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estudos:lumia:giuseppe-lumia-heidegger

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estudos:lumia:giuseppe-lumia-heidegger [16/01/2026 04:36] – created - external edit 127.0.0.1estudos:lumia:giuseppe-lumia-heidegger [26/01/2026 20:02] (current) mccastro
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-====== Giuseppe Lumia: Heidegger ======+====== Heidegger ======
  
 Martin Heidegger (1889) marca a confluência dos [[https://sofia.hyperlogos.info/giuseppe-lumia-a-filosofia-da-existencia-kierkegaard/|motivos existencialistas kierkegaardianos]] com o método fenomenológico de Husserl. A sua obra principal, Sein und Zeit, publicada em 1937 no «Jahrbuch» de Husserl, e deixada, como veremos, incompleta, pretende ser uma investigação do sentido do ser, conduzida segundo o método da fenomenologia. Na verdade, segundo Heidegger, o ser não pode ser estudado em si, pois que o ser é sempre o ser de um determinado ente, ou seja de qualquer coisa que é. É necessário, portanto, interrogar o ente para que ele nos informe sobre o próprio ser. Mas os entes são numerosos e circundam-nos de todos os lados. Qual escolher, pois, entre eles, para interrogá-lo acerca do próprio ser? Existe um, diz Heidegger, dotado de um particular privilégio que o indica como o mais idôneo para ser interrogado: é o próprio homem. De fato, o homem é o único ente para o qual a investigação do ser constitui um seu modo de ser. Por outras palavras, o homem é o único ser que pode interrogar-se a si mesmo acerca do próprio ser, o único que pode, de algum modo, «reportar-se ao ser», isto é, entrar em uma certa relação de compreensão com o ser. Martin Heidegger (1889) marca a confluência dos [[https://sofia.hyperlogos.info/giuseppe-lumia-a-filosofia-da-existencia-kierkegaard/|motivos existencialistas kierkegaardianos]] com o método fenomenológico de Husserl. A sua obra principal, Sein und Zeit, publicada em 1937 no «Jahrbuch» de Husserl, e deixada, como veremos, incompleta, pretende ser uma investigação do sentido do ser, conduzida segundo o método da fenomenologia. Na verdade, segundo Heidegger, o ser não pode ser estudado em si, pois que o ser é sempre o ser de um determinado ente, ou seja de qualquer coisa que é. É necessário, portanto, interrogar o ente para que ele nos informe sobre o próprio ser. Mas os entes são numerosos e circundam-nos de todos os lados. Qual escolher, pois, entre eles, para interrogá-lo acerca do próprio ser? Existe um, diz Heidegger, dotado de um particular privilégio que o indica como o mais idôneo para ser interrogado: é o próprio homem. De fato, o homem é o único ente para o qual a investigação do ser constitui um seu modo de ser. Por outras palavras, o homem é o único ser que pode interrogar-se a si mesmo acerca do próprio ser, o único que pode, de algum modo, «reportar-se ao ser», isto é, entrar em uma certa relação de compreensão com o ser.
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