estudos:krell:1992-vida-morte
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| + | ====== Vida-morte ====== | ||
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| + | //KRELL, David Farrell. Daimon Life: Heidegger and Life-Philosophy. Bloomington: | ||
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| + | **Lifedeath: | ||
| + | * A percepção, | ||
| + | * A ontologia fundamental de Heidegger deixa intocada a questão da morte imanente e imminente, na medida em que subordina a " | ||
| + | * Para Nietzsche e Freud, a morte é imanente à vida, e vida e morte só podem ser escritas como vida-morte -- mas Heidegger, mais preocupado em manter o " | ||
| + | * A nova interpretação da sensorialidade, | ||
| + | * Heidegger relaciona a nova interpretação da sensorialidade de Nietzsche à monadologia leibniziana, | ||
| + | * A nova interpretação exige reconhecer que toda aparência, erro e mera aparição só são possíveis "se algo vem ao primeiro plano e se mostra"; | ||
| + | * A geração universitária alemã entre 1909 e 1914 interpretou mal a fórmula nietzschiana "a ciência sob a ótica do artista, mas a arte sob a ótica da vida" como apelo a uma ciência atraente e útil para a vida -- e os cursos de 1936 a 1940 podem ser lidos como esforço para libertar Nietzsche tanto do nacional-socialismo quanto de necromantes como Ludwig Klages e Ernst Bertram. | ||
| + | * No segundo curso sobre Nietzsche -- "O eterno retorno do mesmo" (1937) -- Heidegger sintetiza o pensamento nietzschiano do mundo como vida e força e como caos, a partir do caderno M III 1 do espólio, que contém as primeiras formulações do " | ||
| + | * O primeiro ponto da apresentação sumária de Heidegger é crucial para o tema da vida-morte: Nietzsche escreve que "nosso mundo inteiro é a cinza de inúmeras criaturas vivas (...) tudo já foi transposto para a vida", mas também que "o ser vivo é simplesmente um tipo de ser morto, e um tipo muito raro" -- gerando uma contradição: | ||
| + | * Heidegger resolve a contradição distinguindo dois pontos de vista: se o morto é tomado quanto à sua cognoscibilidade, | ||
| + | * O décimo ponto da apresentação -- "o caos cósmico é em si necessidade" | ||
| + | * A questão do suposto biologismo de Nietzsche -- abordada no terceiro curso, "A vontade de poder como conhecimento" | ||
| + | * O campo essencial em que a biologia se move não pode ser posto e fundamentado pela própria biologia, mas apenas pressuposto: | ||
| + | * "Quer se vote sim ou não ao ' | ||
| + | * A " | ||
| + | * "Caos é o nome para a vida que se corporifica, | ||
| + | * Heidegger, porém, não persegue o problema até onde o pensamento de Nietzsche o conduz: em nenhum momento desenvolve a questão da vida-morte como retorno eterno da vida da cinza e da cinza da vida. | ||
| + | * O pensamento freudiano da morte imanente -- influenciado por August Weismann e por Eugen Korschelt, colega de Heidegger em Marburg -- converge paradoxalmente com a análise existencial-ontológica heideggeriana da morte, ainda que Freud e Heidegger nunca se tenham lido e Heidegger jamais tenha ido ao encontro da psicanálise. | ||
| + | * Para Freud em Para além do princípio do prazer (1920), a pulsão é "uma compulsão imanente ao organismo animado para restaurar um estado anterior" | ||
| + | * O conceito existencial pleno de morte em Heidegger articula cinco traços: a morte é a possibilidade mais própria, não relacional, certa e, como tal, indeterminada quanto ao seu " | ||
| + | * Derrida, em " | ||
| + | * A vida-morte daimônica -- Ζωήθάνατος -- designa a condição em que a morte é simultaneamente imanente (sempre já presente) e iminente (sempre apenas na iminência de advir), deslocando toda propriedade e toda certeza: "a iminência indeterminada, | ||
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