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estudos:patocka:patocka-existencia

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-    A Dificuldade de Conceitualizar a Existência e a Natureza do Pensamento +    * A Dificuldade de Conceitualizar a Existência e a Natureza do Pensamento 
-      A carência de um conceito objetivo de existência, cuja essência reside na objetividade que o pensamento fixa para que se pense algo idêntico. +      * A carência de um conceito objetivo de existência, cuja essência reside na objetividade que o pensamento fixa para que se pense algo idêntico. 
-      A fundamentação de todo o saber e da ciência no facto de pensar o idêntico, o que confere clareza e eficácia. +      * A fundamentação de todo o saber e da ciência no facto de pensar o idêntico, o que confere clareza e eficácia. 
-      A existência de um pensamento não-científico, desde os primórdios da humanidade, que se realizava através de mitos, narrações e criações poéticas. +      * A existência de um pensamento não-científico, desde os primórdios da humanidade, que se realizava através de mitos, narrações e criações poéticas. 
-      A materialização desse pensamento arcaico em sentimentos, instituições, obras plásticas e comportamentos ritualísticos, nos quais o homem se relaciona com o Universo e funda uma comunidade. +      * A materialização desse pensamento arcaico em sentimentos, instituições, obras plásticas e comportamentos ritualísticos, nos quais o homem se relaciona com o Universo e funda uma comunidade. 
-      A possibilidade de esse pensamento mitológico encerrar um sentido profundo e verdade, se a verdade não for circunscrita ao pensar objetivo, mas entendida como um modo de compreensão que orienta na vida e na existência. +      * A possibilidade de esse pensamento mitológico encerrar um sentido profundo e verdade, se a verdade não for circunscrita ao pensar objetivo, mas entendida como um modo de compreensão que orienta na vida e na existência. 
-      A persistência de temas míticos, como o de Édipo, que o psicanálise contemporâneo vê repetir-se em cada indivíduo, ou as figuras de Orestes e Penteseleia, que perduram na poesia, literatura e arte. +      * A persistência de temas míticos, como o de Édipo, que o psicanálise contemporâneo vê repetir-se em cada indivíduo, ou as figuras de Orestes e Penteseleia, que perduram na poesia, literatura e arte. 
-      A interrogação sobre a existência de um modo de pensar distinto do objetivo, que produz sentido e toca o homem mais profundamente, tal como demonstrado por Shakespeare ao reviver temas míticos. +      * A interrogação sobre a existência de um modo de pensar distinto do objetivo, que produz sentido e toca o homem mais profundamente, tal como demonstrado por Shakespeare ao reviver temas míticos. 
-      A recorrência do mito de Orfeu na obra "A Flauta Mágica" de Mozart e nos sonetos de Rilke.+      * A recorrência do mito de Orfeu na obra "A Flauta Mágica" de Mozart e nos sonetos de Rilke.
  
-    A Ilustração da Existência através de Obras Literárias com Múltiplos Planos de Sentido +    * A Ilustração da Existência através de Obras Literárias com Múltiplos Planos de Sentido 
-      A recomendação do recurso a exemplos literários para representar o que é a existência, devido à singular impressão de vida que transmitem. +      * A recomendação do recurso a exemplos literários para representar o que é a existência, devido à singular impressão de vida que transmitem. 
-      A evocação, por parte do autor, do que está em jogo na vida do homem através da distribuição da ação em múltiplos planos, que são etapas da relação consigo mesmo. +      * A evocação, por parte do autor, do que está em jogo na vida do homem através da distribuição da ação em múltiplos planos, que são etapas da relação consigo mesmo. 
-      A manifestação dessa relação consigo mesmo como um velar e um revelar a existência, um franqueamento e uma abertura. +      * A manifestação dessa relação consigo mesmo como um velar e um revelar a existência, um franqueamento e uma abertura. 
-      A análise de três possibilidades artísticas de trabalhar com distintas esferas e planos, presentes em "Palmeiras Selvagens" de Faulkner, "Doutor Fausto" de Thomas Mann e "O Idiota" de Dostoievski. +      * A análise de três possibilidades artísticas de trabalhar com distintas esferas e planos, presentes em "Palmeiras Selvagens" de Faulkner, "Doutor Fausto" de Thomas Mann e "O Idiota" de Dostoievski. 
-      O fenômeno comum a estas obras: a ação desenrolar-se em distintos planos, a partir dos quais as coisas e os acontecimentos saltam à vista.+      * O fenômeno comum a estas obras: a ação desenrolar-se em distintos planos, a partir dos quais as coisas e os acontecimentos saltam à vista.
  
-    A Estrutura Bipolar e a Unidade de Sentido em "Palmeiras Selvagens" de Faulkner +    * A Estrutura Bipolar e a Unidade de Sentido em "Palmeiras Selvagens" de Faulkner 
-      A presença de duas histórias sem relação causal, conectadas apenas pela correspondência entre dois planos de sentido que se copertencem e completam. +      * A presença de duas histórias sem relação causal, conectadas apenas pela correspondência entre dois planos de sentido que se copertencem e completam. 
-      A consecução de uma unidade da obra mais estreita que a do romance clássico, que não é de ação nem psicológica, mas uma unidade de sentido. +      * A consecução de uma unidade da obra mais estreita que a do romance clássico, que não é de ação nem psicológica, mas uma unidade de sentido. 
-      A localização de ambas as histórias no meio de um elemento desencadeado: a paixão amorosa e a inundação de um grande rio. +      * A localização de ambas as histórias no meio de um elemento desencadeado: a paixão amorosa e a inundação de um grande rio. 
-      A busca do absoluto no homem, na primeira história, através da identificação com um elemento que exige a transgressão de todas as convenções, lei e mandamentos, e o seu fracasso sob o peso da contingência. +      * A busca do absoluto no homem, na primeira história, através da identificação com um elemento que exige a transgressão de todas as convenções, lei e mandamentos, e o seu fracasso sob o peso da contingência. 
-      A busca do absoluto num presidiário levado a tarefas de salvamento, um romântico cujo verdadeiro rosto é desvelado no instante da responsabilidade. +      * A busca do absoluto num presidiário levado a tarefas de salvamento, um romântico cujo verdadeiro rosto é desvelado no instante da responsabilidade. 
-      A ação do presidiário, que salva duas vidas humanas com naturalidade fraterna, sem preocupação com vantagens ou reconhecimento, para depois regressar ao presídio.+      * A ação do presidiário, que salva duas vidas humanas com naturalidade fraterna, sem preocupação com vantagens ou reconhecimento, para depois regressar ao presídio.
  
