estudos:ricoeur:ricoeur-1990-369-380-a-alteridade-de-outro
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| - | * A modalidade de passividade que a hermenêutica fenomenológica do si mesmo tem cruzado ao longo dos estudos precedentes quanto ao referir-se do si ao outro que si | + | * A modalidade de passividade que a hermenêutica fenomenológica do si mesmo tem cruzado ao longo dos estudos precedentes quanto ao referir-se do si ao outro que si |
| - | * A nova dialética do Mesmo e do Outro suscitada por esta hermenêutica que atesta que o Outro não é somente a contrapartida do Mesmo, mas pertence à constituição íntima do seu sentido | + | * A nova dialética do Mesmo e do Outro suscitada por esta hermenêutica que atesta que o Outro não é somente a contrapartida do Mesmo, mas pertence à constituição íntima do seu sentido |
| - | * As maneiras múltiplas em que o outro que si afeta a compreensão de si por si no plano propriamente fenomenológico | + | * As maneiras múltiplas em que o outro que si afeta a compreensão de si por si no plano propriamente fenomenológico |
| - | * A marcação da diferença entre o ego que se põe e o si que só se reconhece através destas afeções mesmas, que afetam a compreensão de si por si | + | * A marcação da diferença entre o ego que se põe e o si que só se reconhece através destas afeções mesmas, que afetam a compreensão de si por si |
| - | | + | |
| - | * O plano linguístico e a interlocução | + | * O plano linguístico e a interlocução |
| - | * A designação por si do locutor aparecendo entranhada à interlocução, | + | * A designação por si do locutor aparecendo entranhada à interlocução, |
| - | * A escuta da palavra recebida fazendo parte integrante do discurso enquanto ele mesmo é endereçado a... | + | * A escuta da palavra recebida fazendo parte integrante do discurso enquanto ele mesmo é endereçado a... |
| - | * O plano da ação e a autodeterminação do agente | + | * O plano da ação e a autodeterminação do agente |
| - | * A autodeterminação do agente da ação aparecendo inseparável da designação por um outro, que me designa ao acusativo como o autor de minhas ações, na segunda fase do trabalho | + | * A autodeterminação do agente da ação aparecendo inseparável da designação por um outro, que me designa ao acusativo como o autor de minhas ações, na segunda fase do trabalho |
| - | * O entranhamento da retomada reflexiva deste ser-afetado pela designação pronunciada por outrem à designação íntima da ação a si mesmo, neste intercâmbio entre designação à segunda pessoa e autodeterminação | + | * O entranhamento da retomada reflexiva deste ser-afetado pela designação pronunciada por outrem à designação íntima da ação a si mesmo, neste intercâmbio entre designação à segunda pessoa e autodeterminação |
| - | * A expressão deste entranhamento no plano gramatical pelo caráter onipessoal do si que circula entre todos os pronomes | + | * A expressão deste entranhamento no plano gramatical pelo caráter onipessoal do si que circula entre todos os pronomes |
| - | * A afeção do si pelo outro que si como o suporte deste intercâmbio regrado entre as pessoas gramaticais | + | * A afeção do si pelo outro que si como o suporte deste intercâmbio regrado entre as pessoas gramaticais |
| - | * O plano narrativo e a assunção dos papéis pelo leitor | + | * O plano narrativo e a assunção dos papéis pelo leitor |
| - | * O mesmo intercâmbio entre o si afetado e o outro afetante regendo no plano narrativo a assunção pelo leitor do relato dos papéis exercidos por personagens o mais frequentemente construídos em terceira pessoa, na medida em que são postos em intriga ao mesmo tempo que a ação narrada | + | * O mesmo intercâmbio entre o si afetado e o outro afetante regendo no plano narrativo a assunção pelo leitor do relato dos papéis exercidos por personagens o mais frequentemente construídos em terceira pessoa, na medida em que são postos em intriga ao mesmo tempo que a ação narrada |
