estudos:richardson:bauen-2003
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| + | ==== Heidegger Through Phenomenology to Thought ==== | ||
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| + | === Chapter XVII - Working, Dwelling, Thinking === | ||
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| + | “Trabalhar” admite tanto um sentido lato como um sentido estrito.((For the purists, “working” will seem an unhappy translation of bauen, which usually warrants “building, | ||
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| + | Quanto à natureza de uma “coisa” como tal, já temos uma ideia a partir de “A Coisa”: é a reunião do Ser polivalente em e como qualquer ser dado. No caso presente, esta concepção é aplicada a uma ponte. “A ponte reúne em si mesma, à sua maneira, [a polivalência do Ser]”. Há, no entanto, uma precisão adicional. Dizem-nos que a ponte reúne o Ser numa certa “localização” que podemos chamar de “lugar”. Este “lugar”, | ||
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| + | Uma vez que a coisa em questão é assim entendida, então o “fazer” da coisa não consiste meramente na atividade humana que molda o aço e o betão na estrutura a que chamamos ponte, mas é o processo de trazer (-bringen) o Ser polivalente (her-) para os limites da coisa e, assim, trazer a própria coisa (-vor-) para a presença como aquilo que é (Hervorbringen). Neste sentido, retoma a concepção grega de τέχνη, sc. deixar algo aparecer como o que é, como si mesmo.((VA (GA7), p. 160 (τέχνη).)) | ||
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| + | Ora, é precisamente através deste processo de trazer-à-fora as coisas como coisas que o Ser-aí vai tendendo o Ser nos entes, e “... habitar, na medida em que conserva [o Ser] nas coisas, é, como este processo de conservação, | ||
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| + | No entanto, apesar de toda a estrutura bidimensional do Ser-aí, esta condição não pode ser tomada como garantida. Pelo contrário, ela só se realiza na medida em que o processo de habitação do Ser-aí atinge a sua plena realização. Isto implica uma docilidade completa ao Ser, que tem sempre a primazia. Ao fazer surgir as coisas, o Ser-aí deve aceitar quaisquer insinuações que o Ser transmita, assumindo-as em seu próprio nome como a medida de sua própria atividade, e assim responder à maneira particular pela qual qualquer coisa dada vem à presença. É isto que o Ser-aí traz à plenitude, o seu estar “em casa” com as coisas. Assim, ao permitir que estas coisas brilhem como aquilo que são, o Ser-aí deixa-se efetivamente habitar na sua proximidade. Esta é a resposta do Ser ao apelo do Ser. É o momento em que o Ser-aí supera a sua falta de lar e todo o niilismo que isso implica. É o momento da autenticidade alcançada. O autor conclui com um apelo para aprender o que isso significa.((VA (GA7), pp. 159-160 (Zuspruch entsprochen), | ||
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