-    O Aprofundamento Progressivo através de Planos Superpostos em "Doutor Fausto" de Thomas Mann +    * O Aprofundamento Progressivo através de Planos Superpostos em "Doutor Fausto" de Thomas Mann 
-      A apresentação da mesma trama e personagens sobre três planos distintos, cada um portador de um sentido novo e de crescente profundidade. +      * A apresentação da mesma trama e personagens sobre três planos distintos, cada um portador de um sentido novo e de crescente profundidade. 
-      A figura de Adrian Leverkühn como o novo Fausto, que, para romper as barreiras das convenções, busca ganhar para a arte os conteúdos venenosos da sua época. +      * A figura de Adrian Leverkühn como o novo Fausto, que, para romper as barreiras das convenções, busca ganhar para a arte os conteúdos venenosos da sua época. 
-      O sucesso desse empreendimento ao preço da sua própria condenação e da destruição de tudo o que é positivo com que contacta. +      * O sucesso desse empreendimento ao preço da sua própria condenação e da destruição de tudo o que é positivo com que contacta. 
-      A produção de uma nova perfeição e de uma obra-prima autêntica somente através da negação absoluta. +      * A produção de uma nova perfeição e de uma obra-prima autêntica somente através da negação absoluta. 
-      A transformação da obra na verdade da mais amarga realidade, onde esta encontra uma paradoxal redenção sem salvação. +      * A transformação da obra na verdade da mais amarga realidade, onde esta encontra uma paradoxal redenção sem salvação. 
-      O plano da contingência empírica, onde a ação é uma história de casualidades fortuitas, como a influência da sífilis na genialidade de Leverkühn ou o ambiente de artistas pervertidos. +      * O plano da contingência empírica, onde a ação é uma história de casualidades fortuitas, como a influência da sífilis na genialidade de Leverkühn ou o ambiente de artistas pervertidos. 
-      O plano mais profundo da responsabilidade, onde os fatos contingentes formam um destino único livremente escolhido, sendo determinante a constituição interna da pessoa. +      * O plano mais profundo da responsabilidade, onde os fatos contingentes formam um destino único livremente escolhido, sendo determinante a constituição interna da pessoa. 
-      A remissão deste plano subjetivo para o plano absoluto do bem e do mal, simbolizado pelo encontro pessoal de Leverkühn com o diabo. +      * A remissão deste plano subjetivo para o plano absoluto do bem e do mal, simbolizado pelo encontro pessoal de Leverkühn com o diabo. 
-      O combate decisivo da sorte do eu à beira do abismo da aniquilação, onde a personalidade negativa se quebra e assume a tarefa de salvar a todos através de um juízo sobre si mesma. +      * O combate decisivo da sorte do eu à beira do abismo da aniquilação, onde a personalidade negativa se quebra e assume a tarefa de salvar a todos através de um juízo sobre si mesma. 
-      A cena final terrível, na qual a sociedade assiste à confissão incompreensível de Leverkühn e ao seu mergulho na loucura.+      * A cena final terrível, na qual a sociedade assiste à confissão incompreensível de Leverkühn e ao seu mergulho na loucura.
  
-    A Confrontação de Planos Vitais na Trama de "O Idiota" de Dostoievski +    * A Confrontação de Planos Vitais na Trama de "O Idiota" de Dostoievski 
-      O desenvolvimento do drama pelo entrecruzar de distintas trajetórias vitais que correspondem a planos essencialmente distintos. +      * O desenvolvimento do drama pelo entrecruzar de distintas trajetórias vitais que correspondem a planos essencialmente distintos. 
-      A geração de uma história empiria pela confrontação dessas trajetórias, que desde o início faz sentir o alento de outro mundo. +      * A geração de uma história empiria pela confrontação dessas trajetórias, que desde o início faz sentir o alento de outro mundo. 
-      A importância de episódios como o encontro entre Rogojin e Michkin no comboio, ou as cenas de Michkin com Gavrila Ardalionovich e com o general Iepantchin. +      * A importância de episódios como o encontro entre Rogojin e Michkin no comboio, ou as cenas de Michkin com Gavrila Ardalionovich e com o general Iepantchin. 
-      A convergência desses episódios para o "juízo" sobre a sociedade e sobre si mesma que Nastássia Filippovna organiza. +      * A convergência desses episódios para o "juízo" sobre a sociedade e sobre si mesma que Nastássia Filippovna organiza. 
-      O enredo de intrigas e acontecimentos que culmina no entrelaçar e confrontar dos distintos planos de vida, encarnados nas suas figuras. +      * O enredo de intrigas e acontecimentos que culmina no entrelaçar e confrontar dos distintos planos de vida, encarnados nas suas figuras. 
-      A caracterização dos planos: o general e Gania, no plano dos interesses triviais e inferiores; Nastássia Filippovna, no plano da vontade de chegar a ser ela mesma; o Príncipe Michkin, no plano da verdade absoluta e do juízo já iniciado.+      * A caracterização dos planos: o general e Gania, no plano dos interesses triviais e inferiores; Nastássia Filippovna, no plano da vontade de chegar a ser ela mesma; o Príncipe Michkin, no plano da verdade absoluta e do juízo já iniciado.
  
-    O Estatuto Fenomenológico dos Exemplos Literários e a sua Relação com a Existência +    * O Estatuto Fenomenológico dos Exemplos Literários e a sua Relação com a Existência 
-      A interrogação sobre o que provam os fatos literários, sendo reconhecido que são estruturas puramente artísticas, analisáveis pela crítica literária e estética. +      * A interrogação sobre o que provam os fatos literários, sendo reconhecido que são estruturas puramente artísticas, analisáveis pela crítica literária e estética. 
-      A afirmação de que, contudo, tais fatos mostram algo, nomeadamente a impressão de que a vida discorre em distintos planos com diferentes valores de ser. +      * A afirmação de que, contudo, tais fatos mostram algo, nomeadamente a impressão de que a vida discorre em distintos planos com diferentes valores de ser. 
-      A referência a experiências paradoxais da vida, onde o vazio surge na plenitude ou uma revelação surge no vazio, como fenômenos que não podem ser uma pura nada. +      * A referência a experiências paradoxais da vida, onde o vazio surge na plenitude ou uma revelação surge no vazio, como fenômenos que não podem ser uma pura nada. 
-      A distinção entre facto científico, objetivamente comprovável e inserido numa realidade objetiva, e fenômeno, que traz consigo o seu sentido e pode ser investigado por si mesmo. +      * A distinção entre facto científico, objetivamente comprovável e inserido numa realidade objetiva, e fenômeno, que traz consigo o seu sentido e pode ser investigado por si mesmo. 
-      A investigação dos fenômenos por si mesmos tem preferência, pois a própria realidade objetiva é dada através dos fenômenos.+      * A investigação dos fenômenos por si mesmos tem preferência, pois a própria realidade objetiva é dada através dos fenômenos.
  
-    A Gênese do Conceito de Existência a partir da Clarificação de Fenômenos Vitais +    * A Gênese do Conceito de Existência a partir da Clarificação de Fenômenos Vitais 
-      A origem do conceito de existência na clarificação de fenômenos como o viver em "distintos planos" da existência. +      * A origem do conceito de existência na clarificação de fenômenos como o viver em "distintos planos" da existência. 
-      A travessia desses planos pelo perder-se a si mesmo, buscar-se a si mesmo e, por vezes, encontrar-se a si mesmo. +      * A travessia desses planos pelo perder-se a si mesmo, buscar-se a si mesmo e, por vezes, encontrar-se a si mesmo. 
-      A apresentação do homem sob uma luz problemática, como algo em relação ao qual o próprio homem se comporta de modo distinto em comparação com tudo o mais. +      * A apresentação do homem sob uma luz problemática, como algo em relação ao qual o próprio homem se comporta de modo distinto em comparação com tudo o mais. 
-      A razão desse comportamento distinto: no seu ser, algo lhe vai, ele está interessado em si mesmo, o seu próprio ser não lhe é indiferente. +      * A razão desse comportamento distinto: no seu ser, algo lhe vai, ele está interessado em si mesmo, o seu próprio ser não lhe é indiferente. 
-      A decisão acerca do modo em que existimos em cada instante do nosso fazer ou não fazer, tal como expresso na expressão latina "vitam ducere".+      * A decisão acerca do modo em que existimos em cada instante do nosso fazer ou não fazer, tal como expresso na expressão latina "vitam ducere".
  
