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estudos:ldmh:dignidade

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 +====== Dignidade ======
  
 +LDMH
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 +  * Dignidade concerne ou convém à aquilo que cada vez se mantém à par de seu ser próprio. Sempre que aquilo de que se trata, mantendo-se à altura do ser, está à altura (de seu ser), há dignidade.  
 +    * Assim ocorre com a dignidade do homem: entre todos os entes, somente o homem tem a dignidade de ser ek-sistente, o privilégio de ser, por assim dizer, chamado, interpelado pelo ser, sendo o ser sua vocação particular, aquilo que lhe convém, aquilo que lhe é expressamente enviado e destinado, em uma palavra, seu destino próprio.  
 +      * Somente o homem, como ek-sistência, tem um destino; eis sua eminência e sua dignidade, desde que saibamos reconhecer a dignidade de //pastor do ser// que lhe é própria.  
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 +  * Assim ocorre igualmente com a dignidade do ser, a qual aparece desde que saibamos ser atentos à dimensão da verdade do ser e ao modo como ela reina sobre nosso ser, ao passo que o ser mostra precisar do homem – o em que aparece ainda a dignidade tanto do ser quanto do homem.  
 +    * Face a isso, as //mais elevadas determinações humanistas do homem ainda não fazem a prova da verdadeira dignidade do ser do homem//, afirma Heidegger na //Carta sobre o Humanismo// [GA9]; o humanismo tradicional é totalmente insuficiente por nunca fazer a prova dessa dignidade através daquilo que só a torna acessível: o //questionamento do pensamento que, enquanto pensamento do ser, nomeia este em sua dignidade de questão//.  
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 +  * Ao passar, aqui como em toda parte com Heidegger, transparece uma outra compreensão da moral, pois a dignidade nada tem a ver com qualquer juízo sobre o valor daquilo que está em questão.  
 +    * É por isso que Heidegger pode reconhecer também à técnica sua //dignidade//, mais precisamente a //dignidade do ser da técnica//.  
 +      * Como? Ao não considerar, preguiçosamente, a técnica como um instrumento, definição pela qual ela é //depreciada em seu ser//, mas antes no plano que deve ser o seu, o do ser, e no horizonte da história do ser, portanto como aquilo que não vem de nós, mas do ser.  
 +      * //Quando nos abrimos propriamente ao ser da técnica, encontramo-nos tomados, de modo inesperado, por um apelo libertador//, não havendo, efetivamente, nenhuma tecnofobia em Heidegger, desde que se ouça enfim o que ele não cessa de repetir: o ser da técnica nada tem de técnico no sentido da tecnologia; o próprio //perigo//, do qual a técnica sem dúvida participa, só é perceptível, assim como //aquilo que salva//, a partir do momento em que é reconhecida a dignidade da técnica.  
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 +  * Considerar a técnica então como um desvelamento, mas tão singular //no meio do perigo que se oculta na era técnica mais do que nele se mostra//, que ela é uma possibilidade inédita de nos colocar em contato com o destino.  
 +    * A esse título, a dignidade é verdadeiramente libertadora, pois só há verdadeira libertação (a si) no plano do ser.