estudos:mcneill:relance:sabedoria-1999
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| + | ====== SABEDORIA (1999: | ||
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| + | A razão para essa discussão sobre o conhecimento, | ||
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| + | Qual é o objeto ou fim último do desejo de ver? De acordo com a análise de Aristóteles da tendência natural, ele deve ser encontrado na sophia, naquele tipo de conhecimento em que encontramos um theorein distinto e que constitui um fim em si mesmo. Aristóteles considera essa mutação final do eidenai no segundo capítulo do Livro I da Metafísica, | ||
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| + | Sophia, diz Aristóteles, | ||
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| + | Vários pontos decorrem disso. Primeiro, como Aristóteles indicou, a sabedoria pertencerá mais às ciências teóricas ou especulativas do que às ciências produtivas, pois estas últimas visam a algum resultado. Em segundo lugar, se desejamos a sabedoria por causa de eidenai, isso se deve ao fato de que essa visão é, em sua raiz, a própria essência da sophia. Em terceiro lugar, uma vez que a desejamos por causa dela mesma, a sophia deve ser autossuficiente e autofundamentada (embora certas pré-condições fáticas sejam, é claro, necessárias para que ela surja): ela deve ser seu próprio objeto ou fim ((Ver Ética a Nicômaco, 1177 a27f., onde Aristóteles atribui autossuficiência (autarkeia) à atividade de theorein que pertence à sophia)). E, em quarto lugar, o mesmo ponto é refletido novamente na própria estrutura do hou heneka: o “para-quê”, | ||
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| + | Quais são as implicações de tudo isso para o conhecimento que está sendo investigado? | ||
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| + | Em um sentido, então, o objeto desse conhecimento procurado já está de fato dado e, em última análise, não pode ser questionado, | ||
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| + | //MCNEILL, William. The Glance of the Eye. Heidegger, Aristotle, and the Ends of Theory. New York: SUNY, 1999// | ||
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