| - | * A leitura constituindo um lugar e um elo privilegiados de afeção do sujeito lendo, enquanto meio onde se opera a transferência do mundo do relato – e, portanto, também do mundo dos personagens literários – ao mundo do leitor | + | * A leitura constituindo um lugar e um elo privilegiados de afeção do sujeito lendo, enquanto meio onde se opera a transferência do mundo do relato – e, portanto, também do mundo dos personagens literários – ao mundo do leitor |
| - | * A catarse do leitor só se operando se procede de uma aisthesis prévia, que o confronto do leitor com o texto transforma em poiesis, segundo a estética da recepção de H. R. Jauss, retomando livremente algumas categorias | + | * A catarse do leitor só se operando se procede de uma aisthesis prévia, que o confronto do leitor com o texto transforma em poiesis, segundo a estética da recepção de H. R. Jauss, retomando livremente algumas categorias |
| - | * A afeção do si pelo outro que si encontrando na ficção um meio privilegiado para experiências de pensamento que as relações reais de interlocução e de interação não saberiam ofuscar | + | * A afeção do si pelo outro que si encontrando na ficção um meio privilegiado para experiências de pensamento que as relações reais de interlocução e de interação não saberiam ofuscar |
| - | * A contribuição da recepção das obras de ficção à constituição imaginária e simbólica dos intercâmbios efetivos de palavra e de ação | + | * A contribuição da recepção das obras de ficção à constituição imaginária e simbólica dos intercâmbios efetivos de palavra e de ação |
| - | * A incorporação do ser-afetado no modo fictício ao ser-afetado do si no modo real | + | * A incorporação do ser-afetado no modo fictício ao ser-afetado do si no modo real |
| - | * O plano ético e moral: a afeção de si pelo outro | + | * O plano ético e moral: a afeção de si pelo outro |
| - | * A afeção de si pelo outro revestindo os traços específicos que concernem tanto o plano propriamente ético quanto o plano moral marcado pela obrigação, | + | * A afeção de si pelo outro revestindo os traços específicos que concernem tanto o plano propriamente ético quanto o plano moral marcado pela obrigação, |
| - | * A concepção da definição mesma da ética – bem viver com e para outrem em instituições justas – não se concebendo sem a afeção do projeto de bem-viver pela solicitude ao mesmo tempo exercida e recebida | + | * A concepção da definição mesma da ética – bem viver com e para outrem em instituições justas – não se concebendo sem a afeção do projeto de bem-viver pela solicitude ao mesmo tempo exercida e recebida |
| - | * A dialética da estima de si e da amizade podendo ser inteiramente reescrita nos termos de uma dialética da ação e da afeção, antes mesmo de toda consideração levando sobre a justiça dos intercâmbios | + | * A dialética da estima de si e da amizade podendo ser inteiramente reescrita nos termos de uma dialética da ação e da afeção, antes mesmo de toda consideração levando sobre a justiça dos intercâmbios |
| - | * O ser amigo de si – segundo a philautia aristotélica – requerendo já ter entrado em uma relação de amizade com outrem, como se a amizade para consigo mesmo fosse uma auto-afeção rigorosamente correlativa da afeção por e para o amigo outro | + | * O ser amigo de si – segundo a philautia aristotélica – requerendo já ter entrado em uma relação de amizade com outrem, como se a amizade para consigo mesmo fosse uma auto-afeção rigorosamente correlativa da afeção por e para o amigo outro |
| - | * A amizade fazendo o leito da justiça, enquanto virtude para outrem, segundo outro dito de Aristóteles | + | * A amizade fazendo o leito da justiça, enquanto virtude para outrem, segundo outro dito de Aristóteles |
| - | * O passo da ética à moral – do optativo do bem-viver ao imperativo da obrigação – operado, no estudo seguinte, sob o signo da Regra de Ouro | + | * O passo da ética à moral – do optativo do bem-viver ao imperativo da obrigação – operado, no estudo seguinte, sob o signo da Regra de Ouro |
