estudos:ldmh:agir
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| + | ====== Agir (Handeln) ====== | ||
| + | LDMH | ||
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| + | * Carência de uma medida verdadeira para o sentido do agir humano (das Handeln), apesar da familiaridade mundial com a ação, seja na exaltação da vontade livre, seja na operação discreta dos dispositivos técnicos. | ||
| + | * Ambas as representações, | ||
| + | * A representação da ação como Wirkung, embora eficaz, é extremamente pobre e impede pensar a verdadeira amplitude do agir humano. | ||
| + | * Sua evidência aparente oculta sua origem numa inflexão singular: a interpretação técnica do pensar, com origens em Platão e Aristóteles, | ||
| + | * Relação decisiva, mas obliterada, entre a concepção da ação e a interpretação do pensar: onde a ação é concebida como produção de efeito, esse vínculo torna-se invisível. | ||
| + | * Nenhuma " | ||
| + | * Avanço nesse caminho revela uma referência mútua cada vez mais estreita entre pensar e agir. | ||
| + | * A interpretação técnica do pensar inicia-se com Platão, quando o pensar passa a ser entendido sob a única perspectiva da visada que questiona e assegura o ente em seu ser. | ||
| + | * Consequência: | ||
| + | * Estabelece-se assim a dualidade familiar entre conhecimento e vontade, sendo esta última concebida – mesmo quando erigida em prova de superioridade – a partir do modelo do efeito de um ente sobre outro. | ||
| + | * A ideia de vontade constitui o obstáculo mais resistente para compreender o sentido originário do agir humano. | ||
| + | * Esse sentido é uno com a singularidade de um modo de ser, o nosso, que abre a possibilidade de manter-se numa relação com o ente em sua totalidade. | ||
| + | * Essa relação de abertura (Erschlossenheit) só aparece em seu fenômeno próprio resistindo a toda tentativa de reduzi-la a algo ente, e muito menos à imagem de uma ação (Wirkung) sobre algo. | ||
| + | * O sentido do agir humano, nascendo cada vez dessa relação de abertura, é irredutível à ideia de uma ação sobre algo; trata-se cada vez do que temos inteiramente a ser que está em questão. | ||
| + | * O fenômeno essencial aqui em jogo (e ainda audível na práxis grega, antes que sua tradução pelo latim agere obstruísse o acesso a seu significado inicialmente não técnico) é o da facticidade. | ||
| + | * Facticidade como nosso modo de ser: aquilo que faz nossa vida, temos (de um modo que cabe a cada um descobrir) de responder a isso fazendo-o. | ||
| + | * O sentido desse " | ||
| + | * Todo gesto humano, toda iniciativa, e sobretudo toda palavra, traz consigo a possibilidade de responder àquilo que nos diz respeito e nos concerne, de modo a dar-lhe lugar em toda a amplitude de sua manifestação. | ||
| + | * Essa possibilidade é o agir humano em seu essenciar (Wesen). | ||
| + | * O ser humano é aquele que está incessantemente em via de levar o que é à sua plenitude (Vollbringen), | ||
| + | * O pensamento de Heidegger mantém-se aqui próximo das manifestações mais concretas da ação, como atesta a referência a René Char: agir verdadeiramente é fazer face a uma situação de modo que dela se esclareça subitamente a significação singular e venham à luz as possibilidades que ela reservava. | ||
| + | * A lei da ação, porém, é a de recobrir necessariamente aquilo que a torna ela mesma possível: a relação (Verhältnis) com o ser. | ||
| + | * O foco mais próprio do agir é denominado por Heidegger como o deixar-ser (Seinlassen). | ||
| + | * Este "fazer no sentido mais elevado" | ||
| + | * A " | ||
| + | * Deste "fazer mais elevado" | ||
| + | * A fórmula "o pensamento age na medida em que pensa", | ||
| + | * Sua inteligibilidade exige uma revolução onde pensar e agir renovam inteiramente seu sentido. | ||
| + | * Essa revolução, | ||
| + | * Não se trata de um renúncia desiludida ou indiferente, | ||
