estudos:poggeler:outro-inicio
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| + | ====== Outro Início ====== | ||
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| + | OPPMH | ||
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| + | * Superação do ponto de partida metafísico e recuperação de seu fundamento esquecido | ||
| + | * A tarefa do pensamento é superar o início metafísico, | ||
| + | * Esse fundamento é identificado como um porque e um conteúdo-sem-fundo, | ||
| + | * O caráter originário deste fundamento foi obliterado, exigindo um "outro começo" | ||
| + | * O outro começo como experiência historial da verdade do ser | ||
| + | * Neste novo início, o pensamento não assume simplesmente que o caráter temporal e historial pertence à verdade do ser | ||
| + | * A experiência da verdade do ser é, ela própria, uma inserção historial nessa verdade, um evento que pertence à história do ser | ||
| + | * Surge, portanto, a questão sobre a proveniência histórica dessa experiência e onde, na tradição ocidental, a verdade do ser foi melhor preservada | ||
| + | * A trajetória inicial do pensamento: da metafísica aristotélica à pergunta pelo fundamento | ||
| + | * O jovem Heidegger parte da teoria metafísica, | ||
| + | * Sob o impulso da teologia cristã, interroga se o caráter temporal e historial da verdade do ser não seria seu fundamento esquecido | ||
| + | * A interpretação da antropologia agostiniana, | ||
| + | * A apropriação e a transformação da tradição filosófica | ||
| + | * A tentativa de levar o problema da metafísica a uma decisão passa pela articulação de diversos motivos | ||
| + | * São mobilizados motivos teológicos reativados por Kierkegaard, | ||
| + | * No entanto, a experiência de Nietzsche torna-se decisiva, transformando radicalmente a compreensão de toda a tradição desde seus fundamentos | ||
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| + | * O limite da crítica kantiana e a marcha da metafísica moderna | ||
| + | * Kant não pode mais tornar manifesto o problema da metafísica de modo decisivo | ||
| + | * Embora Kant mantenha a finitude do Eu transcendental, | ||
| + | * Kant não tem consciência do que há de especificamente moderno em sua metafísica | ||
| + | * A imaginação moderna como fantasia e a dissimulação da verdade | ||
| + | * Na metafísica moderna, a imaginação torna-se o fundamento possibilitante do conhecimento, | ||
| + | * O poder de representação humano impõe formas ao ser no ente, ao " | ||
| + | * Contudo, esta // | ||
| + | * A metafísica moderna, portanto, dissimula a verdade do ser, e o pensamento de Kant é apenas um passo nesta trajetória | ||
| + | * Nietzsche como consequência extrema e ponto de decisão | ||
| + | * A metafísica moderna atinge sua decisão precisamente com Nietzsche, onde dá o passo em direção à sua consequência extrema | ||
| + | |||
| + | * Dilthey e a autoconsciência da pensamento histórico moderno | ||
| + | * Dilthey leva o pensamento histórico moderno à consciência de si mesmo | ||
| + | * Este pensamento, seguindo o modo metafísico moderno, busca estabelecer o verdadeiro como constante e certo | ||
| + | * A cobertura da verdade como origem e a queda no anistórico | ||
| + | * Ao fazer isso, tal pensamento encobre a verdade como origem sempre emergente e indisponível | ||
| + | * Assim, torna-se justamente aquilo que não quer ser: uma metafísica como verdade sobre o mero ente | ||
| + | * Por esse caminho, o pensamento histórico perde a verdadeira historicidade e se solidifica em um anistórico | ||
| + | * Os métodos históricos objetivantes afastam a reivindicação da tradição e destroem o autenticamente transmitido | ||
| + | * Barbárie e historicismo como expressões do desarranjo | ||
| + | * O domínio da barbárie de um pensamento completamente anistórico coexiste com o refinamento extremo dos métodos históricos | ||
| + | * A história finalmente sucumbe em seu próprio desarranjo, o historicismo, | ||
| + | * Este reconhecimento relativiza a constatação histórica, perturbando-a | ||
| + | * Descobertas como a de Spengler impedem a questão decisiva sobre o lugar do pensamento | ||
