User Tools

Site Tools


estudos:malpas:malpas-2006-67-68-77-78-ser-em

Differences

This shows you the differences between two versions of the page.

Link to this comparison view

estudos:malpas:malpas-2006-67-68-77-78-ser-em [15/01/2026 20:13] – created - external edit 127.0.0.1estudos:malpas:malpas-2006-67-68-77-78-ser-em [17/01/2026 13:27] (current) mccastro
Line 5: Line 5:
 Ser e Tempo [SZ] contém muitos elementos da análise preliminar que já encontramos em seu pensamento anterior. Ele começa com a questão do ser, mas rapidamente passa a demonstrar a maneira pela qual essa questão já está implicada com a questão do ser daquele modo de ser que é o ser-aí e com o caráter de seu ser como ser-no-mundo. De uma perspectiva topológica, é notável, no entanto, que a análise substantiva da divisão I de Ser e Tempo comece com o problema de como entender a noção de “ser-em” (In-Sein) que é trazida à tona na ideia de ser-aí como um ser “no” mundo (e que já parece estar presente na própria ideia de “situacionalidade”). De fato, a esse respeito, a orientação fundamental de Ser e Tempo parece, desde o início, estar voltada para a articulação do que é uma estrutura essencialmente topológica — a estrutura daquele modo de ser que é constituído em termos de seu “aí”. Essa orientação topológica não deveria ser surpresa, dado o caminho que o pensamento de Heidegger já percorreu. No entanto, ao enfocar o “dentro” como um elemento-chave dentro dessa estrutura, também parece que Heidegger está adotando, desde o início, um conceito que é, de fato, essencialmente espacial. Ser e Tempo [SZ] contém muitos elementos da análise preliminar que já encontramos em seu pensamento anterior. Ele começa com a questão do ser, mas rapidamente passa a demonstrar a maneira pela qual essa questão já está implicada com a questão do ser daquele modo de ser que é o ser-aí e com o caráter de seu ser como ser-no-mundo. De uma perspectiva topológica, é notável, no entanto, que a análise substantiva da divisão I de Ser e Tempo comece com o problema de como entender a noção de “ser-em” (In-Sein) que é trazida à tona na ideia de ser-aí como um ser “no” mundo (e que já parece estar presente na própria ideia de “situacionalidade”). De fato, a esse respeito, a orientação fundamental de Ser e Tempo parece, desde o início, estar voltada para a articulação do que é uma estrutura essencialmente topológica — a estrutura daquele modo de ser que é constituído em termos de seu “aí”. Essa orientação topológica não deveria ser surpresa, dado o caminho que o pensamento de Heidegger já percorreu. No entanto, ao enfocar o “dentro” como um elemento-chave dentro dessa estrutura, também parece que Heidegger está adotando, desde o início, um conceito que é, de fato, essencialmente espacial.
  
-A ideia de “ser-em” é uma noção que entendemos primeiramente em termos da ideia de “ser-em algo”, pois uma coisa está contida em outra. Heidegger observa, na [seção 12 de Ser e Tempo->ET12], na qual a questão da natureza do “ser-em” é abordada pela primeira vez, que a frase “ser em algo”:+A ideia de “ser-em” é uma noção que entendemos primeiramente em termos da ideia de “ser-em algo”, pois uma coisa está contida em outra. Heidegger observa, na seção 12 de Ser e Tempo, na qual a questão da natureza do “ser-em” é abordada pela primeira vez, que a frase “ser em algo”:
  
 designa o tipo de Ser que uma entidade tem quando está “dentro” de outra, como a água está “dentro” do copo, ou a roupa está “dentro” do armário. Com esse “dentro”, queremos dizer a relação de Ser que duas entidades têm uma com a outra com relação à sua localização nesse espaço. Tanto a água quanto o copo, a roupa e o armário, estão “no” espaço e “em” um local, e ambos da mesma maneira. Essa relação de Ser pode ser ampliada: por exemplo, o banco está na sala de aula, a sala de aula está na universidade, a universidade está na cidade e assim por diante, até que possamos dizer que o banco está no “espaço-mundo”. designa o tipo de Ser que uma entidade tem quando está “dentro” de outra, como a água está “dentro” do copo, ou a roupa está “dentro” do armário. Com esse “dentro”, queremos dizer a relação de Ser que duas entidades têm uma com a outra com relação à sua localização nesse espaço. Tanto a água quanto o copo, a roupa e o armário, estão “no” espaço e “em” um local, e ambos da mesma maneira. Essa relação de Ser pode ser ampliada: por exemplo, o banco está na sala de aula, a sala de aula está na universidade, a universidade está na cidade e assim por diante, até que possamos dizer que o banco está no “espaço-mundo”.
estudos/malpas/malpas-2006-67-68-77-78-ser-em.txt · Last modified: by mccastro