| - | * O mérito da Regra de Ouro de fazer intervir o comando na juntura mesma da relação assimétrica entre o fazer e o sofrer: o bem que quererias que te fosse feito, o mal que odiarias que te fosse feito | + | * O mérito da Regra de Ouro de fazer intervir o comando na juntura mesma da relação assimétrica entre o fazer e o sofrer: o bem que quererias que te fosse feito, o mal que odiarias que te fosse feito |
| - | * O agir e o padecer parecendo assim ser distribuídos entre dois protagonistas diferentes: o agente e o paciente, este último aparecendo como a vítima potencial do primeiro | + | * O agir e o padecer parecendo assim ser distribuídos entre dois protagonistas diferentes: o agente e o paciente, este último aparecendo como a vítima potencial do primeiro |
| - | * O agente sendo o paciente do outro, em virtude da reversibilidade dos papéis | + | * O agente sendo o paciente do outro, em virtude da reversibilidade dos papéis |
| - | * O paciente sendo investido da responsabilidade de uma ação de entrada colocada sob a regra de reciprocidade, | + | * O paciente sendo investido da responsabilidade de uma ação de entrada colocada sob a regra de reciprocidade, |
| - | * A cumulação em cada protagonista dos papéis de agente e de paciente fazendo com que o formalismo do imperativo categórico requeira a matéria de uma pluralidade de agentes afetados cada um por uma violência reciprocamente exercida | + | * A cumulação em cada protagonista dos papéis de agente e de paciente fazendo com que o formalismo do imperativo categórico requeira a matéria de uma pluralidade de agentes afetados cada um por uma violência reciprocamente exercida |
| - | | + | |
| - | * A figura nova da alteridade convocada por esta afeção do ipse pelo outro que si | + | * A figura nova da alteridade convocada por esta afeção do ipse pelo outro que si |
| - | * A dialética do Mesmo e do Outro que responde ao requisito de uma fenomenologia do si afetado pelo outro que si | + | * A dialética do Mesmo e do Outro que responde ao requisito de uma fenomenologia do si afetado pelo outro que si |
| - | * A impossibilidade de construir de forma unilateral esta dialética, quer se tente com Husserl de derivar o alter ego do ego, quer se reserve com E. Levinas ao Outro a iniciativa exclusiva da designação do si à responsabilidade | + | * A impossibilidade de construir de forma unilateral esta dialética, quer se tente com Husserl de derivar o alter ego do ego, quer se reserve com E. Levinas ao Outro a iniciativa exclusiva da designação do si à responsabilidade |
| - | * A concepção cruzada da alteridade que resta a conceber, que renda justiça alternadamente ao primado da estima de si e ao da convocação pelo outro à justiça | + | * A concepção cruzada da alteridade que resta a conceber, que renda justiça alternadamente ao primado da estima de si e ao da convocação pelo outro à justiça |
| - | * O desafio de uma formulação da alteridade que seja homogênea à distinção fundamental entre duas ideias do Mesmo, o Mesmo como idem, e o Mesmo como ipse, distinção sobre a qual se tem fundado toda a filosofia da ipseidade | + | * O desafio de uma formulação da alteridade que seja homogênea à distinção fundamental entre duas ideias do Mesmo, o Mesmo como idem, e o Mesmo como ipse, distinção sobre a qual se tem fundado toda a filosofia da ipseidade |
| - | | + | |
| - | * O exame da quinta Meditação Cartesiana e a redução à esfera do próprio | + | * O exame da quinta Meditação Cartesiana e a redução à esfera do próprio |
| - | * A recusa de retomar o exame da quinta Meditação Cartesiana, ao ponto onde a deixamos com a redução à esfera do próprio, sem nos termos, ao de antemão, inquietado de saber se a redução ao próprio se deixa pensar não dialeticamente, | + | * A recusa de retomar o exame da quinta Meditação Cartesiana, ao ponto onde a deixamos com a redução à esfera do próprio, sem nos termos, ao de antemão, inquietado de saber se a redução ao próprio se deixa pensar não dialeticamente, |
| - | * O saber comum e a suspensão filosófica, | + | * O saber comum e a suspensão filosófica, |
