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estudos:lumia:giuseppe-lumia-camus

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estudos:lumia:giuseppe-lumia-camus [16/01/2026 04:36] – created - external edit 127.0.0.1estudos:lumia:giuseppe-lumia-camus [26/01/2026 20:02] (current) mccastro
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-====== Giuseppe Lumia: Camus ======+====== Camus ======
  
 O encontro de filosofia e literatura, típico do existencialismo francês, tem em Albert Camus (1913-1960) o seu mais alto representante. Mas se [[https://sofia.hyperlogos.info/giuseppe-lumia-sartre/|Sartre]] é mais filósofo que literato, de modo que os seus dramas e romances aparecem como exemplificações da sua filosofia, Camus é, pelo contrário, mais literato que filósofo. As obras em que expõe de forma direta o seu pensamento filosófico têm simples valor de comentário e ilustração relativamente às obras de imaginação, nas quais se contém, aliás, o melhor da sua produção. Os seus romances, e particularmente L’Étranger e La Peste, serão recordados entre as obras primas da literatura francesa do nosso século, não só pela medida clássica, rigor e perfeição do estilo, mas ainda pela maneira como o conteúdo do pensamento se traduz sem o menor desvio em puro ritmo narrativo. Também Camus é, como Sartre, um filósofo do absurdo. Mas para ele o mundo, se bem que absurdo, não é nunca objeto de «náusea», e a liberdade humana, ao contrário do que acontece com Sartre, não se orienta de vez em quando sobre soluções variáveis e imprevisíveis, mas sobre regras essenciais, fundadas sobre a própria condição do homem. O encontro de filosofia e literatura, típico do existencialismo francês, tem em Albert Camus (1913-1960) o seu mais alto representante. Mas se [[https://sofia.hyperlogos.info/giuseppe-lumia-sartre/|Sartre]] é mais filósofo que literato, de modo que os seus dramas e romances aparecem como exemplificações da sua filosofia, Camus é, pelo contrário, mais literato que filósofo. As obras em que expõe de forma direta o seu pensamento filosófico têm simples valor de comentário e ilustração relativamente às obras de imaginação, nas quais se contém, aliás, o melhor da sua produção. Os seus romances, e particularmente L’Étranger e La Peste, serão recordados entre as obras primas da literatura francesa do nosso século, não só pela medida clássica, rigor e perfeição do estilo, mas ainda pela maneira como o conteúdo do pensamento se traduz sem o menor desvio em puro ritmo narrativo. Também Camus é, como Sartre, um filósofo do absurdo. Mas para ele o mundo, se bem que absurdo, não é nunca objeto de «náusea», e a liberdade humana, ao contrário do que acontece com Sartre, não se orienta de vez em quando sobre soluções variáveis e imprevisíveis, mas sobre regras essenciais, fundadas sobre a própria condição do homem.
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