estudos:ldmh:corpo
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| + | ====== Corpo ====== | ||
| + | LDMH | ||
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| + | * Reconhecimento da necessidade de integrar a corporeidade ao ser-no-mundo do Dasein, apesar de sua abordagem lacônica em Ser e Tempo, onde sua problemática é indicada como particular e adiada. | ||
| + | * Dificuldade fundamental em descrever fenomenologicamente o corpo vivido e existente (Leib), distinto do corpo orgânico-objetivo (Körper), exigindo superação da dicotomia corpo-alma. | ||
| + | * Indicação, | ||
| + | * Proximidade excessiva e íntima do corpo vivido, que o torna quase imperceptível, | ||
| + | * Tratamento sistemático da questão corpórea ocorreu principalmente nos Seminários de Zollikon (1959-1972) com Medard Boss, cuja publicação é de crucial importância. | ||
| + | * Abordagem da corporeidade do Dasein requer ruptura com todas as tradições filosóficas e científicas anteriores, incluindo certas fenomenologias. | ||
| + | * O corpo existente não é um ente simplesmente presente; ele transcende-se em direção ao mundo. | ||
| + | * O ser-corpo (leiben) é codeterminado pelo ser-homem, entendido como estadia ecstática no meio do ente que se ilumina. | ||
| + | * O corpo vivido (Leib) caracteriza-se por uma portada, não por limites mensuráveis; | ||
| + | * Revisão da tentativa, em Ser e Tempo, de derivar a espacialidade da temporalidade: | ||
| + | * O corpo não é um "ponto zero" de orientação, | ||
| + | * A configuração do lugar recebe-se do habitar, onde o corpo vivido experimenta determinada tonalidade (Stimmung). | ||
| + | * A tonalidade não espiritualiza o corpo, mas, através de seu entrelaçamento, | ||
| + | * As tonalidades manifestam uma compreensão do mundo e mantêm relação necessária com o prazer e a dor, desdobrando-se em simpatia ou antipatia ajustadas ao corpo vivido, que se funda na correspondência. | ||
| + | * Tonalidades prazerosas aligeiram o fardo da existência; | ||
| + | * O sentir implicado na tonalidade deve ser compreendido para além das " | ||
| + | * Sentir não é constatar qualidades ou perceber objetos; é sempre indissociavelmente ressentir. | ||
| + | * A experiência sensorial pertence ao ser-no-mundo, | ||
| + | * O ser-corpo pertence ao ser-no-mundo e é, primariamente, | ||
| + | * Não significa que a compreensão do ser emerja apenas do corpo, mas que só existimos corporalmente na medida em que temos uma compreensão do ser. | ||
| + | * Os sentidos sentem o sensível e que há sensível, podendo também experimentar que não há nada (como no tato que se abre ao tangível e ao nada de tangível). | ||
| + | * Toda atualização do sentir envolve uma relação com o ser, não sendo mera experiência ôntica subjetivista. | ||
| + | * Privilégio do modo presente da existência corporal (corpo que se vive) sobre o "corpo vivido" | ||
| + | * Possibilidade de desvelar uma existencialidade do sentir, distanciando-se da "alma corporificada" | ||
| + | * O corpo vivido não precisa ser constituído e não é mero " | ||
| + | * O querer emerge de um poder-ser que, ontologicamente, | ||
| + | * O corpo vivido que nos dispõe ao mundo e nos " | ||
| + | * O ser-corpo codetermina o ser-si-mesmo, | ||
| + | * O ser-em-comum não é a justaposição de " | ||
| + | * O outro não é um sujeito rival (concepção da intersubjetividade), | ||
| + | * O cuidado mútuo implica tonalidades que conferem uma fisionomia a todo encontro. | ||
| + | * O encontro desvela modalidades do ser-corpo onde a presença, voltada para o outro, faz-se gesto e afinação, inclusive nas atitudes menos intencionais (como ruborizar, empalidecer, | ||
| + | * Na época da técnica, a biofísica reduz o vivente à objetividade mercantil, submetendo o corpo à hegemonia de seu dispositivo. | ||
| + | * Contudo, em seu perigo extremo, essa época abriga também, no fim da filosofia, a promessa de um outro desdobramento da corporeidade viva. | ||