| - | * O objetivo de discernir o que, nesta experiência reduzida à esfera do próprio, requer a posição de outrem como posição também apodítica quanto a sua, na Meditação Cartesiana | + | * O objetivo de discernir o que, nesta experiência reduzida à esfera do próprio, requer a posição de outrem como posição também apodítica quanto a sua, na Meditação Cartesiana |
| - | * O movimento de pensamento todo a feito comparável ao dúvida hiperbólico de Descartes, salvo que não se apoia na hipótese de nenhum gênio maligno | + | * O movimento de pensamento todo a feito comparável ao dúvida hiperbólico de Descartes, salvo que não se apoia na hipótese de nenhum gênio maligno |
| - | * O movimento consistindo em um ato filosófico da família dos atos fundadores, estrangeiro a toda suspeição quotidiana | + | * O movimento consistindo em um ato filosófico da família dos atos fundadores, estrangeiro a toda suspeição quotidiana |
| - | * A epochè praticada aqui por Husserl, no interior da epochè geral que inaugura a fenomenologia, | + | * A epochè praticada aqui por Husserl, no interior da epochè geral que inaugura a fenomenologia, |
| - | * A esfera do próprio inteiramente tributária, | + | * A esfera do próprio inteiramente tributária, |
| - | * A única via que resta aberta de constituir o sentido outrem em (in) e a partir (aus) do sentido eu | + | * A única via que resta aberta de constituir o sentido outrem em (in) e a partir (aus) do sentido eu |
| - | * O fracasso da constituição de outrem e a descoberta | + | * O fracasso da constituição de outrem e a descoberta |
| - | * O fracasso da constituição de outrem, enquanto constituição concernente à ambição de fundação característica de uma fenomenologia transcendental de caráter ultimamente egológico, tendo sido a ocasião de uma autêntica descoberta | + | * O fracasso da constituição de outrem, enquanto constituição concernente à ambição de fundação característica de uma fenomenologia transcendental de caráter ultimamente egológico, tendo sido a ocasião de uma autêntica descoberta |
| - | * A descoberta paralela e coordenada à diferença entre carne e corpo, a saber, a do caráter paradoxal do modo de doação de outrem | + | * A descoberta paralela e coordenada à diferença entre carne e corpo, a saber, a do caráter paradoxal do modo de doação de outrem |
| - | * As intencionalidades que visam outrem enquanto estrangeiro, | + | * As intencionalidades que visam outrem enquanto estrangeiro, |
| - | * O nome de apresentação dado por Husserl a esta doação, para dizer que, à diferença da representação por signo ou por imagem, a doação de outrem é uma autêntica doação | + | * O nome de apresentação dado por Husserl a esta doação, para dizer que, à diferença da representação por signo ou por imagem, a doação de outrem é uma autêntica doação |
| - | * A doação de outrem, à diferença da doação originária, | + | * A doação de outrem, à diferença da doação originária, |
| - | * O afastamento que não pode ser preenchido entre a apresentação de meu vivido e a apresentação de teu vivido | + | * O afastamento que não pode ser preenchido entre a apresentação de meu vivido e a apresentação de teu vivido |
| - | * O traço positivo e a verdadeira descoberta: a transferência aperceptiva | + | * O traço positivo e a verdadeira descoberta: a transferência aperceptiva |
| - | * A apresentação consistindo em uma " | + | * A apresentação consistindo em uma " |
| - | * O pareamento (Paarung) como a apreensão do corpo lá-longe como carne, ou a formação em casal de uma carne com a outra | + | * O pareamento (Paarung) como a apreensão do corpo lá-longe como carne, ou a formação em casal de uma carne com a outra |
| - | * A necessidade de um ego encarnado, isto é, um ego que é seu próprio corpo, para fazer casal com a carne de um outro ego | + | * A necessidade de um ego encarnado, isto é, um ego que é seu próprio corpo, para fazer casal com a carne de um outro ego |
| - | * A apresentação combinando de forma única similitude e dissimetria | + | * A apresentação combinando de forma única similitude e dissimetria |