-    A Especificidade do Ser Humano face à Descoberta de Si Mesmo +    * A Especificidade do Ser Humano face à Descoberta de Si Mesmo 
-      O comportamento distinto do homem em relação a si mesmo, porque é a única coisa no mundo que ele próprio não pode descobrir. +      * O comportamento distinto do homem em relação a si mesmo, porque é a única coisa no mundo que ele próprio não pode descobrir. 
-      O pressuposto do descobrir: a coisa já estar de algum modo, o seu ser não depender de ser descoberta. +      * O pressuposto do descobrir: a coisa já estar de algum modo, o seu ser não depender de ser descoberta. 
-      A objeção da ciência natural contemporânea, que afirma que o objeto não é independente da forma como é descoberto, mas apenas no modo do seu aparecer, não no seu modo de ser. +      * A objeção da ciência natural contemporânea, que afirma que o objeto não é independente da forma como é descoberto, mas apenas no modo do seu aparecer, não no seu modo de ser. 
-      A indiferença da natureza, tanto em relação a mim como em relação a si mesma, sendo a sua aparição algo que devo forçar. +      * A indiferença da natureza, tanto em relação a mim como em relação a si mesma, sendo a sua aparição algo que devo forçar. 
-      A interrogação sobre se o meu próprio ser é análogo a um pedaço de lava na superfície da lua, uma soma de disposições, dotes e circunstâncias. +      * A interrogação sobre se o meu próprio ser é análogo a um pedaço de lava na superfície da lua, uma soma de disposições, dotes e circunstâncias. 
-      A questão sobre se os elementos determinantes (genes, constantes biológicas, determinantes sociológicas) são o eu íntimo ou apenas partes da situação em que a vida toma posse de si para decidir e mostrar o que ela é. +      * A questão sobre se os elementos determinantes (genes, constantes biológicas, determinantes sociológicas) são o eu íntimo ou apenas partes da situação em que a vida toma posse de si para decidir e mostrar o que ela é. 
-      A vida como mero descobrir e expor o que se é assemelhar-se-ia ao proceder do cientista com as coisas externas, sendo o contrário da vida tal como é efetivamente vivida.+      * A vida como mero descobrir e expor o que se é assemelhar-se-ia ao proceder do cientista com as coisas externas, sendo o contrário da vida tal como é efetivamente vivida.
  
-    A Realização da Vida e a Tradição Filosófica do Conceito de Existência +    * A Realização da Vida e a Tradição Filosófica do Conceito de Existência 
-      A efetividade da existência humana, que leva a cabo a sua própria vida, não sendo uma mera representação. +      * A efetividade da existência humana, que leva a cabo a sua própria vida, não sendo uma mera representação. 
-      A caracterização do ser efetivo como existência, em oposição ao conteúdo que dá forma ao ente, segundo a tradição filosófica. +      * A caracterização do ser efetivo como existência, em oposição ao conteúdo que dá forma ao ente, segundo a tradição filosófica. 
-      A demonstração por Aristóteles de que o ser verdadeiro não está encerrado num conteúdo entitativo, como pensava a concepção platônica da Ideia. +      * A demonstração por Aristóteles de que o ser verdadeiro não está encerrado num conteúdo entitativo, como pensava a concepção platônica da Ideia. 
-      A localização do ser no ato, na "energeia", no ser efetivo e ativo, realizando-se em entes concretos como Sócrates ou Pátroclo. +      * A localização do ser no ato, na "energeia", no ser efetivo e ativo, realizando-se em entes concretos como Sócrates ou Pátroclo. 
-      A concessão de independência a este ser concebido como ato por pensadores cristãos, para quem a cada ente corresponde um ato originário de existência recebido do ser absoluto. +      * A concessão de independência a este ser concebido como ato por pensadores cristãos, para quem a cada ente corresponde um ato originário de existência recebido do ser absoluto. 
-      A existência como algo absolutamente originário, irredutível à essência, ainda que sempre ligado a ela concretamente, originando a distinção real entre essência e existência na teologia cristã. +      * A existência como algo absolutamente originário, irredutível à essência, ainda que sempre ligado a ela concretamente, originando a distinção real entre essência e existência na teologia cristã. 
-      A reinterpretação hegeliana da existência como uma determinação do Absoluto, o necessário aparecer da essência, numa reedição do platonismo. +      * A reinterpretação hegeliana da existência como uma determinação do Absoluto, o necessário aparecer da essência, numa reedição do platonismo. 
-      A designação da alma humana por Hegel como "conceito que existe"+      * A designação da alma humana por Hegel como "conceito que existe"
-      A criação, por Kierkegaard, em contradição com Hegel, do conceito de "um pensador que existe".+      * A criação, por Kierkegaard, em contradição com Hegel, do conceito de "um pensador que existe".
  
-    A Existência Humana como Contradição e Individuação +    * A Existência Humana como Contradição e Individuação 
-      O aparecer da essência do homem através de uma compreensão mútua que não se alcança por estudo objetivo, pois o eu não é algo dado previamente. +      * O aparecer da essência do homem através de uma compreensão mútua que não se alcança por estudo objetivo, pois o eu não é algo dado previamente. 
-      A impossibilidade de registrar ou refletir passivamente a nossa ipseidade, nem de a criar, pois não somos absolutos. +      * A impossibilidade de registrar ou refletir passivamente a nossa ipseidade, nem de a criar, pois não somos absolutos. 
-      A claridade sobre o próprio ser como algo para o qual colaboramos e de que somos responsáveis, envolvendo não só "ciência" mas também "consciência" moral. +      * A claridade sobre o próprio ser como algo para o qual colaboramos e de que somos responsáveis, envolvendo não só "ciência" mas também "consciência" moral. 
-      A formulação de Kierkegaard: o nosso ser consiste na contradição de que o geral só possa existir como indivíduo. +      * A formulação de Kierkegaard: o nosso ser consiste na contradição de que o geral só possa existir como indivíduo. 
-      A contradição lógica entre a singularidade do indivíduo e a generalidade da essência. +      * A contradição lógica entre a singularidade do indivíduo e a generalidade da essência. 
-      A questão, já em Aristóteles, sobre se figuras como Sócrates ou Aquiles representam por si uma espécie, um tipo, sugerindo uma "individuação pela forma"+      * A questão, já em Aristóteles, sobre se figuras como Sócrates ou Aquiles representam por si uma espécie, um tipo, sugerindo uma "individuação pela forma"
-      A afirmação leibniziana de uma definição ideal de cada unidade existente, de cada mônada. +      * A afirmação leibniziana de uma definição ideal de cada unidade existente, de cada mônada. 
-      A supressão do caráter de contingência nesse suposto, pois o individual e o situacional seriam incorporados no geral. +      * A supressão do caráter de contingência nesse suposto, pois o individual e o situacional seriam incorporados no geral. 
-      A possibilidade de o homem se entregar por inteiro a uma ideia e sacrificar-se por ela apenas enquanto ser contingente, situado e indivíduo. +      * A possibilidade de o homem se entregar por inteiro a uma ideia e sacrificar-se por ela apenas enquanto ser contingente, situado e indivíduo. 
-      A existência como possível apenas no vínculo de dupla face entre a contingência e a essência, entre a singularidade histórica e a generalidade, entre a situação pré-dada e a livre determinação dos projetos de vida.+      * A existência como possível apenas no vínculo de dupla face entre a contingência e a essência, entre a singularidade histórica e a generalidade, entre a situação pré-dada e a livre determinação dos projetos de vida.
  
