estudos:olivier:allard-l-olivier-ic-42-52-a-expectativa
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| + | ====== A Expectativa (IC:42-52) ====== | ||
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| + | //Data: 2025-10-28 08:30// | ||
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| + | ==== L’Illumination du Coeur ==== | ||
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| + | === A Evidência Relativa === | ||
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| + | I. A Natureza do Princípio Radical Subjetivo e a Constatação Originária | ||
| + | * O sujeito puro não se identifica com os objetos da percepção, | ||
| + | * Este princípio radical é um ato de ser, não um pensamento sobre a existência, | ||
| + | * O princípio radical da subjetividade é o proferidor do " | ||
| + | * A constatação originária estabelece com evidência a existência do eu como pensante, imaginante e percebente, mas a realidade existencial das coisas sensíveis não se dá com a mesma evidência, podendo estas ser apenas imagens que pretendem existir, como num sonho onde se percebe coisas sensíveis que têm apenas a aparência de existir. | ||
| + | * É necessário, | ||
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| + | II. A Objetividade e a Classificação dos Objetos da Consciência | ||
| + | * Os termos " | ||
| + | * Todas as coisas, na sua qualidade de objetos, são " | ||
| + | * Ao visar as coisas que surgem e aparecem, o sujeito conhece-as como " | ||
| + | * O conhecimento acabado não é apenas obra do princípio radical visante, mas requer a intervenção do mental, o órgão do pensamento razoável, sendo a " | ||
| + | * Enquanto ser corporal, o sujeito é uma coisa sensível entre outras; enquanto pensamento, pensa coisas sensíveis; mas enquanto proferidor que diz " | ||
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| + | III. A Inobjetivabilidade do Princípio Radical Subjetivo | ||
| + | * Para além de todos os aspectos objetivos do " | ||
| + | * O princípio radical, sendo o visor, nunca pode ser ele próprio visado, tal como o olho corporal vê tudo exceto a si mesmo, a não ser através de um reflexo num espelho, sendo a noção deste princípio precisamente esse reflexo no espelho da objetividade. | ||
| + | * É necessário, | ||
| + | * É através desta pura subjetividade existencial que o sujeito existe de modo diferente de uma coisa, ainda que, sob outro ponto de vista, seja uma coisa visante, atuante e pensante no mundo das coisas sensíveis, na medida em que é também corporal, dotado de memória, inteligência, | ||
| + | |||
| + | IV. A Relação entre o Princípio Radical e o Conhecimento | ||
| + | * O princípio radical da subjetividade, | ||
| + | * Qualquer objeto visado é sempre radicalmente conhecido pelo simples facto de ser visado, ainda que não seja necessariamente conhecido de maneira acabada, sendo imediatamente conhecido como já conhecido ou como a ser conhecido, não havendo objeto não visado nem visão sem objeto. | ||
| + | * Neste sentido específico, | ||
| + | |||
| + | V. A Intencionalidade e a Questão da Existência | ||
| + | * A relação que une o sujeito puro ou radical ao objeto pode ser designada, seguindo Husserl, como " | ||
| + | * A radicalidade subjetiva de um sujeito conhecente visa não apenas os objetos sensíveis que o rodeiam, mas o seu próprio corpo, as suas partes, e todos os objetos inteligíveis ou imaginais mentalmente presentes, devendo a linha que separa o sujeito do não-sujeito isolar o sujeito radical, puro proferidor-visante, | ||
| + | * Husserl, ao prescrever a " | ||
| + | * É urgente reintroduzir a noção de " | ||
| + | |||
| + | VI. A Problematização da Existência das Coisas Sensíveis | ||
| + | * É certo que o sujeito existe devido à sua radicalidade subjetiva e que é uma coisa sensível entre outras devido à sua condição corporal, mas a existência corporal do sujeito e das coisas sensíveis que o rodeiam não é apoditicamente evidente, levantando-se a questão de saber o que exatamente existe pelo "raio existencificador" | ||
| + | * As coisas sensíveis elevam uma " | ||
| + | * A existência real do sujeito não implica necessariamente a existência real do mundo sensível no qual está corporalmente enviscerado, | ||
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| + | VII. A Evidência do Ser e a Distinção das Essências | ||
| + | * Se a existência das coisas sensíveis é problemática, | ||
| + | * A intuição do ser porta sobre dois elementos: primeiro, que todas as coisas " | ||
| + | * O Ser envolve tudo na sua extensão universal, incluindo o próprio princípio radical, subsume tanto o visto como aquele que vê, e diz-se universalmente de tudo, sendo ao mesmo tempo objetivo e subjetivo. | ||
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| + | //[ALLARD L’OLIVIER, | ||
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