| - | * A transgressão do programa mesmo da fenomenologia pela transferência analógica que aponta Husserl, em sua dimensão gnoseológica, | + | * A transgressão do programa mesmo da fenomenologia pela transferência analógica que aponta Husserl, em sua dimensão gnoseológica, |
| - | * A transferência de sentido não criando a alteridade, sempre pressuposta, | + | * A transferência de sentido não criando a alteridade, sempre pressuposta, |
| - | * A semelhança fundada sobre o pareamento de carne a carne vindo reduzir uma distância, preencher um afastamento, | + | * A semelhança fundada sobre o pareamento de carne a carne vindo reduzir uma distância, preencher um afastamento, |
| - | * A transferência de sentido podendo revestir a forma de uma citação, em virtude da qual "ele pensa", | + | * A transferência de sentido podendo revestir a forma de uma citação, em virtude da qual "ele pensa", |
| - | | + | |
| - | * O recruzamento do movimento analógico de mim a outrem com o movimento inverso de outrem a mim | + | * O recruzamento do movimento analógico de mim a outrem com o movimento inverso de outrem a mim |
| - | * O movimento de outrem para mim incansavelmente esboçado pela obra de E. Levinas | + | * O movimento de outrem para mim incansavelmente esboçado pela obra de E. Levinas |
| - | * A ruptura na obra de E. Levinas, dirigida contra uma concepção da identidade do Mesmo, à qual é polarmente oposta a alteridade do Outro, a um plano de radicalidade onde a distinção entre idem e ipse não pode ser tomada em conta | + | * A ruptura na obra de E. Levinas, dirigida contra uma concepção da identidade do Mesmo, à qual é polarmente oposta a alteridade do Outro, a um plano de radicalidade onde a distinção entre idem e ipse não pode ser tomada em conta |
| - | * A filosofia de E. Levinas se articulando em um plano onde a identidade do Mesmo tem parte ligada com uma ontologia da totalidade, não assumida nem encontrada pela investigação anterior | + | * A filosofia de E. Levinas se articulando em um plano onde a identidade do Mesmo tem parte ligada com uma ontologia da totalidade, não assumida nem encontrada pela investigação anterior |
| - | * A identidade do Mesmo significando totalização e separação, | + | * A identidade do Mesmo significando totalização e separação, |
| - | * A pretensão que habita o eu, mais radical que a que anima a ambição fichteana, depois husserliana, | + | * A pretensão que habita o eu, mais radical que a que anima a ambição fichteana, depois husserliana, |
| - | * A pretensão exprimindo uma vontade de fechamento, mais exatamente um estado de separação, | + | * A pretensão exprimindo uma vontade de fechamento, mais exatamente um estado de separação, |
| - | * A crítica à fenomenologia e à intencionalidade de Husserl, que concernem a uma filosofia da representação, | + | * A crítica à fenomenologia e à intencionalidade de Husserl, que concernem a uma filosofia da representação, |
| - | * A representação assimilando algo a si, incluindo-o em si, e, portanto, negando-lhe a alteridade, não escapando a este reino a transferência analógica | + | * A representação assimilando algo a si, incluindo-o em si, e, portanto, negando-lhe a alteridade, não escapando a este reino a transferência analógica |
| - | * A testificação do outro se dando sob um regime de pensamento não gnoseológico: | + | * A testificação do outro se dando sob um regime de pensamento não gnoseológico: |
| - | * O rosto de outrem se elevando face a mim, acima de mim, não sendo um aparecer que eu possa incluir na cerca de minhas representações minhas | + | * O rosto de outrem se elevando face a mim, acima de mim, não sendo um aparecer que eu possa incluir na cerca de minhas representações minhas |
| - | * O rosto não sendo um espetáculo, | + | * O rosto não sendo um espetáculo, |
| - | * O movimento partido do outro acabando sua trajetória em mim, constituindo-me responsável, | + | * O movimento partido do outro acabando sua trajetória em mim, constituindo-me responsável, |