-    A Fundação mais Profunda da Existência na Autorrelação e Responsabilidade +    * A Fundação mais Profunda da Existência na Autorrelação e Responsabilidade 
-      A insuficiência da dualidade e contraditoriedade para definir a existência, faltando o seu fundamento mais profundo. +      * A insuficiência da dualidade e contraditoriedade para definir a existência, faltando o seu fundamento mais profundo. 
-      A proveniência desse fundamento do facto de que, nesta síntese, o eu se relaciona consigo mesmo, importando-lhe essencialmente o seu ser inteiro. +      * A proveniência desse fundamento do facto de que, nesta síntese, o eu se relaciona consigo mesmo, importando-lhe essencialmente o seu ser inteiro. 
-      O significado de "importar-me": responder por este ser, configurá-lo de tal modo que possa fazer-me responsável por ele, não sendo um mero facto. +      * O significado de "importar-me": responder por este ser, configurá-lo de tal modo que possa fazer-me responsável por ele, não sendo um mero facto. 
-      A proximidade da existência com a "energeia" ou "entelequeia" aristotélicas, sendo um ser que é ato de auto-realizar-se, autorreferencial. +      * A proximidade da existência com a "energeia" ou "entelequeia" aristotélicas, sendo um ser que é ato de auto-realizar-se, autorreferencial. 
-      A semelhança da existência com o movimento, como trânsito da possibilidade à realidade, sendo um existir na possibilidade.+      * A semelhança da existência com o movimento, como trânsito da possibilidade à realidade, sendo um existir na possibilidade.
  
-    A Realização da Existência no Elemento da Reflexão e da Comunicação +    * A Realização da Existência no Elemento da Reflexão e da Comunicação 
-      A produção do movimento da existência no elemento da reflexão, sem a qual não há existência. +      * A produção do movimento da existência no elemento da reflexão, sem a qual não há existência. 
-      A reflexão como momento da ação que toma consciência da polaridade entre a verdade e a não-verdade do viver, com as suas modalidades de ocultamento, cerração, ilusão e mentira. +      * A reflexão como momento da ação que toma consciência da polaridade entre a verdade e a não-verdade do viver, com as suas modalidades de ocultamento, cerração, ilusão e mentira. 
-      Os distintos planos da existência humana como planos da relação com a verdade: da cerração, da disposição para tomar consciência moral, da abertura e estabilização numa verdade. +      * Os distintos planos da existência humana como planos da relação com a verdade: da cerração, da disposição para tomar consciência moral, da abertura e estabilização numa verdade. 
-      A reflexão como ação, não mera meditação, exemplificada no presidiário de "Palmeiras Selvagens", cuja reflexividade se expressa como liberação do inessencial e remissão absoluta a si mesmo. +      * A reflexão como ação, não mera meditação, exemplificada no presidiário de "Palmeiras Selvagens", cuja reflexividade se expressa como liberação do inessencial e remissão absoluta a si mesmo. 
-      A reflexão como elemento da ação interior que rompe a cerração e abre o eu a si mesmo e aos outros. +      * A reflexão como elemento da ação interior que rompe a cerração e abre o eu a si mesmo e aos outros. 
-      A existência como conducente à comunicação, que não é transmissão de um conteúdo qualquer, mas abertura e proximidade total perante alguém. +      * A existência como conducente à comunicação, que não é transmissão de um conteúdo qualquer, mas abertura e proximidade total perante alguém. 
-      A ligação da revelação da verdade da pessoa ao facto de nos decidirmos pela verdade perante alguém: a criança perante o pai, o cidadão perante o Estado, a existência perante a transcendência. +      * A ligação da revelação da verdade da pessoa ao facto de nos decidirmos pela verdade perante alguém: a criança perante o pai, o cidadão perante o Estado, a existência perante a transcendência. 
-      A existência como "ser-aí", superação de uma cerração que a retrai da mirada e a trata como uma coisa, um fardo ou um problema. +      * A existência como "ser-aí", superação de uma cerração que a retrai da mirada e a trata como uma coisa, um fardo ou um problema. 
-      O pesadume inerente ao ocultamento, mesmo na dispersão e no enredo no mundo, manifestando-se como desespero. +      * O pesadume inerente ao ocultamento, mesmo na dispersão e no enredo no mundo, manifestando-se como desespero. 
-      A passagem da desesperança passiva, como incapacidade de suportar a verdade, para uma revolta ativa, aferrando-se caprichosamente a uma abstração, projeto ou trauma, podendo acabar numa vontade de autodestruição.+      * A passagem da desesperança passiva, como incapacidade de suportar a verdade, para uma revolta ativa, aferrando-se caprichosamente a uma abstração, projeto ou trauma, podendo acabar numa vontade de autodestruição.
  
-    A Abertura da Existência no Assumir-se a Si Mesmo na Contingência +    * A Abertura da Existência no Assumir-se a Si Mesmo na Contingência 
-      O repouso da abertura da existência no eleger-se a si mesma, assumindo a plena concretude da sua situação e contingência. +      * O repouso da abertura da existência no eleger-se a si mesma, assumindo a plena concretude da sua situação e contingência. 
-      A apreensão da contingência como tarefa, tal como o presidiário apreende a possibilidade de salvar a mulher ou o Príncipe Michkin apreende a possibilidade de restaurar Nastássia Filippovna ao amor e à vida. +      * A apreensão da contingência como tarefa, tal como o presidiário apreende a possibilidade de salvar a mulher ou o Príncipe Michkin apreende a possibilidade de restaurar Nastássia Filippovna ao amor e à vida. 
-      A conquista da claridade sobre si não pelo meditar, mas por, no instante de perceber o que a situação exige, deixar livre a possibilidade que a existência já é, entregando-se incondicionalmente ao que lhe advém.+      * A conquista da claridade sobre si não pelo meditar, mas por, no instante de perceber o que a situação exige, deixar livre a possibilidade que a existência já é, entregando-se incondicionalmente ao que lhe advém.
  