| + | * A questão fundamental ocultada pelo historicismo | ||
| + | * Se cada pensamento tem um "lugar de permanência", | ||
| + | * O ente visado pela pesquisa não deve ser submisso ao padrão do constante e constatável | ||
| + | * A questão sobre a verdade do ser deve ser reaberta, questão que permanece estranha ao historicismo e a toda metafísica que parte do ente | ||
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| + | * A posição antitética e sua dependência do sistema adversário | ||
| + | * A posição antitética de Kierkegaard frente a Hegel vive do adversário, | ||
| + | * Por permanecer assim na " | ||
| + | * Kierkegaard como escritor religioso, não como pensador | ||
| + | * Ele retoma o aparato conceitual metafísico sem questioná-lo fundamentalmente, | ||
| + | * Por isso, não é um pensador, mas um " | ||
| + | * O padrão de Pascal e a fuga da história | ||
| + | * Pascal, em sua abordagem de Descartes, segue um padrão semelhante ao de Kierkegaard | ||
| + | * Declara supérfluos os esforços de Descartes e busca o essencial em uma dimensão totalmente outra, sem questionar a dimensão aberta pela metafísica | ||
| + | * Tanto Kierkegaard quanto Pascal revelam uma possibilidade funesta: aceita-se a fundação metafísica da história, mas depois, por uma opção " | ||
| + | * A inessencialidade da história e a determinação pela antítese | ||
| + | * Esta posição antitética não reconhece a história em sua natureza originária e permanece determinada pela inessentialidade dessa história | ||
| + | * O inimigo na forma do cristianismo, | ||
| + | * Heidegger vê neste cristianismo vivido um inimigo, assim como no " | ||
| + | * Também é inimiga a " | ||
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| + | * Nietzsche como ponto de decisão pela radicalidade | ||
| + | * Porque Nietzsche leva ao extremo o ponto de vista antropológico-metafísico, | ||
| + | * É ele, e não mais Kierkegaard, | ||
| + | * A morte de Deus e a lógica da metafísica | ||
| + | * A fórmula "Deus está morto" expressa corretamente a lógica inerente ao pensamento metafísico | ||
| + | * Uma fé que permanece, mesmo que antitética, | ||
| + | * A crença futura no Deus cristão seria como o brilho remanescente de uma estrela há muito extinta | ||
| + | * A cumplicidade da fé cristã com a metafísica | ||
| + | * Devido ao seu enredamento com a metafísica, | ||
| + | * Ela própria fomentou a inessentialidade da metafísica: | ||
| + | * A literatura religiosa de Kierkegaard reduziu o conceito de existência ao antropológico | ||
| + | * A nova abordagem da teologia: o condicionamento metafísico | ||
| + | * Os enunciados da teologia cristã não são mais elaborados por Heidegger quanto a suas implicações ontológicas, | ||
| + | * Eles são agora interrogados sobre seu condicionamento metafísico | ||
| + | |||
| + | * A tradição judaico-cristã como forma derivada e pervertida | ||
| + | * Toda a tradição judaico-cristã não é mais uma reivindicação originária para Heidegger | ||
| + | * Ela é percebida em sua forma derivada, pervertida, e assim mantida à distância | ||
| + | * A crítica aos profetas e ao monoteísmo | ||
| + | * Os profetas da fé judaico-cristã não enunciam a palavra que funda o sagrado, mas imediatamente o Deus que garante a salvação | ||
| + | * Os fiéis pressupunham este Deus único porque queriam subtrair-se à história sempre indisponível | ||
| + | * Por isso, o monoteísmo pôde encontrar a onto-teologia metafísica, | ||
| + | * A crítica aos conceitos de pecado, arrependimento e criação | ||
| + | * " | ||
| + | * A crença em uma criação é uma explicação " | ||
| + | * Se o mundo é explicado pelo ato de um criador, o ente é sempre já conhecido em seu ser como " | ||
| + | * Assim, a questão sobre o sentido do ser não pode mais surgir: a crença na criação que tudo explica interdita o questionamento segundo o pensamento | ||
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| + | * A evolução do relacionamento entre pensamento e fé | ||
| + | * Heidegger orienta-se para o questionamento segundo o pensamento | ||
| + | * Em //Sein und Zeit//, o pensamento histórico da crença cristã ainda era acolhido como um impulso | ||
