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estudos:jaspers:giuseppe-lumia-jaspers-3242

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estudos:jaspers:giuseppe-lumia-jaspers-3242 [15/01/2026 20:13] – created - external edit 127.0.0.1estudos:jaspers:giuseppe-lumia-jaspers-3242 [17/01/2026 13:27] (current) mccastro
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 E se a verdade não pode nunca ser alcançada como um todo, a ninguém é lícito assumir como absoluto o seu próprio ponto de vista. O dogmatismo e a intolerância são os grandes inimigos do filosofar, que manifesta a sua fecundidade onde houver comunicação amorosa e diálogo. E se a verdade não pode nunca ser alcançada como um todo, a ninguém é lícito assumir como absoluto o seu próprio ponto de vista. O dogmatismo e a intolerância são os grandes inimigos do filosofar, que manifesta a sua fecundidade onde houver comunicação amorosa e diálogo.
  
-Não surpreenderá, portanto, a importância que Jaspers atribui ao problema da comunicação, sobre o qual insiste em quase todas as suas obras. Na sociedade política vê ele uma forma inferior de comunicação; mas diferentemente de [Kierkegaard->art1262] e de [Heidegger->art1268], para ele a sociedade, embora estando toda compreendida na esfera da objetividade, não é todavia o mundo da queda e da degradação. A sociedade é encarada por Jaspers na sua função necessária e insubstituível. Ela assegura estabilidade e continuidade à obra do homem, e permite-lhe colocar-se em uma perspectiva histórica. Mas ai da consciência que se deixa encerrar no círculo da objetividade social, porque acabará por perder-se a si própria, tanto como a que se isola na sua subjetividade empírica. A sociedade juridicamente estruturada e politicamente organizada em Estado não será nunca o Umgreifende, o deus incarnado, o Valor dos valores. Jaspers reivindica acima dela os direitos do indivíduo, que é sempre a exceção, o único existente capaz de, na comunicação amorosa com os seus semelhantes, aproximar-se da Transcendência.+Não surpreenderá, portanto, a importância que Jaspers atribui ao problema da comunicação, sobre o qual insiste em quase todas as suas obras. Na sociedade política vê ele uma forma inferior de comunicação; mas diferentemente de Kierkegaard e de Heidegger, para ele a sociedade, embora estando toda compreendida na esfera da objetividade, não é todavia o mundo da queda e da degradação. A sociedade é encarada por Jaspers na sua função necessária e insubstituível. Ela assegura estabilidade e continuidade à obra do homem, e permite-lhe colocar-se em uma perspectiva histórica. Mas ai da consciência que se deixa encerrar no círculo da objetividade social, porque acabará por perder-se a si própria, tanto como a que se isola na sua subjetividade empírica. A sociedade juridicamente estruturada e politicamente organizada em Estado não será nunca o Umgreifende, o deus incarnado, o Valor dos valores. Jaspers reivindica acima dela os direitos do indivíduo, que é sempre a exceção, o único existente capaz de, na comunicação amorosa com os seus semelhantes, aproximar-se da Transcendência.
  
 Pode dizer-se que só poucos indivíduos excepcionais sabem elevar-se à autêntica comunicação, enquanto a grande maioria dos homens permanece ao nível da objetividade social. Mas deste fato podem ser censurados os homens, e não Jaspers que se limitou a verificá-lo. Pode dizer-se que só poucos indivíduos excepcionais sabem elevar-se à autêntica comunicação, enquanto a grande maioria dos homens permanece ao nível da objetividade social. Mas deste fato podem ser censurados os homens, e não Jaspers que se limitou a verificá-lo.
  
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