| Finalmente, a quarta parte é constituída por algumas conclusões tiradas pelo autor de um longo trabalho por ele apresentado nas Semanas Sociais realizadas em Lyon (França) em dezembro de 1972, sobre o tema "Maîtriser les conflits". Essas conclusões foram publicadas em Chronique Sociale de France (n.° 5/6, dezembro de 1972), com o título Le conflit — signe de contradiction et d'unité? No dizer do próprio autor, seu trabalho tem um tríplice objetivo: em primeiro lugar, descrever os novos conflitos que surgem nas sociedades industriais avançadas; em seguida, situar, face a esses neoconflitos, algumas das atitudes de caráter ideológico que mascaram seu sentido e sua realidade, engajando-nos em comportamentos estéreis; enfim, extrair dessas motivações-anteparo sugestões teóricas e práticas para a elaboração de uma nova estratégia dos conflitos. Talvez essa elaboração pressuponha uma reflexão capaz de descobrir as raízes do homem que não vive somente de pão bem como esse gemido de uma criação que não se faz sem conflito, nem tampouco no conflito a todo preço, mas no coração mesmo dos conflitos vividos na esperança. | Finalmente, a quarta parte é constituída por algumas conclusões tiradas pelo autor de um longo trabalho por ele apresentado nas Semanas Sociais realizadas em Lyon (França) em dezembro de 1972, sobre o tema "Maîtriser les conflits". Essas conclusões foram publicadas em Chronique Sociale de France (n.° 5/6, dezembro de 1972), com o título Le conflit — signe de contradiction et d'unité? No dizer do próprio autor, seu trabalho tem um tríplice objetivo: em primeiro lugar, descrever os novos conflitos que surgem nas sociedades industriais avançadas; em seguida, situar, face a esses neoconflitos, algumas das atitudes de caráter ideológico que mascaram seu sentido e sua realidade, engajando-nos em comportamentos estéreis; enfim, extrair dessas motivações-anteparo sugestões teóricas e práticas para a elaboração de uma nova estratégia dos conflitos. Talvez essa elaboração pressuponha uma reflexão capaz de descobrir as raízes do homem que não vive somente de pão bem como esse gemido de uma criação que não se faz sem conflito, nem tampouco no conflito a todo preço, mas no coração mesmo dos conflitos vividos na esperança. |
| *PS: Apresentação de Hilton Japiassu de RICOEUR, Paul. Interpretação e Ideologias. Organização, tradução e apresentação Hilton Japiassu. Francisco Alves, 1977. * | *PS: Apresentação de Hilton Japiassu de RICOEUR, Paul. Interpretação e Ideologias. Organização, tradução e apresentação Hilton Japiassu. Francisco Alves, 1977. * |