-    A Conceptualização da Existência por Kierkegaard e a sua Recepção por Karl Jaspers +    * A Conceptualização da Existência por Kierkegaard e a sua Recepção por Karl Jaspers 
-      A exposição, por Kierkegaard, de aspectos, momentos e motivos de uma existência que se faz concreta, aspirando à clarificação filosófica do fenômeno da existência. +      * A exposição, por Kierkegaard, de aspectos, momentos e motivos de uma existência que se faz concreta, aspirando à clarificação filosófica do fenômeno da existência. 
-      A recusa de Kierkegaard em reclamar para si o nome de filósofo, em profundo desacordo com a filosofia de Hegel. +      * A recusa de Kierkegaard em reclamar para si o nome de filósofo, em profundo desacordo com a filosofia de Hegel. 
-      A chamada de atenção de Karl Jaspers, por ocasião da Primeira Guerra Mundial, sobre o significado fundamental da conceptualização kierkegaardiana da existência. +      * A chamada de atenção de Karl Jaspers, por ocasião da Primeira Guerra Mundial, sobre o significado fundamental da conceptualização kierkegaardiana da existência. 
-      A interpretação filosófica de Jaspers da existência, baseada na "referência a Kierkegaard" da sua "Psicologia das Concepções do Mundo" de 1919. +      * A interpretação filosófica de Jaspers da existência, baseada na "referência a Kierkegaard" da sua "Psicologia das Concepções do Mundo" de 1919. 
-      O desenvolvimento, a partir deste marco, de três grandes programas de filosofia da existência.+      * O desenvolvimento, a partir deste marco, de três grandes programas de filosofia da existência.
  
-    A Filosofia da Existência de Karl Jaspers: Situações Limite e Comunicação +    * A Filosofia da Existência de Karl Jaspers: Situações Limite e Comunicação 
-      A interpretação dos fenômenos da existência com conceitos da filosofia kantiana: oposição entre ser e dever-ser, fenômeno e coisa em si, pensar objetivo e pensar com sentido ativo. +      * A interpretação dos fenômenos da existência com conceitos da filosofia kantiana: oposição entre ser e dever-ser, fenômeno e coisa em si, pensar objetivo e pensar com sentido ativo. 
-      A concepção do homem como originariamente mera existência que discorre em distintas situações, relacionando-se com o donável, daí procedendo a conduta racional. +      * A concepção do homem como originariamente mera existência que discorre em distintas situações, relacionando-se com o donável, daí procedendo a conduta racional. 
-      A inautenticidade da vida que evita o conhecimento de que o donável radica no indonável, nas "situações limite", que ficam fora do campo de visão. +      * A inautenticidade da vida que evita o conhecimento de que o donável radica no indonável, nas "situações limite", que ficam fora do campo de visão. 
-      A integração na vida das situações limite como tensão para o limite e possibilidade de chegar a ser uma existência. +      * A integração na vida das situações limite como tensão para o limite e possibilidade de chegar a ser uma existência. 
-      A existência como não sendo objeto possível do saber, mas algo a que só se pode apelar ou convocar. +      * A existência como não sendo objeto possível do saber, mas algo a que só se pode apelar ou convocar. 
-      A enumeração das situações limite: a contingência da vida; a morte, o sofrimento, a luta e a culpa; o encontrar-se situada e a historicidade em geral. +      * A enumeração das situações limite: a contingência da vida; a morte, o sofrimento, a luta e a culpa; o encontrar-se situada e a historicidade em geral. 
-      A existência como o núcleo da humanidade, o que o homem pode ser e está chamado a ser, incondicional, paradoxal e nunca cognoscível ou clausurável. +      * A existência como o núcleo da humanidade, o que o homem pode ser e está chamado a ser, incondicional, paradoxal e nunca cognoscível ou clausurável. 
-      A visão de Jaspers concebida para fazer justiça tanto à razão (verdades objetivas) como à existência (verdade com significado para a vida). +      * A visão de Jaspers concebida para fazer justiça tanto à razão (verdades objetivas) como à existência (verdade com significado para a vida). 
-      A concepção que permite a comunicação e compreensão recíproca mesmo a partir de experiências existenciais e concepções metafísicas distintas. +      * A concepção que permite a comunicação e compreensão recíproca mesmo a partir de experiências existenciais e concepções metafísicas distintas. 
-      As limitações da concepção de Jaspers: permanência no kantismo, falta de critério para distinguir o existencialmente arbitrário do forçoso, incapacidade de solucionar o problema da unidade espiritual. +      * As limitações da concepção de Jaspers: permanência no kantismo, falta de critério para distinguir o existencialmente arbitrário do forçoso, incapacidade de solucionar o problema da unidade espiritual. 
-      A caracterização do pensamento de Jaspers como um verdadeiro filosofar, mas cujo resultado não é uma filosofia unitária.+      * A caracterização do pensamento de Jaspers como um verdadeiro filosofar, mas cujo resultado não é uma filosofia unitária.
  
