estudos:ldmh:liberalismo
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| + | ====== Liberalismo ====== | ||
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| + | Seria um grave equívoco interpretar de forma estritamente política as alusões ao liberalismo espalhadas aqui e ali na obra de Heidegger. O pensamento heideggeriano sobre o liberalismo, | ||
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| + | O liberalismo baseia-se essencialmente numa certa determinação da “liberdade” própria da figura subjetiva do ser humano. Como o liberalismo não pensa a política a partir da liberdade própria do ser humano, Heidegger tem o cuidado de escrever frequentemente a palavra “liberalismo” entre aspas, como no final deste curso sobre Nietzsche, onde se diz que o “liberalismo” não constitui a essência do humanismo moderno — o qual, tal como o liberalismo, | ||
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| + | Essa independência do sujeito é a determinação ontológica que está na base dos conceitos políticos, caros aos liberais, de liberdade para (freedom to) e liberdade de (freedom from), assim como da oposição entre as duas formas “positivas” e “negativas” da liberdade (Isaiah Berlin). Mas, de forma mais global, ela está na base de toda “visão de mundo” como tal: | ||
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| + | Por mais antiliberal que seja uma visão de mundo em seu conteúdo doutrinário: | ||
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| + | Não deixa de ser verdade que o “mercado” é um elemento essencial da “viabilidade” integral do mundo. O intercâmbio econômico, e a avaliação que ele implica, estendendo-se sem restrições a tudo, incluindo o homem como “recurso humano”, é o melhor adjuvante da vontade de poder: | ||
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| + | A humanidade do homem e a materialidade das coisas se diluem [...] no valor mercurial de um mercado que não apenas abrange toda a Terra como mercado mundial, mas que, como vontade de vontade, mantém o mercado na própria essência do ser [GA5, 292; Caminhos que não levam a lugar nenhum, p. 351]. | ||
