estudos:olivier:allard-l-olivier-ic-37-41-constatacao-original
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| + | ====== Constatação original (IC:37-41) ====== | ||
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| + | //Data: 2025-10-28 08:10// | ||
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| + | ==== L’Illumination du Coeur ==== | ||
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| + | === A Evidência Relativa === | ||
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| + | I. A Transposição Semântica e Filosófica do Termo " | ||
| + | * A utilização do termo " | ||
| + | * A visão pelos olhos do corpo figura qualquer percepção sensorial, sendo que o que é dito sobre a vista pode ser dito, mutatis mutandis, da audição, do tato, do olfato ou do gosto, estabelecendo assim a " | ||
| + | * É possível e necessário operar uma transposição decisiva do conceito, na qual a visão pelos olhos do corpo figura comumente qualquer percepção, | ||
| + | * Por um consenso universal, o termo " | ||
| + | * Neste sentido, o termo " | ||
| + | * A conexão etimológica entre " | ||
| + | * A raiz VID = FID = ID cobre um espectro de noções interligadas: | ||
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| + | II. A Constatação Originária e a Dualidade da Posição do Eu no Mundo | ||
| + | * O início da busca pela verdade dá-se no instante em que a clarividência revela ao ignorante a profunda miséria da sua ignorância, | ||
| + | * O sujeito entra subitamente na consciência aguda e estupefacta do ser de "tudo isso", abrangendo a si mesmo e ao mundo das coisas sensíveis, sem ainda poder discernir onde reina a ilusão, fonte de erro e de ignorância. | ||
| + | * A relação entre o eu e o mundo é dupla e aparentemente paradoxal: por um lado, o eu está contido no mundo, como um ser corporal entre outros, com um lugar e um papel, movendo-se nele e preocupado com a sua subsistência; | ||
| + | * O sujeito é contido naquilo que contém e contém aquilo mesmo que o contém, sendo estes dois aspectos do " | ||
| + | * Contido no mundo, o eu existe realmente no seio de um mundo de existentes reais; contendo o mundo, o eu existe realmente a pensar um mundo de seres sensíveis que, porque são pensados, existem apenas como determinações do seu pensamento. | ||
| + | * Toda a certeza inerente à constatação originária se resume na certeza de que o eu existe e na certeza de que coisas são, sabendo que objetos se oferecem às visadas do que, na raiz do seu ser, o especifica como sujeito puro e radical. | ||
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| + | III. O espanto filosófico como estupor perante o ser | ||
| + | * A constatação originária é espanto, porque é clarividência, | ||
| + | * A estupefação e a angústia que a acompanha provêm de um sentimento intenso de fatalidade, nascido da consciência de ser inerente à clarividência, | ||
| + | * O espanto é o início de toda a filosofia, como afirma Sócrates no Teeteto, mas nem todos os espantos são da mesma qualidade, sendo melhor espantar-se por se estar ali, como este eu específico, | ||
| + | * A filosofia começa no instante em que aquele a quem os olhos se abriram constata que coisas são e que ele próprio existe, e que isto mesmo, que era evidente para os cegos sem espanto, é, na verdade, de uma estranheza radical e perturbadora, | ||
| + | * Esta tomada de consciência, | ||
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| + | IV. O Saber Herdado e a Certeza Inabalável do " | ||
| + | * O sujeito, agora sagazmente ignorante, dispõe do saber polimático acumulado durante o tempo da sua ignorância absoluta, um saber que é ambíguo, nem absolutamente vão nem absolutamente certo. | ||
| + | * Tal como não se pode contestar que se é um ser que percebe coisas sensíveis e que pensa sobre elas, também não se pode contestar que se dispõe deste saber herdado que se estende por múltiplos domínios, especialmente sobre a percepção sensorial e o pensamento. | ||
| + | * É necessário pôr ordem neste saber herdado, separando o verdadeiro do falso, especialmente acerca das percepções sensoriais e do pensamento, mantendo-o suspeito e examinando-o com circunspecção, | ||
| + | * O início da luz deu-se no interior do sujeito, e é nele, se for possível, que toda a luz deve ser feita, mantendo-se a incerteza sobre as coisas do mundo e o saber que se tem delas até então. | ||
| + | * A certeza fundamental e inabálavel é a de que "eu existo", | ||
| + | * Existir, ou melhor, ek-sistir, significa mais do que o simples verbo ser, significando emergir, levantar-se de, surgir ativamente, sendo que o sujeito que visa existe de modo seguro no modo da ex-sistência, | ||
| + | * Para além da certeza da própria existência, | ||
| + | * Por estar "lá diante" | ||
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| + | //[ALLARD L’OLIVIER, | ||
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