| + | * As experiências da fé são excluídas do saber filosófico, | ||
| + | * O afastamento radical na época dos cursos sobre Nietzsche | ||
| + | * No período dos cursos sobre Nietzsche, pensamento e fé são colocados a uma distância tal que a possibilidade de um relacionamento entre eles mal se mostra | ||
| + | * Heidegger invoca a palavra de Paulo sobre a sabedoria do mundo convertida em loucura | ||
| + | * A separação dos caminhos na decisão última | ||
| + | * A filosofia pratica apenas o pensamento de que o homem é capaz por si mesmo; onde o homem é interpelado pela revelação, | ||
| + | * A experiência cristã é algo de tal modo outro que não precisa competir com a filosofia | ||
| + | * Se a teologia persistir em ver na filosofia uma loucia, o caráter misterioso da revelação será melhor preservado | ||
| + | * Os caminhos se separam na decisão última | ||
| + | * A auto-fundação livre do ser-aí sob a jurisdição do saber | ||
| + | * A auto-fundação livre do ser-aí historial coloca-se sob a jurisdição do saber, e não da fé, quando esta é concebida como anúncio divino da verdade com autoridade revelada | ||
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| + | * A abertura do questionamento e a possibilidade cristã | ||
| + | * Heidegger não busca o saber que se funda a si mesmo, mas pratica um questionamento aberto a uma reivindicação pelo divino | ||
| + | * Este questionamento deve, portanto, considerar também a possibilidade cristã da fé como uma possibilidade | ||
| + | * A questão sobre a forma da pergunta e da resposta | ||
| + | * Heidegger coloca sua questão de tal modo que a resposta da fé cristã seja uma resposta possível | ||
| + | * Questiona-se se a resposta cristã não anula a história como diálogo e movimento contínuo de interrogação | ||
| + | * A fé como questionamento e a presença do divino oculto | ||
| + | * Em //Sein und Zeit// ainda se fala de uma " | ||
| + | * Para o pensamento posterior de Heidegger, a fé com a qual ele pode relacionar-se inclui o questionamento e a cobertura historial | ||
| + | * A mensagem cristã pode ser uma reivindicação possível, pois o é | ||
| + | * A falta, a ausência do divino experimentada por Heidegger não é nada, mas a presença da plenitude oculta do que foi | ||
| + | * A delimitação do espaço de compreensão | ||
| + | * A questão decisiva é como, por qual pré-compreensão, | ||
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| + | * A experiência condicionante: | ||
| + | * Para Heidegger, a experiência que condiciona tudo é que o divino do mundo judaico, cristão e grego é o que foi e só pode tornar-se um futuro através da experiência de que "Deus está morto" | ||
| + | * A busca do originário fora da metafísica e da tradição bíblica | ||
| + | * O originário do pensamento não está na metafísica, | ||
| + | * O originário também não é, para Heidegger, o devir da verdade como mostrado na fé judaico-bíblica; | ||
| + | * O originário também não é mais o elemento cristão, pois Heidegger parte da experiência de que a teologia cristã não conservou o sagrado que lhe foi confiado | ||
| + | * O rastro grego antemetafísico e a preservação na arte | ||
| + | * Heidegger supõe que o pensamento grego antemetafísico pode ter retido um rastro que conduz ao originário, | ||
| + | * Esta pensamento originário dos gregos é visto próximo do apelo do sagrado realizado nos templos gregos | ||
| + | * A arte, que traduz a verdade em obra, pode ter conservado melhor a essência originária da verdade do que a filosofia e a ciência | ||
| + | * Hölderlin como herdeiro transformado e impulso decisivo | ||
| + | * A tragédia grega expressou em palavras o que a arquitetura e escultura gregas formaram | ||
| + | * Na época atual, a palavra da tragédia foi retomada, de forma transformada, | ||
| + | * O discurso poético de Hölderlin torna-se um impulso decisivo para o pensamento de Heidegger | ||
| + | * Ao acessar seu dizer mais próprio, Hölderlin transformou o saber sobre a verdade do helenismo, do cristianismo e do Oriente em geral | ||
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