cabendo ao leitor julgar se as investigações seguintes justificam essa ambição | ||
| + | * Explica-se por que se renunciou a incluir as duas conferências gêmeas que encerravam a série original das Gifford Lectures proferidas em Edimburgo em 1986, relativas à hermenêutica bíblica cujo projeto é exposto em Do texto à ação | ||
| + | * Na primeira, intitulada O si no espelho das Escrituras, interrogava-se, | ||
| + | * Na segunda, intitulada O si mandado, guiada pelos relatos de vocação de profetas e discípulos no Antigo e no Novo Testamento, expressão feliz de Paul Beauchamp, exploravam-se os traços pelos quais a compreensão de si mesmo responde à interpelação que solicita o si como um apelo sem coação, sendo o laço entre apelo e resposta o que unia essas duas conferências | ||
| + | * A razão principal dessa exclusão prende-se ao cuidado de manter, até a última linha, um discurso filosófico autônomo, supondo os dez estudos do livro a suspensão consciente das convicções que ligam o autor à fé bíblica | ||
| + | * Não se pretende que, no nível profundo das motivações, | ||
| + | * Acrescenta-se outra razão, relativa ao vínculo entre os exercícios de exegese bíblica que fundam a interpretação do Grande Código e os estudos aqui reunidos, evitando tanto a acusação de cripto-teologia quanto a atribuição à fé bíblica de uma função cripto-filosófica de resolver as aporias da filosofia sobre a identidade-ipse | ||
| + | * Entre a filosofia e a fé bíblica o esquema pergunta-resposta não vale, pois na conferência sobre o si mandado a resposta não se opõe à questão, mas ao apelo, sendo diferente responder a uma questão e responder a um apelo, isto é, corresponder ao modo de existir proposto pelo Grande Código | ||
| + | * Mesmo no plano ético e moral, a fé bíblica nada acrescenta aos predicados bom e obrigatório aplicados à ação, pois a ágape bíblica releva de uma economia do dom de caráter meta-ético, | ||
| + | * Pascal atribuía a caridade a uma ordem transcendente à dos corpos e à dos espíritos reunidos, e a dialética do amor e da justiça que daí resulta pressupõe que cada termo conserve sua fidelidade à ordem de que releva, confirmando-se assim a autonomia das análises éticas e morais da ação propostas no livro | ||
| + | * Se, sob o título do si mandado e respondente, | ||
| + | * A referência da fé bíblica a uma rede simbólica culturalmente contingente obriga-a a assumir sua própria insegurança, | ||
| + | * Em contrapartida, | ||
| + | * Nisso o presente trabalho reconhece-se pertencente ao que Jean Greisch denomina a idade hermenêutica da razão | ||
| + | |||
| + | {{tag> | ||
