User Tools

Site Tools


estudos:laffoucriere:laffoucriere-1968245-248-perda-do-sentido-do-ser

Differences

This shows you the differences between two versions of the page.

Link to this comparison view

estudos:laffoucriere:laffoucriere-1968245-248-perda-do-sentido-do-ser [16/01/2026 14:40] – created - external edit 127.0.0.1estudos:laffoucriere:laffoucriere-1968245-248-perda-do-sentido-do-ser [24/01/2026 07:42] (current) mccastro
Line 1: Line 1:
-===== LAFFOUCRIÈRE (1968:245-248) – PERDA DO SENTIDO DO SER =====+===== PERDA DO SENTIDO DO SER (1968:245-248) =====
 O esquecimento do ser é refletido na metafísica pelo fato de que, ao entender o ser como o conceito mais geral, infinito e autoevidente (SZ:3-4), não tem nem pátria nem sentido (GA6T2). O sentido que temos de redescobrir é o sentido necessário do que acontece, ou seja, do ser do ente. Por tê-lo considerado como aparecido e não em sua aparição, a metafísica não faz a pergunta. A fim de se interrogar sobre a maneira pela qual o ser significa, não devemos começar nos apegando a um sentido inexplicado desse ser, cujo significado esperamos que ele “expresse”. O sentido do ser permanece inexplicado porque é dado como certo. O próprio Descartes recebeu da Idade Média um sentido de ser fixado na ideia de substancialidade (SZ:93). Ele não o questionou, permanecendo na elaboração ontológica dessa questão muito atrás do escolasticismo. Tampouco discutiu a “generalidade” desta significação. Para ele, Deus “é” e o mundo “é”. Mesmo que o uso do termo não seja unívoco, supõe-se que o ser seja autocompreensível em ambos os casos. O esquecimento do ser é refletido na metafísica pelo fato de que, ao entender o ser como o conceito mais geral, infinito e autoevidente (SZ:3-4), não tem nem pátria nem sentido (GA6T2). O sentido que temos de redescobrir é o sentido necessário do que acontece, ou seja, do ser do ente. Por tê-lo considerado como aparecido e não em sua aparição, a metafísica não faz a pergunta. A fim de se interrogar sobre a maneira pela qual o ser significa, não devemos começar nos apegando a um sentido inexplicado desse ser, cujo significado esperamos que ele “expresse”. O sentido do ser permanece inexplicado porque é dado como certo. O próprio Descartes recebeu da Idade Média um sentido de ser fixado na ideia de substancialidade (SZ:93). Ele não o questionou, permanecendo na elaboração ontológica dessa questão muito atrás do escolasticismo. Tampouco discutiu a “generalidade” desta significação. Para ele, Deus “é” e o mundo “é”. Mesmo que o uso do termo não seja unívoco, supõe-se que o ser seja autocompreensível em ambos os casos.
  
estudos/laffoucriere/laffoucriere-1968245-248-perda-do-sentido-do-ser.txt · Last modified: by mccastro