-    A Ontologia da Existência em Martin Heidegger: Ser-no-Mundo e Cura +    * A Ontologia da Existência em Martin Heidegger: Ser-no-Mundo e Cura 
-      A concepção da existência como conceito de alcance ontológico, permitindo uma renovação da pergunta pelo "ser"+      * A concepção da existência como conceito de alcance ontológico, permitindo uma renovação da pergunta pelo "ser"
-      A compreensão da existência como um modo de ser próprio da vida humana, não como o mero existir empírico que chega a ser existência. +      * A compreensão da existência como um modo de ser próprio da vida humana, não como o mero existir empírico que chega a ser existência. 
-      O ser do homem como "ser-aí" (Dasein), um ser que precede o saber e a que pertence essencialmente uma autocompreensão. +      * O ser do homem como "ser-aí" (Dasein), um ser que precede o saber e a que pertence essencialmente uma autocompreensão. 
-      A compreensão do ser próprio como fundamento para compreender outros seres, sendo o ser objeto secundário ao ser do conhecimento. +      * A compreensão do ser próprio como fundamento para compreender outros seres, sendo o ser objeto secundário ao ser do conhecimento. 
-      O ser do homem como o ser de uma vida que se compreende a si mesma, fundando a consciência, e não o contrário. +      * O ser do homem como o ser de uma vida que se compreende a si mesma, fundando a consciência, e não o contrário. 
-      Os dois modos de autocompreensão: desviar a mirada de si ou afirmar-se no encontro consigo mesmo, sentindo a vida como carga. +      * Os dois modos de autocompreensão: desviar a mirada de si ou afirmar-se no encontro consigo mesmo, sentindo a vida como carga. 
-      A existência em autocompreensão como existir em possibilidades, não representando-as, mas pondo-as em prática, realizando-as e antecipando-as. +      * A existência em autocompreensão como existir em possibilidades, não representando-as, mas pondo-as em prática, realizando-as e antecipando-as. 
-      A articulação das possibilidades, desde as de curto alento até às mais essenciais e profundas, que colocam a alternativa de se subtrair ou apreender o próprio eu. +      * A articulação das possibilidades, desde as de curto alento até às mais essenciais e profundas, que colocam a alternativa de se subtrair ou apreender o próprio eu. 
-      O surgimento da compreensão das coisas, da sua "servicialidade", a partir da autocompreensão, no campo das nossas possibilidades. +      * O surgimento da compreensão das coisas, da sua "servicialidade", a partir da autocompreensão, no campo das nossas possibilidades. 
-      O mundo originário como uma trama de compreensão, uma co-compreensão do que há no interior desta trama, sendo "o meu mundo"+      * O mundo originário como uma trama de compreensão, uma co-compreensão do que há no interior desta trama, sendo "o meu mundo"
-      A estrutura essencial da vida no mundo que torna possível a unidade de contingência e idealidade: a unidade indivisível entre o estar situada, a preconcepção e o tender a. +      * A estrutura essencial da vida no mundo que torna possível a unidade de contingência e idealidade: a unidade indivisível entre o estar situada, a preconcepção e o tender a. 
-      O "projeto" como tendência que procede de um ponto de partida não projetável ("um projeto projetado") e que nos põe perante algo com que temos que nos havermos. +      * O "projeto" como tendência que procede de um ponto de partida não projetável ("um projeto projetado") e que nos põe perante algo com que temos que nos havermos. 
-      A denominação desta estrutura trinitária como "cura" (Sorge), excluindo ressonâncias de "cuidados dispensados" ou "solicitude"+      * A denominação desta estrutura trinitária como "cura" (Sorge), excluindo ressonâncias de "cuidados dispensados" ou "solicitude"
-      O caráter temporal da cura, não como tempo objetivo, mas como temporalidade que permite transcender o presente. +      * O caráter temporal da cura, não como tempo objetivo, mas como temporalidade que permite transcender o presente. 
-      A temporalização da temporalidade sempre a partir do futuro, pois a possibilidade decide o sentido e significado da situação. +      * A temporalização da temporalidade sempre a partir do futuro, pois a possibilidade decide o sentido e significado da situação. 
-      A afinidade de momentos do viver (situação, compreensão, fala, estado de caída) com momentos do tempo. +      * A afinidade de momentos do viver (situação, compreensão, fala, estado de caída) com momentos do tempo. 
-      A diferença essencial na temporalização conforme se aguarde passivamente as possibilidades ou se atue em sentido próprio. +      * A diferença essencial na temporalização conforme se aguarde passivamente as possibilidades ou se atue em sentido próprio. 
-      O despertar da consciência moral como a voz da cura que chama sem palavras, de volta à solidão e à necessidade de carregar com a vida mortal e finita. +      * O despertar da consciência moral como a voz da cura que chama sem palavras, de volta à solidão e à necessidade de carregar com a vida mortal e finita. 
-      A clara compreensão como um avançar angustiado até à possibilidade última e insuperável, a morte. +      * A clara compreensão como um avançar angustiado até à possibilidade última e insuperável, a morte. 
-      A integração desta possibilidade na existência fazendo brotar o estado de "resoluto", onde a existência se faz presente a sua protopossibilidade mais própria. +      * A integração desta possibilidade na existência fazendo brotar o estado de "resoluto", onde a existência se faz presente a sua protopossibilidade mais própria. 
-      A captação efetiva da situação somente na claridade do estado de resoluto, ganhando-se a personalidade própria e a autenticidade. +      * A captação efetiva da situação somente na claridade do estado de resoluto, ganhando-se a personalidade própria e a autenticidade. 
-      A quebra da "pseudopersonalidade" formada pela tradição, hábitos, instintos, despreocupação e simulação coletiva.+      * A quebra da "pseudopersonalidade" formada pela tradição, hábitos, instintos, despreocupação e simulação coletiva.
  
-    Síntese do Conceito de Existência em Heidegger +    * Síntese do Conceito de Existência em Heidegger 
-      A existência como conceito-chave para a filosofia da vida humana e para a autocompreensão da vida. +      * A existência como conceito-chave para a filosofia da vida humana e para a autocompreensão da vida. 
-      A subordinação da compreensão, consciência, saber e conhecimento ao ser, concebendo-se a partir dele. +      * A subordinação da compreensão, consciência, saber e conhecimento ao ser, concebendo-se a partir dele. 
-      A renovação do problema do ser, abandonado como abstração vazia, ao mostrar-se um modo de ser que se diferencia por princípio da "existentia" tradicional. +      * A renovação do problema do ser, abandonado como abstração vazia, ao mostrar-se um modo de ser que se diferencia por princípio da "existentia" tradicional. 
-      A renovação do problema da verdade, não como juízo correto, mas como verdade do ser que se oferece no aberto. +      * A renovação do problema da verdade, não como juízo correto, mas como verdade do ser que se oferece no aberto. 
-      O plantear do problema da práxis sobre uma base ontológica, após Kant, o idealismo alemão e Marx. +      * O plantear do problema da práxis sobre uma base ontológica, após Kant, o idealismo alemão e Marx. 
-      A existência como a chave para uma renovação total da filosofia, numa unidade reflexiva de todo o viver. +      * A existência como a chave para uma renovação total da filosofia, numa unidade reflexiva de todo o viver. 
-      A falta de sucesso de Heidegger em fundamentar este projeto, pois a sua ontologia transcende a ontologia da existência humana e abandona o quadro teoricamente controlável pela fenomenologia.+      * A falta de sucesso de Heidegger em fundamentar este projeto, pois a sua ontologia transcende a ontologia da existência humana e abandona o quadro teoricamente controlável pela fenomenologia.
  
