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estudos:richardson:richardson-200352-53-mundo-welt

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-===== RICHARDSON (2003:52-53) – MUNDO =====+===== MUNDO (2003:52-53) =====
 O Aí-ser é a passagem da transcendência finita, que, nas circunstâncias cotidianas, é primeiramente discernível como um ente cuja natureza é ser-no-mundo. Ao analisá-lo, seguimos a ordem do autor, primeiro tentando desvincular o sentido do mundo para o qual o Aí-ser transcende e, em seguida, o sentido do que significa ser “em” tal mundo. Não podemos começar, entretanto, sem antecipar a segunda parte da análise. Quando dizemos que o Aí-ser é “no” Mundo, “no” aqui não tem de forma alguma um sentido puramente espacial, por exemplo, como a água está “em” um copo, mas sim o sentido de estar “em casa” ou “permanecer” nele, de ser confiado com uma “familiaridade” privilegiada com o Mundo ao redor. Novamente, é estar imerso de alguma forma no mundo (Sein bei) no qual o Aí-ser entrou e com o qual tem relações. Essa imersão no Mundo é obviamente mais do que a mera justaposição do Aí-ser e do Mundo, como se fossem duas entidades colocadas lado a lado, mas mutuamente inacessíveis. É uma profunda intimidade do Aí-ser com o Mundo, em razão da qual outros entes que estão dentro do Mundo podem ser “encontrados”, ou seja, revelam-se pelo que são quando entram em contato com o Aí-ser. (SZ:54-55) Esse contato, no entanto, não é da ordem do “conhecimento” no sentido usual do termo, mas da natureza de um ter-que-fazer com essas coisas e de um lidar com elas que é encontrado simplesmente no intercurso diário. Nesse sentido, a familiaridade com os entes não é nada “teórica”, se isso for entendido como mera contemplação, mas um trato completamente concreto com eles. (SZ:67,69) O Aí-ser é a passagem da transcendência finita, que, nas circunstâncias cotidianas, é primeiramente discernível como um ente cuja natureza é ser-no-mundo. Ao analisá-lo, seguimos a ordem do autor, primeiro tentando desvincular o sentido do mundo para o qual o Aí-ser transcende e, em seguida, o sentido do que significa ser “em” tal mundo. Não podemos começar, entretanto, sem antecipar a segunda parte da análise. Quando dizemos que o Aí-ser é “no” Mundo, “no” aqui não tem de forma alguma um sentido puramente espacial, por exemplo, como a água está “em” um copo, mas sim o sentido de estar “em casa” ou “permanecer” nele, de ser confiado com uma “familiaridade” privilegiada com o Mundo ao redor. Novamente, é estar imerso de alguma forma no mundo (Sein bei) no qual o Aí-ser entrou e com o qual tem relações. Essa imersão no Mundo é obviamente mais do que a mera justaposição do Aí-ser e do Mundo, como se fossem duas entidades colocadas lado a lado, mas mutuamente inacessíveis. É uma profunda intimidade do Aí-ser com o Mundo, em razão da qual outros entes que estão dentro do Mundo podem ser “encontrados”, ou seja, revelam-se pelo que são quando entram em contato com o Aí-ser. (SZ:54-55) Esse contato, no entanto, não é da ordem do “conhecimento” no sentido usual do termo, mas da natureza de um ter-que-fazer com essas coisas e de um lidar com elas que é encontrado simplesmente no intercurso diário. Nesse sentido, a familiaridade com os entes não é nada “teórica”, se isso for entendido como mera contemplação, mas um trato completamente concreto com eles. (SZ:67,69)
  
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