estudos:lowith:carl-schmitt-decisionismo
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| + | ====== Decisionismo de Carl Schmitt ====== | ||
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| + | KLH | ||
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| + | * Determinação do problema do decisionismo como núcleo da filosofia política schmittiana | ||
| + | * Delimitação do decisionismo como conceito não meramente jurídico, mas estruturalmente político, orientado pela centralidade da decisão soberana em situações de exceção | ||
| + | * Inserção do decisionismo no contexto histórico-intelectual da crise do liberalismo e da neutralização da política característica da modernidade tardia | ||
| + | * Indicação da afinidade metodológica entre decisionismo e teologia política, na medida em que ambos operam com conceitos-limite e situações extremas | ||
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| + | * Genealogia conceitual do decisionismo e sua relação com o ocasionalismo teológico | ||
| + | * Reconstrução do ocasionalismo como doutrina segundo a qual a causalidade imanente é suspensa em favor de uma intervenção decisiva exterior | ||
| + | * Transposição estrutural do ocasionalismo para o domínio político, onde a decisão soberana assume o papel de instância última não dedutível de normas | ||
| + | * Compreensão do decisionismo como secularização de esquemas teológicos aplicados à ordem estatal | ||
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| + | * Crítica schmittiana da neutralização liberal da política | ||
| + | * Identificação do liberalismo como processo histórico de despolitização mediante a substituição da decisão pelo debate e pela normatividade abstrata | ||
| + | * Análise da crença liberal na autorregulação racional e na discussão parlamentar como mecanismos de adiamento da decisão | ||
| + | * Diagnóstico da incapacidade liberal de lidar com situações extremas que exigem determinação imediata | ||
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| + | * A oposição entre norma e decisão | ||
| + | * Afirmação da prioridade lógica e ontológica da decisão em relação à norma | ||
| + | * Interpretação da norma como dependente de uma situação normal previamente decidida | ||
| + | * Esclarecimento de que a exceção revela a essência do político ao tornar visível o fundamento não normativo da ordem | ||
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| + | * A exceção como categoria fundamental do político | ||
| + | * Definição da exceção como situação em que a ordem jurídica é suspensa para preservar sua possibilidade | ||
| + | * Caracterização da exceção como irredutível à normatividade geral | ||
| + | * Compreensão da exceção como análoga ao milagre no campo teológico | ||
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| + | * Soberania e decisão | ||
| + | * Definição do soberano como aquele que decide sobre o estado de exceção | ||
| + | * Dissociação da soberania em relação a critérios morais, jurídicos ou utilitaristas prévios | ||
| + | * Centralidade da decisão soberana como ato fundador da ordem política | ||
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| + | * Crítica ao normativismo jurídico | ||
| + | * Contestação das teorias jurídicas que reduzem o direito a um sistema fechado de normas | ||
| + | * Argumentação segundo a qual todo ordenamento jurídico pressupõe uma decisão originária | ||
| + | * Demonstração da insuficiência do positivismo jurídico diante de situações de crise | ||
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| + | * A influência de Kierkegaard na concepção decisionista | ||
| + | * Apropriação do conceito de decisão existencial como ato absoluto e não mediável | ||
| + | * Separação entre decisão e justificação racional universal | ||
| + | * Transformação do pathos existencial da decisão em categoria político-jurídica | ||
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| + | * Polêmica contra o romantismo político | ||
| + | * Definição do romantismo como atitude esteticizante que substitui a decisão pela vivência subjetiva | ||
| + | * Análise do romantismo como incapacidade estrutural de assumir responsabilidade decisória | ||
| + | * Oposição entre a seriedade da decisão e a ironia romântica da indeterminação | ||
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| + | * Decisionismo e ditadura | ||
| + | * Distinção entre ditadura comissária e ditadura soberana | ||
| + | * Compreensão da ditadura como instrumento da decisão em situações excepcionais | ||
| + | * Afirmação de que a ditadura revela o caráter não liberal da política em sua essência | ||
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| + | * A distinção amigo-inimigo como critério do político | ||
| + | * Definição do político a partir da possibilidade real do conflito extremo | ||
| + | * Caracterização do inimigo como alteridade existencial e não como adversário moral ou econômico | ||
| + | * Inserção da decisão soberana como instância que identifica e determina o inimigo | ||
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| + | * Guerra, conflito e decisão | ||
| + | * Interpretação da guerra como possibilidade sempre latente da política | ||
| + | * Rejeição da redução moral ou jurídica da guerra | ||
| + | * Centralidade da decisão como aquilo que confere sentido político ao conflito | ||
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| + | * Crítica da moralização e da humanitarização da política | ||
| + | * Análise da transformação do inimigo em criminoso ou desumano como estratégia de despolitização | ||
| + | * Defesa da clareza política contra a confusão moralizante | ||
| + | * Afirmação da necessidade de reconhecer o caráter trágico e decisório da política | ||
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| + | * O decisionismo como resposta à crise da modernidade | ||
| + | * Diagnóstico da dissolução das fundamentações metafísicas tradicionais | ||
| + | * Interpretação do decisionismo como tentativa de restituir um princípio de ordem em meio ao niilismo | ||
| + | * Reconhecimento do risco inerente à decisão como preço inevitável da política | ||
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| + | * Limites e aporias do decisionismo schmittiano | ||
| + | * Exposição da tensão entre decisão absoluta e estabilidade institucional | ||
| + | * Indicação da dependência do decisionismo em relação a um sujeito soberano determinado | ||
| + | * Reconhecimento do caráter problemático da legitimação da decisão pura | ||
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| + | * Significado filosófico do decisionismo | ||
| + | * Compreensão do decisionismo como revelação da estrutura fundamental do político | ||
| + | * Afirmação de que a política não pode ser dissolvida em ética, economia ou técnica | ||
| + | * Encerramento com a ideia de que a decisão permanece como núcleo irredutível da ordem política | ||
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