-    A Simplificação Radical de Jean-Paul Sartre: Existência como Consciência e Negatividade +    * A Simplificação Radical de Jean-Paul Sartre: Existência como Consciência e Negatividade 
-      A interpretação do fenômeno da existência a partir da equiparação da existência com a consciência. +      * A interpretação do fenômeno da existência a partir da equiparação da existência com a consciência. 
-      A consciência como posição (tética) de um não-eu e consciência (não-tética) do eu, sem poder afirmar a sua própria existência porque não a pode objetivar. +      * A consciência como posição (tética) de um não-eu e consciência (não-tética) do eu, sem poder afirmar a sua própria existência porque não a pode objetivar. 
-      A impossibilidade de objetivação da existência porque não tem conteúdo positivo, sendo apenas um feixe de negações e modos de distinção do objeto. +      * A impossibilidade de objetivação da existência porque não tem conteúdo positivo, sendo apenas um feixe de negações e modos de distinção do objeto. 
-      A existência como distanciamento, diferenciação e ausência no seu núcleo. +      * A existência como distanciamento, diferenciação e ausência no seu núcleo. 
-      O ser-no-mundo como uma espécie de projeto temporal, um antecipar e reter, sendo cada projeto parte do projeto global que cada um de nós é. +      * O ser-no-mundo como uma espécie de projeto temporal, um antecipar e reter, sendo cada projeto parte do projeto global que cada um de nós é. 
-      A essência não-objetiva e não-real do projeto, escapando a toda a causalidade e sendo livre por essência. +      * A essência não-objetiva e não-real do projeto, escapando a toda a causalidade e sendo livre por essência. 
-      A verdade ou falta de verdade da existência no esforço por preservar o núcleo livre e sem âncoras ou por ancorá-lo no ente positivo, travando a existência com o ser. +      * A verdade ou falta de verdade da existência no esforço por preservar o núcleo livre e sem âncoras ou por ancorá-lo no ente positivo, travando a existência com o ser. 
-      A transparência e clareza originárias da existência em Sartre, em oposição à opacidade original em Jaspers e Heidegger. +      * A transparência e clareza originárias da existência em Sartre, em oposição à opacidade original em Jaspers e Heidegger. 
-      A falta de veracidade como projeção de um ideal de ser impossível e contraditório: o homem quer fundir o "em si" com o "para si", quer ser Deus. +      * A falta de veracidade como projeção de um ideal de ser impossível e contraditório: o homem quer fundir o "em si" com o "para si", quer ser Deus. 
-      A verdade da existência revelada no fracasso, que devolve à liberdade inalienável e infundamentável. +      * A verdade da existência revelada no fracasso, que devolve à liberdade inalienável e infundamentável. 
-      A existência em Sartre como originariamente livre e apenas ligada a certos projetos, não estando originariamente caída. +      * A existência em Sartre como originariamente livre e apenas ligada a certos projetos, não estando originariamente caída. 
-      A liberação e a verdade como quebra das armadilhas que os projetos lhe tendem. +      * A liberação e a verdade como quebra das armadilhas que os projetos lhe tendem. 
-      A consequência da equiparação existência-consciência: a indistinção entre claridade, consciência, saber e conhecimento. +      * A consequência da equiparação existência-consciência: a indistinção entre claridade, consciência, saber e conhecimento. 
-      A não incorporação da contribuição heideggeriana de que a existência é o plano onde ser e consciência se encontram. +      * A não incorporação da contribuição heideggeriana de que a existência é o plano onde ser e consciência se encontram. 
-      A contribuição de Sartre ao destacar o aspecto da corporalidade, uma incoerência no seu sistema, pois o corpo como facticidade não se subsume nem ao "em si" nem ao "para si". +      * A contribuição de Sartre ao destacar o aspecto da corporalidade, uma incoerência no seu sistema, pois o corpo como facticidade não se subsume nem ao "em si" nem ao "para si". 
-      O problema adicional de distinguir a facticidade privada do corpo da facticidade pública, natural e histórica. +      * O problema adicional de distinguir a facticidade privada do corpo da facticidade pública, natural e histórica. 
-      O mérito de Sartre em dirigir a atenção para estes problemas, posteriormente desenvolvidos por Merleau-Ponty. +      * O mérito de Sartre em dirigir a atenção para estes problemas, posteriormente desenvolvidos por Merleau-Ponty. 
-      A crítica de Ernst Tugendhat: a transparência do ser-para-si torna incompreensível o fenômeno do autoengano (má-fé), que Sartre analisa mas não explica a sua possibilidade. +      * A crítica de Ernst Tugendhat: a transparência do ser-para-si torna incompreensível o fenômeno do autoengano (má-fé), que Sartre analisa mas não explica a sua possibilidade. 
-      A devolução do existencialismo ao mundo da arte e da literatura por Sartre, através de um oficina de mitos existenciais em peças de teatro e romances. +      * A devolução do existencialismo ao mundo da arte e da literatura por Sartre, através de um oficina de mitos existenciais em peças de teatro e romances. 
-      O caráter ateu e niilista do programa sartriano, no qual Deus representa um ideal contraditório e sedutor. +      * O caráter ateu e niilista do programa sartriano, no qual Deus representa um ideal contraditório e sedutor. 
-      A proximidade de Sartre com a filosofia antropológica dos jovens hegelianos e de Feuerbach. +      * A proximidade de Sartre com a filosofia antropológica dos jovens hegelianos e de Feuerbach. 
-      A posterior descoberta da História como conceito de situação, influenciada pela obra de Karl Marx, e o esforço para incorporar estruturas existenciais na concepção objetiva da História.+      * A posterior descoberta da História como conceito de situação, influenciada pela obra de Karl Marx, e o esforço para incorporar estruturas existenciais na concepção objetiva da História.
  
-    Consequências da Concepção da Existência como Vida na Verdade +    * Consequências da Concepção da Existência como Vida na Verdade 
-      A vida na verdade não significa possuir a verdade na forma de juízos válidos ou contar com uma estrutura psíquica a priori. +      * A vida na verdade não significa possuir a verdade na forma de juízos válidos ou contar com uma estrutura psíquica a priori. 
-      A inadequação de conceber a verdade como juízo correto, ignorando os seus pressupostos. +      * A inadequação de conceber a verdade como juízo correto, ignorando os seus pressupostos. 
-      Os pressupostos da noção de verdade como juízo: a dependência da verificação e a entrada dos objetos numa conexão-de-compreensão. +      * Os pressupostos da noção de verdade como juízo: a dependência da verificação e a entrada dos objetos numa conexão-de-compreensão. 
-      A conexão-de-compreensão como originariamente a conexão do nosso mundo, que não é a reunião total das coisas, mas a conexão de sentido perante uma vida que se realiza a si mesma. +      * A conexão-de-compreensão como originariamente a conexão do nosso mundo, que não é a reunião total das coisas, mas a conexão de sentido perante uma vida que se realiza a si mesma. 
-      O mundo como um terceiro, distinto do ente, que mostra e desvela o que são e como são as coisas. +      * O mundo como um terceiro, distinto do ente, que mostra e desvela o que são e como são as coisas. 
-      A abertura das conexões do mundo graças a uma possibilidade fundamental da minha própria vida, que eu sou e realizo. +      * A abertura das conexões do mundo graças a uma possibilidade fundamental da minha própria vida, que eu sou e realizo. 
-      A relação com a verdade como originalmente prática, não teorética: "interessar-se por", "inclinar-se por" uma possibilidade essencial. +      * A relação com a verdade como originalmente prática, não teorética: "interessar-se por", "inclinar-se por" uma possibilidade essencial. 
-      A não-indiferença pelo ser próprio como condição suficiente para todo o estar na verdade, não sendo necessário colocar-se fora do Universo. +      * A não-indiferença pelo ser próprio como condição suficiente para todo o estar na verdade, não sendo necessário colocar-se fora do Universo. 
-      A capacidade de projetar o mundo, que é idêntica à própria realidade deste ser, ao seu ser próprio.+      * A capacidade de projetar o mundo, que é idêntica à própria realidade deste ser, ao seu ser próprio.
  
-    A Temporalidade Finita como Horizonte da Existência na Verdade +    * A Temporalidade Finita como Horizonte da Existência na Verdade 
-      A decisividade das possibilidades em que o homem existe essencialmente para o desvelamento das coisas e o compreender-se a si mesmo. +      * A decisividade das possibilidades em que o homem existe essencialmente para o desvelamento das coisas e o compreender-se a si mesmo. 
-      A relação do projeto das possibilidades humanas com a temporalidade finita do homem. +      * A relação do projeto das possibilidades humanas com a temporalidade finita do homem. 
-      A vida como vida no tempo, na tensão entre o princípio e o fim, que delimitam a nossa duração. +      * A vida como vida no tempo, na tensão entre o princípio e o fim, que delimitam a nossa duração. 
-      O tempo como horizonte que abre todo o compreender, no qual, retendo e antecipando, nos compreendemos a nós e às nossas possibilidades. +      * O tempo como horizonte que abre todo o compreender, no qual, retendo e antecipando, nos compreendemos a nós e às nossas possibilidades. 
-      A finitude da retenção, determinada pela facticidade do nosso começo, e da antecipação, determinada pelo ser-para-o-fim. +      * A finitude da retenção, determinada pela facticidade do nosso começo, e da antecipação, determinada pelo ser-para-o-fim. 
-      As dimensões fundamentais da temporalidade: o "já" e o "ainda não" como "êxtases" originários que emprestam sentido ao presente. +      * As dimensões fundamentais da temporalidade: o "já" e o "ainda não" como "êxtases" originários que emprestam sentido ao presente. 
-      O presente como o lugar onde o "já" e o "ainda não" se encontram e se realizam as possibilidades.+      * O presente como o lugar onde o "já" e o "ainda não" se encontram e se realizam as possibilidades.
  
