| Mais uma vez, a palavra "morada" designa a estrutura fundamental do Ser-aí, à medida que ele se aproxima dos entes. Agora, porém, a concepção é desenvolvida por uma nova metáfora. O poema de Hölderlin que Heidegger interpreta aqui lhe permite dizer que, se o homem mora "na terra", ele também olha para o "céu". Portanto, ele efetivamente mora "entre" o céu e a terra, assim como vimos que o poeta é um semi-deus porque mora "entre" o homem e os deuses. Essa maneira de pensar permite que Heidegger fale desse "entre" como uma espécie de "espaço ontológico" (o termo não é de Heidegger) que ele chama de "Dimensão". Sustentando a metáfora - se é que ela existe - o autor fala dessa Dimensão como algo que admite "medida", e como o homem, como ser intermediário, habita a Dimensão, é sua tarefa fazer a medição. (GA7:VA:189) | Mais uma vez, a palavra "morada" designa a estrutura fundamental do Ser-aí, à medida que ele se aproxima dos entes. Agora, porém, a concepção é desenvolvida por uma nova metáfora. O poema de Hölderlin que Heidegger interpreta aqui lhe permite dizer que, se o homem mora "na terra", ele também olha para o "céu". Portanto, ele efetivamente mora "entre" o céu e a terra, assim como vimos que o poeta é um semi-deus porque mora "entre" o homem e os deuses. Essa maneira de pensar permite que Heidegger fale desse "entre" como uma espécie de "espaço ontológico" (o termo não é de Heidegger) que ele chama de "Dimensão". Sustentando a metáfora - se é que ela existe - o autor fala dessa Dimensão como algo que admite "medida", e como o homem, como ser intermediário, habita a Dimensão, é sua tarefa fazer a medição. (GA7:VA:189) |