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| + | ====== Os Objetos imaginários (IC:59-70) ====== | ||
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| + | //Data: 2025-10-28 10:00// | ||
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| + | ==== L’Illumination du Coeur ==== | ||
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| + | I. A Natureza e o Estatuto dos Objetos Imaginários | ||
| + | * Os objetos imaginários apresentam-se ao sujeito radical com os mesmos atributos dos objetos sensíveis, sem o serem, pois não resultam da percepção sensorial, mas da memória ou da imaginação, | ||
| + | * Estes objetos abrangem desde imagens de experiências passadas, como o rosto de um amigo ou o sabor de uma fruta, até construções imaginárias de coisas nunca vistas, como o aspecto de um lugar desconhecido, | ||
| + | * A diferença fundamental reside em que o objeto sensível //hic et nunc// se dá como "outro que eu" e como real e existente, na medida em que o sujeito existe corporalmente, | ||
| + | * O sujeito humano geralmente distingue sem dificuldade a imagem do sensível //stricto sensu//, exceto na alucinação, | ||
| + | * Define-se a irrealidade ou ilusão como o momento em que uma coisa imaginária é tomada por sensível //stricto sensu// (alucinação) ou quando uma coisa sensível é considerada imaginária ou confundida com outra, sendo a veracidade de uma coisa sensível condicionada à sua não decepção, como a corda tomada por uma serpente. | ||
| + | * A aceitação da existência corporal do sujeito e das coisas sensíveis //hic et nunc// impõe, ao nível da constatação originária, | ||
| + | * A realidade sensível //lato sensu// compreende de forma indivisa a representação e a realidade sensível //stricto sensu// como duas dimensões de uma mesma realidade única, onde o sensível //stricto sensu// confere " | ||
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| + | II. A Classificação das Imagens quanto à sua Significação Existencial | ||
| + | * A " | ||
| + | * Estabelece-se uma classificação fundamental das imagens: as imagens não significativas, | ||
| + | * A significação existencial de uma imagem indica que ela pertence, por vezes através de longos desvios, à existência presente, passada ou futura dos objetos sensíveis //stricto sensu//, não remetendo para um " | ||
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| + | III. Análise das Imagens Diretamente Significativas: | ||
| + | * Uma lembrança é uma imagem que o sujeito consegue relacionar inteligivelmente com pelo menos uma situação passada caracterizada por percepções sensoriais das quais foi autor, sendo a imagem diretamente representativa, | ||
| + | * Conhecer ou transcender a imagem-lembrança não é sonhar acordado com associações, | ||
| + | * Uma previsão é uma imagem referível a percepções futuras, possíveis ou certas, que se apresenta perante a subjetividade radical e é fornecida pela imaginação, | ||
| + | * As representações do sensível anteriormente percebido ou a perceber, estabelecidas com o concurso do pensamento ativo, não podem decidir com certeza absoluta sobre o estatuto existencial desse sensível, dependendo a existência das coisas sensíveis //stricto sensu// do sentimento vívido de existir corporalmente, | ||
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| + | IV. As Imagens Indiretamente Significativas e a Questão do Testemunho | ||
| + | * Uma imagem é indiretamente significativa quando a sua significação está ligada a percepções sensoriais das quais o sujeito não foi autor, mas sim um outro que ele se representa, sendo a representação de segundo grau e envolvendo uma cadeia, por vezes longa e complexa, de testemunhos ou transmissores não humanos. | ||
| + | * O risco de a cadeia ser puramente mítica, ou seja, não significativa, | ||
| + | * A imagem não significativa, | ||
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| + | V. A Representação entre Significação e Mitologia | ||
| + | * As partes da representação tecidas com imagens significativas amalgamam-se com partes tecidas com imagens não significativas, | ||
| + | * A reflexão crítica e a interpretação de vestígios pretendem suprir a ausência de testemunhos, | ||
| + | * Uma imagem é significativa apenas se a sua existência no pensamento estiver ligada a percepções atuais ou inatuais, sendo o sujeito percebente o próprio ou outro sujeito humano representado, | ||
| + | * A conclusão é que a representação, | ||
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| + | //[ALLARD L’OLIVIER, | ||
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