-    A Existência como Movimento de Autodeterminação na Verdade +    * A Existência como Movimento de Autodeterminação na Verdade 
-      A definição da existência como movimento, pois projeta as suas possibilidades realizando-as, não as representando. +      * A definição da existência como movimento, pois projeta as suas possibilidades realizando-as, não as representando. 
-      A distinção entre o movimento da existência e a "dynamis" aristotélica, que é um cambio no domínio de contrários dados num substrato. +      * A distinção entre o movimento da existência e a "dynamis" aristotélica, que é um cambio no domínio de contrários dados num substrato. 
-      O movimento da existência como projeto de possibilidades que se realizam, sem um substrato passivamente determinado. +      * O movimento da existência como projeto de possibilidades que se realizam, sem um substrato passivamente determinado. 
-      O "eu" como algo que se determina a si mesmo, escolhendo livremente as suas possibilidades. +      * O "eu" como algo que se determina a si mesmo, escolhendo livremente as suas possibilidades. 
-      O significado de "livremente": um modo em que o que é, a possibilidade realizada, está na verdade, não se encobrindo sob ela, mas existindo realmente nela. +      * O significado de "livremente": um modo em que o que é, a possibilidade realizada, está na verdade, não se encobrindo sob ela, mas existindo realmente nela. 
-      O significado de "ser" como eleger-se a si mesmo, criar-se na verdade, chegar a fazer de mim o que sou, chegar a sê-lo. +      * O significado de "ser" como eleger-se a si mesmo, criar-se na verdade, chegar a fazer de mim o que sou, chegar a sê-lo. 
-      O fazer de mim o que sou em verdade como aceitar o que sou na minha contingência e finitude, com todo o pesadume e condicionamento. +      * O fazer de mim o que sou em verdade como aceitar o que sou na minha contingência e finitude, com todo o pesadume e condicionamento. 
-      O reconhecimento, nesta aceitação, da positividade que faz da vida outra coisa que não paixão inútil ou aferro vão ao mundo. +      * O reconhecimento, nesta aceitação, da positividade que faz da vida outra coisa que não paixão inútil ou aferro vão ao mundo. 
-      A possibilidade de transcender o aferramento estando contida no que o determina. +      * A possibilidade de transcender o aferramento estando contida no que o determina. 
-      A existência dotada de verdade como possibilidade que se faz realidade ao não ceder ao instinto de aligeirar o peso, ao tranquilizador e ao viver centrado em si mesmo.+      * A existência dotada de verdade como possibilidade que se faz realidade ao não ceder ao instinto de aligeirar o peso, ao tranquilizador e ao viver centrado em si mesmo.
  
-    Os Três Movimentos Fundamentais da Vida Humana +    * Os Três Movimentos Fundamentais da Vida Humana 
-      O pressuposto factual da realização da existência autêntica: ter feito pé no mundo, ter-se arraigado e, mais ainda, ter-se perdido no mundo, identificando-se com o trabalho e a função social. +      * O pressuposto factual da realização da existência autêntica: ter feito pé no mundo, ter-se arraigado e, mais ainda, ter-se perdido no mundo, identificando-se com o trabalho e a função social. 
-      A questão sobre se este movimento de dispersão copa a totalidade das minhas possibilidades, encobrindo o interesse essencial. +      * A questão sobre se este movimento de dispersão copa a totalidade das minhas possibilidades, encobrindo o interesse essencial. 
-      A consideração da vida na verdade pressupondo uma consideração dos movimentos fundamentais da existência humana. +      * A consideração da vida na verdade pressupondo uma consideração dos movimentos fundamentais da existência humana. 
-      A realização de uma possibilidade essencial da vida em cada um destes movimentos fundamentais. +      * A realização de uma possibilidade essencial da vida em cada um destes movimentos fundamentais. 
-      A determinação essencial de cada movimento pela nossa temporalidade, pela forma como existimos no tempo com base neles. +      * A determinação essencial de cada movimento pela nossa temporalidade, pela forma como existimos no tempo com base neles. 
-      A assunção da existência de três movimentos fundamentais, correspondentes a três necessidades e possibilidades fundamentais. +      * A assunção da existência de três movimentos fundamentais, correspondentes a três necessidades e possibilidades fundamentais. 
-      A caracterização do primeiro movimento: a relação com o que já existe, sendo o ser aceite o seu conteúdo, vivendo a coberto sob a proteção do preexistente. +      * A caracterização do primeiro movimento: a relação com o que já existe, sendo o ser aceite o seu conteúdo, vivendo a coberto sob a proteção do preexistente. 
-      A caracterização do segundo movimento: o abandono dessa esfera e a exposição à confrontação direta com as coisas e os outros homens, vivendo "a descoberto"+      * A caracterização do segundo movimento: o abandono dessa esfera e a exposição à confrontação direta com as coisas e os outros homens, vivendo "a descoberto"
-      O esforço humano por conservar a existência corpórea mediante o manejo das coisas, humanizando-as, o que exige uma coisificação dos homens. +      * O esforço humano por conservar a existência corpórea mediante o manejo das coisas, humanizando-as, o que exige uma coisificação dos homens. 
-      A designação deste segundo movimento como o mais perigoso, de maior alienação, podendo ser caracterizado como movimento de alienação. +      * A designação deste segundo movimento como o mais perigoso, de maior alienação, podendo ser caracterizado como movimento de alienação. 
-      A dimensão própria deste movimento: o presente. +      * A dimensão própria deste movimento: o presente. 
-      A produção do movimento da existência autêntica somente com base nos dois anteriores, como relação explícita consigo mesmo com o que neles torna possível o trato com os entes. +      * A produção do movimento da existência autêntica somente com base nos dois anteriores, como relação explícita consigo mesmo com o que neles torna possível o trato com os entes. 
-      O objeto deste último movimento: não um ente, mas o essencialmente distinto do ente, a possibilidade por excelência (o mundo, o ser como conexão de sentido). +      * O objeto deste último movimento: não um ente, mas o essencialmente distinto do ente, a possibilidade por excelência (o mundo, o ser como conexão de sentido). 
-      A dimensão própria deste movimento: o futuro, como raio de luz que ilumina sempre de um modo distinto, novo e finito.+      * A dimensão própria deste movimento: o futuro, como raio de luz que ilumina sempre de um modo distinto, novo e finito.
  
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