| - | * A palavra do outro se colocando na origem da palavra pela qual eu me imputo a mim mesmo a origem de meus atos, inscrevendo a auto-imputação em uma estrutura dialogal assimétrica cuja origem é exterior a mim | + | * A palavra do outro se colocando na origem da palavra pela qual eu me imputo a mim mesmo a origem de meus atos, inscrevendo a auto-imputação em uma estrutura dialogal assimétrica cuja origem é exterior a mim |
| - | * O efeito de ruptura atado a esta filosofia da alteridade ab-soluta procedendo de um uso da hipérbole, digno do dúvida hiperbólico cartesiano | + | * O efeito de ruptura atado a esta filosofia da alteridade ab-soluta procedendo de um uso da hipérbole, digno do dúvida hiperbólico cartesiano |
| - | * A hipérbole aparecendo como a prática sistemática do excesso na argumentação filosófica e como a estratégia apropriada à produção do efeito de ruptura atado à ideia de exterioridade no sentido de alteridade absoluta | + | * A hipérbole aparecendo como a prática sistemática do excesso na argumentação filosófica e como a estratégia apropriada à produção do efeito de ruptura atado à ideia de exterioridade no sentido de alteridade absoluta |
| - | * A hipérbole atingindo simultaneamente os dois polos do Mesmo e do Outro, pondo Totalidade e Infinito um eu entregue à vontade de fazer círculo consigo mesmo, de se identificar | + | * A hipérbole atingindo simultaneamente os dois polos do Mesmo e do Outro, pondo Totalidade e Infinito um eu entregue à vontade de fazer círculo consigo mesmo, de se identificar |
| - | * O eu de antes da fração do eu pelo outro sendo um eu obstinadamente fechado, trancado, separado | + | * O eu de antes da fração do eu pelo outro sendo um eu obstinadamente fechado, trancado, separado |
| - | * O tema da separação, | + | * O tema da separação, |
| - | * A hipérbole da epifania do lado do Outro, respondendo à hipérbole da separação, | + | * A hipérbole da epifania do lado do Outro, respondendo à hipérbole da separação, |
| - | * O aparecer do rosto se subtraindo à visão das formas e mesmo à escuta sensível das vozes, porque o Outro, segundo Totalidade e Infinito, não é um interlocutor qualquer, mas uma figura paradigmática do tipo de um mestre de justiça | + | * O aparecer do rosto se subtraindo à visão das formas e mesmo à escuta sensível das vozes, porque o Outro, segundo Totalidade e Infinito, não é um interlocutor qualquer, mas uma figura paradigmática do tipo de um mestre de justiça |
| - | * A asserção hiperbólica de que a palavra é " | + | * A asserção hiperbólica de que a palavra é " |
| - | * O eu sendo alcançado pela injunção e tornado capaz de responder ao acusativo, em que a iniciativa cabendo integralmente ao Outro, o eu responde ao acusativo ainda: " | + | * O eu sendo alcançado pela injunção e tornado capaz de responder ao acusativo, em que a iniciativa cabendo integralmente ao Outro, o eu responde ao acusativo ainda: " |
| - | * A hipérbole culminando na afirmação de que a instrução pelo rosto não restaura nenhum primado da relação sobre os termos, não atenuando a inteira dissimetria entre o Mesmo e o Outro | + | * A hipérbole culminando na afirmação de que a instrução pelo rosto não restaura nenhum primado da relação sobre os termos, não atenuando a inteira dissimetria entre o Mesmo e o Outro |
| - | * Além de ser ou além da essência sobrepujando a hipérbole até lhe dar um tom paroxístico, | + | * Além de ser ou além da essência sobrepujando a hipérbole até lhe dar um tom paroxístico, |
| - | * A designação à responsabilidade adotando o tom da hipérbole, em um registro de excesso ainda não alcançado, enquanto desdizer, subtraindo-se ao linguagem da manifestação | + | * A designação à responsabilidade adotando o tom da hipérbole, em um registro de excesso ainda não alcançado, enquanto desdizer, subtraindo-se ao linguagem da manifestação |
| - | * A designação à responsabilidade reportada a um passado mais velho que todo passado rememorável, | + | * A designação à responsabilidade reportada a um passado mais velho que todo passado rememorável, |
