estudos:lowith:heidegger-rosenzweig
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| + | ====== Martin Heidegger e Franz Rosenzweig ====== | ||
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| + | * Delimitação do problema da relação entre Heidegger e [[sofia> | ||
| + | * A questão central estabelece-se a partir do fato de que El ser y el tiempo representa o esforço mais radical de fundamentação ontológica da existência finita, ao passo que La estrella de la redención se configura como uma recusa explícita da totalização filosófica, | ||
| + | * A relação entre ambos não se apresenta como influência direta, mas como convergência problemática, | ||
| + | * O agregado de Rosenzweig deve ser compreendido como intervenção crítica indireta, situada no mesmo campo histórico-existencial, | ||
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| + | * O contexto intelectual da crise do idealismo e da metafísica sistemática | ||
| + | * O pano de fundo comum é a dissolução do idealismo alemão, especialmente em sua forma neokantiana, | ||
| + | * A Primeira Guerra Mundial atua como ruptura histórica decisiva, expondo a insuficiência das construções abstratas diante da facticidade da existência humana concreta. | ||
| + | * Tanto Heidegger quanto Rosenzweig partem do colapso da confiança na mediação racional universal, mas divergem quanto ao que deve ocupar o lugar deixado vago pela metafísica. | ||
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| + | * A crítica rosenzweiguiana ao idealismo e à totalidade filosófica | ||
| + | * Rosenzweig rejeita o idealismo por seu caráter totalizante, | ||
| + | * A filosofia idealista é interpretada como incapaz de acolher o acontecimento real da vida, da morte e da revelação, | ||
| + | * Contra isso, afirma-se a prioridade do acontecimento sobre o conceito, do fato sobre a dedução, e da existência vivida sobre a totalidade sistemática. | ||
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| + | * A crítica heideggeriana à metafísica da presença | ||
| + | * Heidegger rejeita a metafísica tradicional por compreender o ser a partir da presença constante, da substância e da permanência. | ||
| + | * Essa crítica conduz à destruição da ontologia clássica e à necessidade de repensar o ser a partir da temporalidade. | ||
| + | * O ser não é mais compreendido como ente supremo ou fundamento eterno, mas como aquilo que se dá na abertura temporal do Dasein. | ||
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| + | * A convergência inicial na facticidade da existência | ||
| + | * Ambos partem da facticidade como ponto de ruptura com a abstração filosófica. | ||
| + | * A existência humana não é derivada de princípios universais, mas constitui-se como situação concreta, histórica e finita. | ||
| + | * Essa convergência, | ||
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| + | * O conceito de tempo em Heidegger | ||
| + | * O tempo é a estrutura ontológica fundamental do ser do Dasein. | ||
| + | * A temporalidade não é um atributo entre outros, mas o horizonte no qual o ser pode ser compreendido. | ||
| + | * O ser é pensado exclusivamente a partir da finitude temporal, sem referência a qualquer eternidade transcendente. | ||
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| + | * O conceito de tempo em Rosenzweig | ||
| + | * O tempo não esgota o sentido da existência humana, pois está articulado à eternidade. | ||
| + | * A existência temporal é atravessada pela revelação, | ||
| + | * O tempo é compreendido a partir da criação e orientado para a redenção, e não como horizonte último do ser. | ||
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| + | * A morte como categoria central em Heidegger | ||
| + | * A morte é a possibilidade mais própria do Dasein, aquela que não pode ser delegada nem superada. | ||
| + | * A antecipação da morte funda a autenticidade, | ||
| + | * A morte não remete a nenhuma transcendência, | ||
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| + | * A morte como problema teológico-existencial em Rosenzweig | ||
| + | * A morte não pode ser assumida como sentido último da existência sem reduzir o humano ao desespero. | ||
| + | * A experiência da morte exige resposta que ultrapassa a filosofia, conduzindo à revelação. | ||
| + | * A morte é integrada na esperança da redenção, e não absolutizada como horizonte final. | ||
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| + | * Linguagem e pensamento | ||
| + | * Em Heidegger, a linguagem é o lugar do desvelamento do ser, inseparável da estrutura ontológica do Dasein. | ||
| + | * Em Rosenzweig, a linguagem é primariamente palavra dirigida, interpelação, | ||
| + | * A diferença entre linguagem ontológica e linguagem revelacional marca uma cisão decisiva entre ambos. | ||
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| + | * Revelação e ontologia | ||
| + | * Heidegger exclui metodologicamente a revelação do âmbito da ontologia. | ||
| + | * Rosenzweig afirma a revelação como acontecimento real que funda o sentido da existência. | ||
| + | * A ontologia é, para Rosenzweig, estruturalmente incapaz de acolher a totalidade da experiência humana. | ||
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| + | * A relação com o outro | ||
| + | * Em Heidegger, o ser-com é estrutura existencial, | ||
| + | * Em Rosenzweig, a relação eu-tu é originária e constitutiva. | ||
| + | * A interpelação do outro não é derivada, mas fundamento da subjetividade. | ||
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| + | * Mundo, criação e historicidade | ||
| + | * O mundo heideggeriano é horizonte de significatividade do Dasein. | ||
| + | * O mundo rosenzweiguiano é criação, realidade histórica aberta à redenção. | ||
| + | * Essa diferença implica concepções incompatíveis da história e do sentido. | ||
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| + | * Verdade e sentido último | ||
| + | * A verdade heideggeriana é desvelamento do ser na temporalidade. | ||
| + | * A verdade rosenzweiguiana é fidelidade à revelação. | ||
| + | * Não há síntese possível entre ambas sem perda de sentido. | ||
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| + | * Sentido do agregado rosenzweiguiano | ||
| + | * O agregado não é comentário exegético, mas tomada de posição filosófica. | ||
| + | * Trata-se de afirmar os limites intrínsecos de El ser y el tiempo. | ||
| + | * A ontologia da finitude é confrontada com o pensamento da redenção. | ||
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| + | * Conclusão | ||
| + | * Heidegger e Rosenzweig partem da mesma crise, mas seguem caminhos inconciliáveis. | ||
| + | * A filosofia da finitude e o pensamento da revelação representam alternativas irreconciliáveis. | ||
| + | * O agregado afirma a impossibilidade de encerrar o sentido da existência humana na ontologia do tempo. | ||
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