| - | * A hipérbole alcançando o paroxismo na afirmação de que "sob a acusação de todos, a responsabilidade por todos vai até a substituição. O sujeito é refém" | + | * A hipérbole alcançando o paroxismo na afirmação de que "sob a acusação de todos, a responsabilidade por todos vai até a substituição. O sujeito é refém" |
| - | * O ponto paroxístico da obra sendo atingido pela expressão da substituição, | + | * O ponto paroxístico da obra sendo atingido pela expressão da substituição, |
| - | * A hipérbole conduzindo à hipótese extrema de que o Outro não é mais o mestre de justiça, mas o ofensor, o qual não requer menos o gesto que perdoa e que expia | + | * A hipérbole conduzindo à hipótese extrema de que o Outro não é mais o mestre de justiça, mas o ofensor, o qual não requer menos o gesto que perdoa e que expia |
| - | * O abismo cavado entre alteridade e identidade só sendo transposto aqui: "É preciso falar aqui de expiação, como reunindo identidade e alteridade" | + | * O abismo cavado entre alteridade e identidade só sendo transposto aqui: "É preciso falar aqui de expiação, como reunindo identidade e alteridade" |
| - | * A hipérbole da separação, | + | * A hipérbole da separação, |
| - | * O tema da separação tornando impensável a distinção entre si e eu, e a formação de um conceito de ipseidade definido por sua abertura e sua função desvendadora | + | * O tema da separação tornando impensável a distinção entre si e eu, e a formação de um conceito de ipseidade definido por sua abertura e sua função desvendadora |
| - | * A capacidade de acolhimento, | + | * A capacidade de acolhimento, |
| - | * A questão da capacidade de discernimento e de reconhecimento do si, tendo em conta que a alteridade do Outro não se deixa resumir na figura do mestre que ensina, mas deve levar em conta a do ofensor e a do algoz | + | * A questão da capacidade de discernimento e de reconhecimento do si, tendo em conta que a alteridade do Outro não se deixa resumir na figura do mestre que ensina, mas deve levar em conta a do ofensor e a do algoz |
| - | * O questionamento se a voz do Outro que me diz: "Tu não matarás", | + | * O questionamento se a voz do Outro que me diz: "Tu não matarás", |
| - | * A necessidade da linguagem, com seus recursos de comunicação e de reciprocidade, | + | * A necessidade da linguagem, com seus recursos de comunicação e de reciprocidade, |
| - | * A necessidade de uma dialógica superpor a relação à distância pretensamente absoluta entre o eu separado e o Outro ensinante | + | * A necessidade de uma dialógica superpor a relação à distância pretensamente absoluta entre o eu separado e o Outro ensinante |
| - | | + | |
| - | * A sugestão, resultante desta confrontação entre E. Husserl e E. Levinas, de que não há contradição alguma a ter por dialeticamente complementares o movimento do Mesmo para o Outro e o do Outro para o Mesmo | + | * A sugestão, resultante desta confrontação entre E. Husserl e E. Levinas, de que não há contradição alguma a ter por dialeticamente complementares o movimento do Mesmo para o Outro e o do Outro para o Mesmo |
| - | * Os dois movimentos não se anulando na medida em que um se desenrola na dimensão gnoseológica do sentido, e o outro se desdobra na dimensão, ética, da injunção | + | * Os dois movimentos não se anulando na medida em que um se desenrola na dimensão gnoseológica do sentido, e o outro se desdobra na dimensão, ética, da injunção |
| - | * A designação à responsabilidade, | + | * A designação à responsabilidade, |
| - | * A antecipação desta dialética cruzada do si mesmo e do outro que si na análise da promessa | + | * A antecipação desta dialética cruzada do si mesmo e do outro que si na análise da promessa |
| - | * A capacidade de manter a palavra, de se manter, dependendo de um outro contar comigo, sendo a condição da capacidade de manter a palavra e de se manter. | + | * A capacidade de manter a palavra, de se manter, dependendo de um outro contar comigo, sendo a condição da capacidade de manter a palavra e de se manter. |
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